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terça-feira, 17 de julho de 2018

7 perguntas e respostas sobre a pílula do dia seguinte...

7 perguntas e respostas sobre a pílula do dia seguinte

Ainda que todas as mulheres do planeta usassem corretamente qualquer um dos métodos anticoncepcionais existentes, cerca de 6 milhões de gestações inesperadas ocorreriam. Essa estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) dá uma dimensão da possibilidade de falha nas estratégias disponíveis para evitar uma gravidez. Sem falar na quantidade de gente que não pensa em ter filhos e, mesmo assim, não se protege direito contra uma gravidez indesejada. Cenários como esses ajudam a explicar por que a chamada pílula do dia seguinte (também conhecida pela sigla PDS) passou a ser tão procurada nas farmácias – sua venda é feita sem prescrição.

Acontece que, recentemente, uma usuária da PDS escreveu um relato (que foi reproduzido em diversos meios de comunicação) no qual conta que teve uma gravidez fora do útero — chamada de gravidez ectópica — após tomar o comprimido. E é claro que muitas dúvidas surgiram sobre o método e sua segurança. Por isso, perguntamos a nossos leitores o que eles gostariam de saber a respeito do assunto e conversamos com especialistas para esclarecer as questões – até para entender quais são, de fato, os riscos da pílula do dia seguinte. Veja a seguir:

1- Muita gente se refere à pílula do dia seguinte como uma “bomba de hormônios”. Isso é verdade? Ela pode trazer efeitos colaterais?

“Uma dose da PDS contém o equivalente à metade de uma cartela de pílulas anticoncepcionais tradicionais, dessas que a mulher usa todos os dias”, esclarece a ginecologista Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. E, segundo a ginecologista Luciana Potiguara, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, essa enxurrada hormonal pode trazer efeitos colaterais, sim. “Além de desregular o ciclo menstrual, é possível que provoque vômitos. Aliás, se isso acontecer nas primeiras duas horas após a ingestão, a dose deve ser repetida. Outros sintomas como vertigem, cefaleia e dor nas mamas também podem aparecer”, alerta a médica.

2- Mas, afinal, é válido usar esse método de contracepção? Se sim, em quais circunstâncias?

“A pílula do dia seguinte é, na verdade, uma conquista das mulheres”, afirma Albertina. “Você ter acesso a um método de emergência é bacana. O perigo está em fazer dessa emergência um ritual cotidiano”, arremata. A expert ainda faz questão de lembrar que, mesmo tomando a pílula direitinho (no máximo 72 horas após a relação), ela ainda falha em 15% dos casos. “A cada 20 mulheres que tomam, três engravidam”, calcula. “A PDS deve ser usada somente em situações de relação sexual desprotegida próxima do período fértil, de ruptura do preservativo, de estupro ou de relação sexual sem uso de nenhum método contraceptivo”, completa Luciana.

3- De quanto em quanto tempo é possível tomá-la? 

A pílula é lembrada como aquela “do dia seguinte”, mas, entre os especialistas, ela é mais conhecida como “pílula de emergência” ou “contracepção de emergência”. Isso quer dizer que ela realmente só deve entrar em cena em um caso de extrema necessidade. “O ideal é utilizá-la uma vez por ano. Ela é menos segura que a pílula normal e ingeri-la direto aumenta o risco de gravidez e de confusão no ciclo menstrual. A mulher passa a não reconhecer o funcionamento do próprio corpo”, esclarece Albertina.

De acordo com uma pesquisa conduzida pela especialista, apesar desses poréns, tem muita gente abusando do método. “Algumas adolescentes chegam a tomar a PDS até três vezes no mesmo mês”, conta a médica. Essa prática traz diversas repercussões para a saúde. “Tem os efeitos psicológicos, como irritação, medo de engravidar, culpa etc. Além disso, pode bagunçar o ciclo, causar alterações de pele (espinhas), deixar o cabelo oleoso e contribuir para o acúmulo desnecessário de gordura. A mulher não precisa passar por isso”, conclui.

“A pílula do dia seguinte é uma medicação de emergência e não foi testada para uso frequente”, reforça Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

4- É possível que a pílula do dia seguinte cause (ou contribua para) a ocorrência da gravidez ectópica, ou seja, fora do útero?

Ao que tudo indica, sim. A explicação para isso é que a pílula do dia seguinte diminui o movimento natural das trompas. Só que é a atividade dessa estrutura que faz com que o óvulo fecundado seja enviado ao útero para se desenvolver. Então, se as trompas não se movimentam, o óvulo pode ficar parado ali. E é aí que está o perigo. Com o desenvolvimento do feto no lugar errado, as trompas podem se romper, causando uma hemorragia.

Note que estamos falando em óvulo fecundado. Ou seja, é crucial ter em mente que a pílula do dia seguinte pode falhar – e que isso não é tão incomum assim. “Depois de usá-la, é importante esperar pela menstruação, e também vale fazer o teste de gravidez. Todo cuidado é pouco”, diz Albertina. Se o teste de gravidez der positivo, só é possível detectar que o óvulo está fora do lugar por ultrassom.

Vale lembrar, no entanto, que a causa mais comum de gravidez ectópica é alteração da trompa por infecções e inflamações pélvicas.

5- Se a mulher engravidar mesmo depois de ter tomado a pílula o bebê pode nascer com alguma sequela?

Se o óvulo conseguir se deslocar para o útero e lá se desenvolver, a princípio não existe nenhum tipo de prejuízo para a criança. A ginecologista Luciana reforça: “Não há qualquer evidência científica de que a contracepção de emergência exerça efeito após a fecundação, resultando em aborto ou anomalias fetais”.

6- Tomar a pílula do dia seguinte enquanto está usando anticoncepcional comum (supondo que a mulher tome de maneira bem irregular) pode trazer problemas? 

Bom, já sabemos que a pílula do dia seguinte equivale à meia cartela daquela que se toma todo dia. Então, imagina só o caos que se instala no organismo de quem toma o anticoncepcional desregradamente e ainda, vez ou outra, utiliza uma “bomba de hormônios” junto. “Isso é uma confusão que precisa ser evitada. É uma questão de cautela com seu próprio corpo. A mulher não precisa dessa bagunça hormonal”, aponta Albertina. O ideal mesmo é encontrar estratégias para não precisar da pílula do dia seguinte.

7- Há contraindicações em relação ao uso desse contraceptivo de emergência?

Sim. “Em paciente com histórico ou risco conhecido de trombose”, responde Zlotnik, do Einstein. “Na verdade, todas as contraindicações para a pílula anticoncepcional servem também para a do dia seguinte”, afirma Albertina. E lembre-se: caso passe mal com o uso do comprimido, é necessário buscar ajuda médica. “Não se trata de terrorismo. Mas é fundamental ser cuidadosa quando se recorre a esse o método”, conclui a especialista.

Fonte: Saúde

5 motivos pelos quais a maior parte das dietas falha

5 motivos pelos quais a maior parte das dietas falha

A maioria das pessoas associa a palavra “dieta” à privação. Uma pesquisa divulgada nesta semana, encomendada por uma companhia alimentícia do Reino Unido mostrou que duas a cada cinco pessoas que fazem dieta regularmente desistem logo nos primeiro sete dias. Além disso, apenas 20% destas conseguem seguir firme até o terceiro mês. As informações são do site Health.com.

Muitas pessoas também aliam as dietas à malhação na busca pela perda de peso, mas não conseguem manter a rotina a longo prazo. A solução, de acordo com a especialista em dieta e nutrição Cynthia Sass, é identificar as armadilhas e implementar estratégias para perder peso de forma sustentável. Veja 5 dicas importantes neste sentido:

1. Rebelião do corpo
Dietas drásticas ou muito restritas podem provocar mudanças de humor, dores de cabeça, fadiga física e mental, irritabilidade, problemas digestivos e confusão mental. Ninguém quer se sentir dessa forma, e o fato é que mudando a dieta para melhor você deveria se sentir, ao contrário: energizado, feliz e lúcido.

Solução: revisite sua história e tente não repetir antigos erros. Você conhece seu corpo melhor do que ninguém, ou seja, sabe exatamente o que não funciona. Na maior parte dos casos, dietas baseadas em pouquíssimas calorias ou em baixo carboidrato são as maiores culpadas.

Adicionar pequenos lanches entre as refeições, comer porções menores e incluir frutas ao cardápio são apenas algumas das práticas corretas a serem feitas. Embora pareça estranho, é necessário comer mais quando se quer perder peso. Isso porque restringir muito o número de calorias ingeridas pode comprometer o seu metabolismo. Para não errar, tente o equilíbrio: não coma muito, nem muito pouco.

2. Com fome
Sentir fome cinco minutos depois que você comeu, ou mesmo uma hora depois, não é necessário para manter suas curvas. Na verdade, a fome crônica indica que sua dieta não está balanceada, o que pode fazer com que o corpo conserve mais energia e dificulte a perda de peso.

Solução: inclua em sua alimentação itens que aumentam a sensação de saciedade, ricos em proteína magras (ovos orgânicos, peixe, aves, feijão e lentilha); fibras (frutas, vegetais, grãos integrais, feijão e lentilha) e gordura boa (abacate, nozes, sementes, azeite extra virgem e óleo de coco).

Outra boa estratégia é apostar em alimentos que possam ser ingeridos em volume maior sem trazer muitas calorias, como frutas e vegetais frescos e ricos em água; além de alimentos ricos em amido, como pipoca orgânica.

3. Com desejo
O controle de peso a longo prazo é um compromisso de vida. O fato de não encontrar uma maneira de cometer pequenos ‘pecados’ é a principal razão para as pessoas ficarem engordando e emagrecendo, no eterno efeito sanfona. Isso porque tentar ser perfeito o tempo todo leva aos sentimentos de privação, ressentimento e até mesmo raiva e depressão.

Solução: tire da cabeça a mentalidade “tudo ou nada”. Se você está preocupado com os exageros, permita algumas “escapadas” alimentares para reduzir o risco de comer demais. Por exemplo: uma vez por semana, você pode comer uma sobremesa ou um cookie. Além disso, inclua na dieta alimentos ricos em nutrientes e que também são muito gostosos, como o abacate ou o chocolate amargo.

4. Pressão social
Comentários como “você não precisa perder peso” ou “você parece muito magra” são ouvidos com frequência por quem está tentando levar uma alimentação mais saudável. Sendo assim, algumas pessoas acabam se sentindo culpadas. Um estudo mostrou que amigos que comem juntos consomem mais comida porque sentem uma espécie de “permissão” para comer em excesso.

Solução: tente quebrar o padrão de se alimentar por diversão. Ao invés de jantares e happy hours, tente marcar com os amigos um cinema, ou sair para dançar. Para os que não te apoiam, explique que a mudança alimentar é importante para você e peça ajuda.

5. Emoções
Desde crianças somos programados para nos alimentar com emoção. Celebramos datas com refeições, usamos comida como uma forma de afeto. Um dia terrível no trabalho ou uma promoção rapidamente são convertidos em comida.

Solução: fortes emoções tendem a abafar os pensamentos racionais, e distanciar-nos das consequências. Quando estiver realmente triste, com raiva, ou com medo, é fácil tomar sorvete e notar que vai se sentir melhor agora, mas tente também se lembrar de como vai se sentir amanhã. Não é fácil, mas se você tentar não comer com a emoção pelo menos 50% do tempo, já vai ver uma grande diferença no seu peso.

Fonte: Terra

Após morte de jovem no interior do Ceará, fica o alerta: não use o celular carregando

Após morte de jovem no interior do Ceará, fica o alerta: não use o celular carregando

A morte de um jovem de 16 anos no interior do Ceará após um choque elétrico trouxe novamente à tona o perigo de usar o celular enquanto a bateria do dispositivo está sendo recarregada.

O caso aconteceu dentro de uma escola em Tianguá, 310 km de Fortaleza. Dentro do laboratório de informática do colégio, o estudante Iago Aguiar desconectou o aparelho da tomada e inseriu o carregador na entrada USB do computador, aparentemente para continuar a recarga. Ao tentar atender uma ligação recebida minutos depois, o jovem recebeu o choque elétrico.

A causa da morte ainda está sendo investigada pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) em Sobral. De qualquer forma, vale o alerta: evite ao máximo usar aparelhos que estejam conectados em uma rede que fornece energia, seja tomada ou computador.

A morte do jovem, infelizmente, não foi a única do tipo. Recentemente, uma bombeira voluntária teve boa parte do corpo queimado em um incêndio e faleceu dias depois. Especula-se que ele tenha começado após um curto-circuito provocado por um celular que estava recarregando na tomada.

Segundo especialistas, um curto-circuito (e possíveis incêndios ou explosões provocados por carregadores de celular) não é algo tão comum, mas o perigo existe sempre que estamos falando de redes elétricas. 

A porta USB ou o carregador não são os maiores vilões em casos de incêndio, segundos os especialistas. Mas o perigo pode estar no uso de carregadores piratas ou na rede elétrica com problemas.

Carregadores originais, homologados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), só fornecem energia para o celular se eles estiverem ligados ao aparelho. Os especialistas afirmam que eles funcionam como um interruptor sem a lâmpada quando não estão ligados ao aparelho. Por isso, o risco de eles causarem algum curto-circuito é bem pequeno.

No caso dos piratas, isso não tem como ser garantido. Ele pode fornecer energia além da necessária para que o celular seja recarregado e puxar energia mesmo quando o celular não está conectado, explica o professor João Carlos Lopes Fernandes, do Instituto Mauá de Tecnologia.

A recomendação é sempre tirar o carregador da tomada assim que o ciclo de recarga for concluído, seja ele original ou pirata. Isso por que existe também o risco de um raio atingir a rede elétrica em dias de chuva. Aí, nenhum sobrevive, dependendo do impacto.

Além disso, problemas na rede elétrica do local potencializam curto-circuitos, segundo Antonio Carlos Gianoto, professor do departamento de engenharia elétrica da FEI. Se a rede for muito velha e não passar por manutenção preventiva com frequência, há chances reais de choque ou incêndios.

O mesmo vale para computadores e notebooks que também ajudam durante na recarga de bateria. É fundamental que eles passem por manutenções, porque conduzem essa eletricidade.

E você já ouviu falar ou leu alguma notícia relacionada a mortes no chuveiro ou banheiras? Nestes casos, o risco de um curto-circuito é bem grande, já que a água pode funcionar como um bom condutor de eletricidade.

Ou seja, evite lugares úmidos, sempre tire tudo da tomada após o uso, e não use o celular enquanto ele está recarregando.

Fonte: UOL

Antiácido, antitérmico: Conheça perigos de remédios que não exigem receita

Antiácido, antitérmico: Conheça perigos de remédios que não exigem receita

Quatro em cada cinco adultos norte-americanos tomam remédios expostos nos balcões das farmácias e vendidos sem receita médica, mais frequentemente para tratar doenças como dores, tosse e resfriados, febres, alergias, problemas de pele, azia e outros males digestivos. É fácil entender as razões. Esses medicamentos são convenientes, estão disponíveis nas farmácias e mercados e são mais baratos do que ir ao médico e pagar, às vezes, apenas para conseguir uma receita.

De acordo com a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) americana, existem mais de 300 mil remédios e produtos que não precisam de receita no mercado dos EUA, um número que continua a crescer. De acordo com a Associação de Produtos de Consumo de Saúde, um grupo comercial da indústria, desde 1975, mais de 100 ingredientes, indicações ou dosagens deixaram de precisar de receita nos Estados Unidos.

No ano passado, os americanos gastaram cerca de US$ 44 bilhões em medicamentos sem receita, o que, segundo a indústria, gerou uma economia de cerca de US$ 102 bilhões para o sistema de saúde em visitas médicas, exames de diagnóstico e medicamentos prescritos.

Além de economizar o tempo e o dinheiro dos consumidores, esses dão a muitas pessoas a sensação de ter controle sobre sua saúde e seu bem-estar. No entanto, um em cada cinco adultos que se automedicam admitem tomar mais do que a dose recomendada ou usar o produto com mais frequência do que a bula indica.

Poucos consultam um médico – ou mesmo o farmacêutico – sobre a segurança e a sensatez de usar um certo remédio. Uma pesquisa com consumidores feita em 2001 para o Conselho Nacional de Informação e Educação do Paciente descobriu que a maioria das pessoas lê apenas partes das bulas e rótulos e, por isso, pode perder informações essenciais para o uso correto da medicação.

Mesmo quando os remédios que não precisam de receita são usados corretamente, pode haver problemas. Algumas substâncias não devem ser tomadas por pessoas com certas condições de saúde ou combinadas com outras – prescritas ou não – por causa da possibilidade de interações adversas.

Paracetamol pode afetar o fígado
Por exemplo, o paracetamol (acetaminofeno), ingrediente ativo do Tylenol e seus vários concorrentes, é o remédio mais usado sem receita, tomado normalmente para diminuir a dor ou a febre. Mas o acetaminofeno também é utilizado frequentemente em outros medicamentos que não precisam ser indicados por um médico, como produtos para tosse, resfriados e alergias e analgésicos que exigem prescrição como o Percocet e o Vicodin. Em grandes quantidades, o acetaminofeno pode causar danos graves ao fígado.

Overdoses de acetaminofeno causam 30 mil hospitalizações todos os anos, geralmente por causa de falência aguda do fígado. Um estudo com 500 pessoas publicado em 2012 no The Journal of General Internal Medicine revelou que 24 por cento excederiam sem saber o limite seguro de quatro mil miligramas da droga em um período de 24 horas usando apenas um produto que contém a substância. Cerca de 46 por cento entrariam em overdose ao tomar ao mesmo tempo dois produtos com esse analgésico.

De acordo com o Conselho Nacional, um terço dos americanos diz que combina remédios para tratar sintomas múltiplos, mas apenas uma em dez pessoas afirma que lê a bula inteira de cada medicamento que toma. Por isso, a maioria não sabe das duplicações potencialmente tóxicas e das interações danosas.

Uso de mais de um medicamento aumenta chances de intoxicação
Atrás de vantagens de vendas, muitas empresas que produzem remédios que não precisam de receita oferecem produtos com múltiplos ingredientes para tratar vários sintomas simultaneamente. No entanto, a maioria dos consumidores não precisa de todas as substâncias ativas em um medicamento e, dessa maneira, aumentam desnecessariamente o risco de intoxicação.

Cerca de 40 por cento dos medicamentos vendidos sem receita são usados por pessoas de mais de 65 anos, com maiores chances de ter uma condição de saúde que pode contraindicar o uso de alguns desses remédios. Por causa de doenças crônicas, de mudanças relacionadas com a idade na maneira em que o corpo processa algumas substâncias e do número de remédios prescritos que os idosos normalmente tomam, eles correm mais riscos de sofrer efeitos adversos e problemas com interações.

Entre os perigos ligados aos medicamentos que os pacientes mais velhos enfrentam de maneira desproporcional estão quedas, depressão, confusão, alucinações e má nutrição.

Laxantes podem causar dependência
Só porque um produto é vendido no balcão da farmácia, não significa que seja inofensivo. Os laxantes, por exemplo, estão entre os remédios sem receita mais mal usados, e não só pelas pessoas que abusam deles na esperança de perder peso. Quando tomados com muita frequência para prevenir a constipação, os laxantes têm o poder de causar dependência. O intestino pode perder sua habilidade para funcionar bem sem eles.

Pílulas para dormir que não necessitam de prescrição e que contêm anti-histamínicos podem apresentar o problema oposto: perder sua eficiência com o tempo, o que faz com que as pessoas comecem a tomar mais do que a dose recomendada. Elas não devem ser usadas por mais de duas semanas. Mesmo quando tomadas da maneira correta, podem causar sono diurno, confusão mental e espessamento das secreções do pulmão.

Antiácido pode causar diarreia
Algumas pessoas com azia crônica tomam antiácidos para diminuir os efeitos dos ácidos do estômago. Mas eles também podem causar diarreia e constipação, e bloquear a absorção de alguns medicamentos prescritos. As melhores escolhas disponíveis são os bloqueadores de H2 (como Pepcid e Zantac) e inibidores da bomba de prótons (como Nexium, Prilosec e Prevacid) que impedem a produção de ácidos no estômago. Mas esses medicamentos também são perigosos quando tomados por muito tempo, incluindo quebras de ossos e deficiência de magnésio, que podem levar a convulsões.

Quando as substâncias anti-inflamatórias não esteroides, como a aspirina, o ibuprofeno e o naproxeno, são tomados por muito tempo, também podem causar danos, incluindo úlceras, problemas nos rins ou no fígado e um aumento do risco de ataque cardíaco ou derrame. E assim por diante.

Apesar de os remédios vendidos livremente serem normalmente seguros quando usados de vez em quando e corretamente por adultos saudáveis, esses problemas de saúde crônicos podem causar reações adversas potencialmente sérias. O site FamilyDoctor.org possui uma lista de condições médicas que talvez precisem de precauções extras: asma, sangramentos ou coágulos, dificuldades respiratórias, diabetes, próstata aumentada, epilepsia, glaucoma, gota, doenças no coração, e problemas psiquiátricos e de tiroide.

Precauções antes de tomar qualquer remédio
Pessoas que têm condições de saúde subjacentes ou que usam um ou mais medicamentos deveriam consultar seus médicos antes de tomar remédios vendidos no balcão da farmácia. No mínimo, checar com o farmacêutico. Se você compra todos os remédios prescritos na mesma farmácia, é mais fácil descobrir potenciais interações adversas das substâncias. Se isso não ocorrer, leve com você uma lista de todas as prescrições e medicamentos sem receita que toma e pergunte ao farmacêutico.

Entre outras precauções sensatas a tomar quando for comprar um remédio no balcão da farmácia estão: ler a bula inteira, incluindo ingredientes, dosagens, intervalo e tempo indicados e advertências; prestar atenção se o medicamento deve ser tomado com comida ou com o estômago vazio; não misturar remédios e álcool; evitar tomar suplementos minerais e vitamínicos ao mesmo tempo; e, se tiver qualquer reação alérgica ou problemas, anote a causa para evitar aquela substância no futuro.

Fonte: UOL (Com NYT)

Brócolis, couve-flor e couve podem ter propriedade anticancerígena...

Brócolis, couve-flor e couve podem ter propriedade anticancerígena

Couve-flor, brócolis e couve-manteiga são vegetais que fazem parte do grupo das crucíferas. Eles apresentam muitos benefícios para a saúde e são considerados alimentos funcionais. Esses vegetais são ricos em fibras, minerais (cálcio, magnésio, fósforo, selênio) e vitaminas (E, K e C), além de apresentarem baixo teor calórico e serem fontes de luteína, betacaroteno, quercetina e antioxidantes.

Outro importante benefício dessa família é uma substância chamada sulforafane, um fitonutriente com capacidade de estimular o gene com função anticancerígena. Estudos apontam que o ácido indol-3-carbinol encontrado nesses vegetais tem a capacidade de neutralizar as células tumorais sensíveis ao hormônio estrógeno, como os do ovário, mama e próstata.

Recentemente, um estudo da Universidade Chungbuck, na Coréia do Sul, publicado pelo periódico científico Obesity, mostrou que esses vegetais também atuam contra o ganho de peso e ajudam no combate à obesidade. Os pesquisadores observaram que as substâncias dos vegetais interferem no desenvolvimento dos adipócitos, que controlam o aumento das células de gordura, sendo capaz de parar o processo que faz com que esse grupo celular cresça e se multiplique.

Além de todos esses benefícios, cada um dos vegetais que fazem parte das crucíferas possuem benefícios particulares e devem ser consumidos em uma dieta balanceada.

Brócolis
É um dos vegetais mais nutritivos. O mais indicado é comê-lo cru em saladas ou preparados no vapor. Possui glucorafanina, que ajuda nas propriedades antioxidantes dos tecidos do corpo, além das propriedades anti-inflamatórias. É também excelente fonte de magnésio e cálcio, que ajudam na regulação da pressão arterial.

Couve
Ingrediente importante nos diversos pratos dos brasileiros, ela também ajuda a fixar o cálcio nos ossos e possui ação anti-inflamatória e cicatrizante. Possui uma variedade grande de vitaminas e minerais que, combinados aos fotoquímicos presentes na folha, ajudam na absorção dos nutrientes dos outros alimentos da refeição.

Couve-flor
Excelente fonte de vitaminas, como as vitaminas B1, B2, B3 e B6, e vitaminas C, K e E. Além disso, ela fornece os minerais essenciais como magnésio, cálcio, fósforo, potássio e manganês.

Couve de Bruxelas
Rica em fitonutrientes, que ajudam o sistema imunológico, e alto teor de fibras, que reduz o colesterol. Estudos recentes também apontam que alguns compostos desse vegetal bloqueiam a atividade de enzimas sulphotransferase, que podem ser prejudiciais para saúde e a estabilidade do DNA.

Repolho
Rico em fibras, o vegetal é ótimo para digestão e possui nutrientes que ajudam na saúde do revestimento intestinal e do estômago. O repolho ainda auxilia os níveis de bactérias no intestino, reduzindo as ruins e aumentando as boas.

Dr. Durval Ribas Nutrólogo - CRM 40093/SP

Fonte: Minha Vida

Operadoras voltam a pressionar Anatel para limitar franquia na internet fixa

Operadoras voltam a pressionar Anatel para limitar franquia na internet fixa

As operadoras de telefonia voltaram a pressionar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para que caia a proibição da franquia limitada de dados na internet fixa.

Apesar das grandes empresas de telecomunicações planejarem a limitação do plano de dados em banda larga fixa, uma decisão da Anatel não permite que elas definam uma franquia para os clientes.

Oi, Vivo e NET se juntaram a Abrint, órgão que representa pequenas empresas de telecom, e ao Sindisat, sindicado de provedores via satélite, para pressionarem a Anatel para rever a proibição da franquia limitada. As companhias querem que o tema seja recolocado em discussão, e que, depois, a restrição à prática seja derrubada.

Ao UOL Tecnologia, Basílio Perez, presidente da Abrint, defendeu que as empresas devem ter permissão para limitar o plano de dados, mas com pacotes que oferecem a partir de 500 GB por mês - o que, segundo o executivo, é o suficiente para 2h30 diárias de Netflix.

O limite defendido por Perez é bem diferente do proposto pela Vivo em 2016, quando a operadora tentou implementar a prática mas acabou sendo impedida pela Anatel. A operadora planejava oferecer pacotes mensais entre 10 GB e 130 GB, e, após o consumo dos dados, a conexão poderia ser bloqueada ou teria a velocidade reduzida.

A Anatel nega que esteja sendo pressionada pelas empresas, e diz que, mesmo que fosse o caso, não há intenção de alterar a determinação que proíbe o estabelecimento de uma franquia limitada de dados na internet fixa.

Fonte: Olhar Digital

Não jogue fora: 12 utilidades para aquele seu celular velho e parado...

Não jogue fora: 12 utilidades para aquele seu celular velho e parado

Sabe aquele celular que você deixou de canto na sua casa depois que trocou por um modelo mais novo? Então, que tal tirar ele do armário e botar o aparelho para funcionar, em vez de apenas servir para acumular pó? Nós te damos mais abaixo várias alternativas para você colocar em uso esse celular parado.

É claro que é preciso checar antes as condições em que o antigo smartphone está. Por motivos óbvios de economia, muitos brasileiros só trocam de celular quando o atual está esgotado. Mas alguma função básica da lista abaixo deve funcionar no seu aparelho antigo.

Os celulares modernos são maravilhosos por reunirem diversos gadgets em um só (videogame, iPod, etc), mas muitas vezes o espaço de um smartphone não é suficiente para executarmos tudo o que queremos. Por isso, por que não voltarmos para o passado e dividirmos algumas tarefas entre outros dispositivos parados?

12 usos para aquele seu celular que está parado

Câmera de segurança
Essa é uma alternativa até já conhecida, mas não muito usada. Alguns apps são capazes de transformar seu antigo telefone em uma câmera de segurança que você pode acompanhar de longe por meio de um notebook. É possível monitorar toda a sua casa dessa forma. Entre os apps que podem te ajudar, estão o Manything (iOS) e o IP Webcam (Android)

Saúde e fitness
Celulares viraram importantes aliados para exercícios físicos. Com diferentes capacidades, o uso de um antigo aparelho em prol de sua saúde vai depender do nível de sofisticação do celular antigo. Mesmo os smartphones mais básicos, contudo, possuem GPS e, por isso, são capazes de rodar apps como o Runtastic (iOS e Android), que monitoram seu deslocamento de acordo com o tipo de exercício e calculam a quantidade de calorias gastas.

Videogame
Celulares antigos podem ter um desempenho inferior aos atuais, mas ainda assim podem servir para jogar alguns games. Isso pode aliviar espaço e faria com que seu velho celular funcionasse como os antigos game boys. É claro que jogos mais modernos e pesados podem não rodar no seu smartphone parado, mas por que não tentar básicos como os famosos Candy Crush, Angry Birds, Temple Run?

Controle remoto e de mídias
Seu celular parado pode servir também como um controle remoto universal que você pode configurar. Há apps do tipo tanto na App Store quanto na Play Store, como o Remoto Inteligente. E, é claro, o celular pode ser usado como controle para comandar aplicativos da SmartTV, como Netflix e YouTube via Wi-Fi, e também produtos como o Chromecast.

Câmera ou porta-retrato digital
Seu celular antigo tem uma câmera ainda poderosa? Então, que tal usar ele só para essa função? Isso com certeza eliminaria muito espaço do seu novo celular -- apesar de que, claro, aproveitar a provavelmente mais moderna câmera do seu smartphone mais atual é algo bom, então pode fazer mais sentido usar o Google Fotos para armazenas as imagens na nuvem. O seu celular antigo, ainda assim, pode servir como um porta-retrato digital em sua casa com a exibição de quantas fotos você quiser. Basta para isso utilizar o app Dayframe no Android ou colocar o celular no modo Apresentação na galeria do iPhone.

Relógio e despertador
É certo que para praticamente todo mundo o celular já substituiu os antigos despertadores e rádio-relógios. Mas, se você é um saudosista fã dos relógios à beira da cama, seu smartphone antigo pode cumprir essa função. Basta baixar um app que faça essa função e que cubra o display com o horário. Na Play Store e na App Store, há vários aplicativos capazes dessa função -- uma opção para Android é o Digital Clock Live Wallpaper 7.

Tocador de música
É, a gente sabe que uma das principais funções do celular é ter 1001 utilidades e não fazer com que necessitemos, por exemplo, de MP3 Players. Mas se o seu celular tem pouca capacidade de armazenamento será bem difícil guardar músicas baixadas ou fazer o download de várias playlists do Spotify para ouvir offline. A solução pode ser usar aquele velho celular só para ouvir músicas.

GPS e ajudante de viagens
Todo mundo sabe que GPS leva a bateria do celular embora rapidinho. Então que tal manter um celular velho apenas como GPS quando for viajar? É possível baixar mapas para ver offline no Google Maps, assim como uma solução é compartilhar a conexão do seu celular principal para o usado como GPS durante a viagem. Dessa forma, você economiza bastante bateria de seu celular principal. Em viagens ao exterior, seu smartphone ainda pode servir como um guia ou um segundo celular para instalar um chip local, por exemplo.

Diversão para crianças ou monitor de bebês
Essa solução já é usada por muitos pais por aí, né? Muitos celulares velhos acabam parando nas mãos de crianças, que aproveitam para jogarem games e assistirem a desenhos no smartphone. É possível impor vários limites ao aparelho para que a criança não faça mau uso dele -- e, claro, é bom não deixar elas todo o tempo vidradas na telinha. Uma outra boa solução para pais é usar o celular como um monitor de bebês -- há vários apps por aí que ajudam nisso, como o Dormi - Baby Monitor.

Televisão alternativa
Se seu smartphone tiver uma tela grande, que tal aproveitar isso em cômodos da sua casa onde você não tem uma televisão posicionada? Ele pode ser colocado no banheiro ou, melhor ainda, na cozinha. Assim é possível ver séries e filmes no aparelho enquanto passa horas preparando uma receita por ali.

Transforme em um livro infinito
Livros digitais estão na moda -- apesar de muita gente ainda preferir os físicos. Seu antigo telefone pode funcionar como um e-reader, com o uso de apps como a Google Play Books ou o Kindle, da Amazon. Assim, você pode poupar dinheiro com os e-readers físicos e específicos para a função de leitura.

Peso de porta
Nada disso serve para seu celular velho? Então, meu amigo, é hora de usar ele como peso para evitar que aquela porta chata continue batendo. É claro que é uma brincadeira: o melhor é doar, passar adiante ou então reciclar seus componentes -- nunca jogue diretamente no lixo comum, por favor. 

Fonte: UOL

Comissão aprova relatório que muda legislação sobre uso de agrotóxicos...

Comissão aprova relatório que muda legislação sobre uso de agrotóxicos

Após discussão de mais de quatro horas, a comissão especial que analisa novas regras para a regulação de agrotóxicos no país aprovou nesta segunda-feira (25) relatório do deputado Luiz Nishimori (PR-PR), favorável à mudança na legislação. Foram 18 votos favoráveis e nove votos contrários.

Para entrar em vigor, o texto precisa passar primeiro pelo plenário da Câmara. Depois, por ter sido modificado, volta ao Senado, onde foi aprovado em 2002. O projeto original é de autoria do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Depois, ainda tem que seguir para sanção presidencial. 

É pouco provável que todas estas etapas sejam cumpridas ainda neste ano, já que há resistências dos próprios parlamentares para votar projetos polêmicos em ano eleitoral.

O relatório derruba restrições à aprovação e uso de agrotóxicos no Brasil, incluindo os mais perigosos, que tenham características teratogênicas ---causadoras de anomalias no útero e malformação no feto---, cancerígenas ou mutagênicas.

Também altera toda a legislação relativa a agrotóxicos, criando um rito bem mais sumário para a aprovação de novos produtos.

O relator fez uma série de mudanças no relatório na semana passada. Entre elas, está a inclusão de uma nova nomenclatura para os agrotóxicos, que passariam a ser tratados na lei como “pesticidas”. Segundo o deputado, a medida visa adequar o termo ao usado por países da OCDE.

Proposta anterior, porém, previa que a nomenclatura adotada fosse de “produtos fitossanitários” --o que gerou protestos de ambientalistas e entidades na saúde.

O relator também propôs novos prazos para registros de novos produtos.

Pelas atuais regras, órgãos dos ministérios da Agricultura, Saúde e Meio Ambiente são responsáveis por análises dos novos agrotóxicos, trabalho que normalmente leva mais de cinco anos.

A nova versão do texto, no entanto, prevê que esse prazo não seja maior de dois anos, período após o qual os produtos podem ganhar registro automaticamente. Versão anterior do relatório previa que esse prazo fosse de até um ano.

O relatório, porém, manteve outros prazos, como o de 30 dias para concessão de registro especial temporário e de um ano para produtos formulados, por exemplo.

Em outra alteração, o relatório afirma que, nos casos em que organizações internacionais alertarem para riscos ou desaconselharem o uso do pesticida, autoridade competente deve fazer a reanálise de riscos “considerando aspectos econômicos-fitossanitários e a possibilidade de uso de produtos substitutos”.

O texto, porém, manteve outros pontos polêmicos, como o que prevê mudanças nas atribuições de cada órgão hoje responsável pela análise dos agrotóxicos.

Embora o projeto mantenha a participação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Ibama nas avaliações, a proposta aumenta o poder do Ministério da Agricultura no processo.

Para ambientalistas, a alteração restringe o poder da agência de vetar produtos perigosos para a saúde.

Já os membros da bancada ruralista dizem que a legislação atual está defasada e não permite que os produtos mais modernos e seguros cheguem às lavouras nacionais.

De acordo com eles, a centralização na Agricultura não visa retirar poder dos órgãos de saúde, mas dar celeridade ao processo.

Bate-boca e protestos
A discussão chegou a ser iniciada em maio, mas a votação acabou adiada para esta segunda-feira (25) em meio ao embate em torno do tema. 

A sessão foi marcada por protestos com cartazes de grupos contra e a favor do projeto e bate-boca entre parlamentares. 

No início do debate no colegiado, deputados da oposição pediram o adiamento da votação devido à divulgação de nova versão do relatório com menos de 24h para análise. O pedido foi negado.

Como a oposição é minoria na comissão, a estratégia adotada pelos parlamentares de partidos como PSOL, PT e PSB foi a de protelar ao máximo a tramitação na comissão.

Por isso, deputados também fizeram tentativas de obstruir a votação, com requerimentos para realização de audiências públicas e retirada do projeto da pauta. Como a bancada ruralista tem maioria no órgão, os pedidos não foram aprovados.

Na semana passada, a chef e apresentadora de TV Bela Gil acompanhou uma das sessões com cartazes que diziam que o projeto “pode colocar mais tóxicos em sua comida”. A bancada ruralista respondeu com cartazes a favor do projeto, por meio de frases como "+alimentos" e "+ciência".

“A lei atual é de 1989, de 30 anos atrás. Os defensivos agrícolas que usavam naquele tempo eram o DDT, malathion, graças a Deus proibidos. Queremos modernizar o setor”, afirmou na sessão do dia 19 de junho o relator Luiz Nishimori.

A presidente da comissão criticou a oposição, que acusou de querer induzir a população a erro ao chamar de "PL do veneno" a matéria. "Não é verdade, ou vocês não leram ou vocês querem induzir as pessoas a erro", afirmou Tereza Cristina. 

Já os deputados da oposição criticam o projeto. O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), criticou o trecho do texto que permite que registro automático de produtos. "Ah, mas causa câncer? Não importa, pode usar. Se em dois anos não for apreciado, pode usar. Isso é uma aberração", afirmou. 

"Qual é o pulo do gato? O Ministério da Agricultura fica com poder total e absoluto para conceder os registros e autorizações de pesticidas", disse o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ). "O projeto de lei é limitador dos direitos da população a um alimento saudável. O interesse econômico está sobrepujando o interesse social." 

Em outro episódio, na quarta-feira (20), foi colocada uma maleta com um alarme, uma espécie de "falsa bomba" segundo a Polícia Legislativa, no fundo do plenário da comissão. O Greenpeace assumiu ter colocado o objeto.

A presidente da comissão, Tereza Cristina (DEM-MS), que é também presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, determinou que a sessão desta segunda fosse fechada a parlamentares, servidores da comissão e jornalistas. Seguranças isolaram o corredor de comissões e revistavam as bolsas daqueles que entravam no plenário. 

Após protestos dos parlamentares, foi permitida a entrada de assessores dos deputados. 

Fonte: Folha.com

STF libera uso de armas para guardas municipais de todas as cidades do Brasil

STF libera uso de armas para guardas municipais de todas as cidades do Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou em decisão liminar o uso de armas por guardas municipais em cidades com qualquer número de habitantes. A determinação foi assinada nesta sexta-feira, 29.

Atendendo a pedido do DEM apresentado em maio, Moraes derrubou cautelarmente trechos do Estatuto do Desarmamento que proíbem o porte de arma de fogo no Brasil para guarda municipal em munícipios com menos de 500 mil habitantes.

A lei prevê que integrantes das guardas das cidades com mais de 50 mil e menos de 500 mil só podem usar arma quando estão em serviço, e barra qualquer uso para cidades com menos de 50 mil moradores.

Para o ministro, a lei não é razoável, porque não cabe restringir o porte de arma de fogo em função do número de moradores da cidade. “As variações demográficas não levam automaticamente ao aumento ou à diminuição do número de ocorrências policiais ou dos índices de violência”, afirma o ministro.

Moraes destaca dados estatísticos que “confirmam” que a população de um município não é um critério decisivo para medir a necessidade de maior proteção da segurança pública. "Seja pelos critérios técnico-racional relação com o efetivo exercício das atividades de segurança pública, número e gravidade de ocorrências policiais, seja pelo critério aleatório adotado pelo Estatuto do Desarmamento número de habitantes do Município, a restrição proposta não guarda qualquer razoabilidade”, concluiu o ministro.

Ao fazer o pedido ao STF, o DEM afirma que o Estatuto do Desarmamento aplicou tratamento desigual e discriminatório entre os municípios brasileiros.

Cautelar
Moraes, ao justificar dar uma decisão cautelar em ação que trata sobre constitucionalidade, destacou que uma outra ação que trata do tema está liberada para votação do plenário desde março de 2016, sem, no entanto, ser pautada. O processo por meio do qual decidiu sobre o armamento dos guardas também foi liberado por Moraes para julgamento no plenário em fevereiro deste ano.

O ministro destacou o volume de processos esperando pela deliberação do colegiado, o que invoca a necessidade de o tema ser decidido liminarmente, de forma individual, como fez Moraes. 

Fonte: Estadão

Estudo revela a curiosa relação entre açúcar e câncer

Estudo revela a curiosa relação entre açúcar e câncer

Em 1931, o médico alemão Otto Heinrich Warburg levou o prêmio Nobel de Medicina por uma descoberta inusitada: células cancerígenas gostam (muito!) de açúcar – e, nos períodos em que o tumor cresce rapidamente, digerem a substância até 200 vezes mais rápido que células normais.

Em 2017, após nove anos de pesquisas, cientistas da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, finalmente descobriram porque isso acontece.

“Nossa pesquisa revela como o consumo hiperativo de açúcar por células cancerígenas leva a um ciclo vicioso de estímulo do crescimento e desenvolvimento do câncer”, afirmou um dos colaboradores, Johan Thevelein, em comunicado.

“Ou seja: nós conseguimos explicar a correlação entre a força do fenômeno descoberto por Warburg e a agressividade do tumor.” Mas qual é, afinal, essa correlação?

A dúvida primordial, aqui, é se o consumo de açúcar pelo tumor é uma causa ou uma consequência do câncer. Em outras palavras, o tumor cresce porque há muito açúcar, ou come muito açúcar porque está crescendo?

Para descobrir, os cientistas usaram leveduras – os fungos que fazem o pão crescer – como organismo modelo. Leveduras consomem açúcar (e por “açúcar”, aqui, entenda carboidrato, e não necessariamente algo doce) no mesmo ritmo alucinante das células cancerígenas, o que as torna ótimas cobaias para estudar o fenômeno.

Além disso, elas possuem proteínas chamadas RAS, que controlam, tanto nos fungos como nos mamíferos, o ritmo das divisões celulares.

O problema do RAS é que, se ele sai de controle por causa de uma mutação genética, ele começa a ordenar a reprodução das células (sejam elas do corpo humano ou de um fungo) em um ritmo muito maior que o necessário.

Células se multiplicam exponencialmente: uma vira duas, duas viram quatro, quatro viram oito. E por aí vai: na décima geração, já há 1024 células mutantes onde antes havia uma só. E é assim que o câncer cresce tão rápido.

A grande sacada dos cientistas foi perceber que a digestão do açúcar no interior da célula desencadeia um processo que estimula a hiperatividade das proteínas RAS, acelerando o crescimento do tumor.

É bom deixar claro que o açúcar não causa câncer. O que causa são mutações genéticas. Ele pode, porém, estimular o crescimento do tumor depois que ele já existe – um conhecimento que, no futuro, poderá ser usado para planejar dietas que desestimulem a multiplicação de células malignas. Combater o câncer pela barriga.

Fonte: Superinteressante

Este é o jeito certo de carregar a bateria do seu celular...

Este é o jeito certo de carregar a bateria do seu celular

Poucas coisas são mais frustrantes do que ficar sem bateria no celular, não é mesmo? Você não pode usar nenhum aplicativo e o seu belo smartphone vira um verdadeiro peso de papel. No longo prazo, a duração da bateria diminuiu e isso acontece cada vez mais com você. Mas e se você pudesse evitar que isso aconteça?

A equipe por trás do site Battery University, especializado em baterias, criou uma lista de dicas para você carregar o seu celular do jeito certo. Ao contrário do que muitos acreditam, é melhor carregar o seu aparelho várias vezes por dia e por pouco tempo do que de uma vez só.

E mais: seria melhor que a sua bateria nem atinja 100%.

A longevidade das baterias é medida em ciclos e quanto mais vezes ela for de zero a 100%, mais rápido seu desempenho vai cair.

Manter o smartphone na tomada por longos períodos prejudica a bateria. É por isso que a Sony tem a tecnologia Qnovo nos seus aparelhos. Ela aprende com o seu uso para evitar que a energia continue a ser passada aos produtos após eles chegarem a 100% de carga. Com isso, se você tiver um smartphone Sony topo de linha, como o Xperia XZ1, nem precisa se preocupar tanto com essas dicas.

Se não tem, a Battery University indica que você coloque seu aparelho para carregar quando a carga estiver em 10%. Um pouco antes de chegar à carga total, é bom desplugá-lo.

Outra dica importante é ficar de olho na temperatura do smartphone durante o carregamento. Se ele ficar quente, como acontece muito com carregadores Fast Charging, é bom desconectá-lo.

O melhor, aliás, é usar carregadores com menos amperagem ou mesmo ligar o seu smartphone à porta USB de um computador. O processo será lento, mas mais saudável para o seu produto.

Um bom app para ficar de olho no consumo de bateria é o AccuBattery, disponível para Android.

Essas dicas, é claro, não podem ser aplicadas o tempo todo. Elas são apenas trilhas e não trilhos. Os smartphones estão sempre conosco e não é em todo lugar que temos uma fonte de energia. Ainda assim, se você seguir essas dicas quando puder, a bateria do seu celular pode viver por mais tempo.

Fonte: Exame.com

Escorpiões passam a matar mais que cobras no Brasil

Escorpiões passam a matar mais que cobras no Brasil

O tratorista Valdomiro Vieira dos Santos Neto, 34 anos, sempre esteve atento às cobras. Trabalhador de uma usina de cana-de-açúcar na região de Miguelópolis (SP), ele sabe da ameaça venenosa que representa uma cascavel, por exemplo. Mas não imaginava que um bicho peçonhento muito menor teria o poder de devastar sua família. Há um mês, a picada de um escorpião causou a morte de Felipe, seu filho de 3 anos. O menino foi atacado na mão enquanto brincava com um caminhãozinho dentro de casa.

"A gente tem que evitar entrar em contato com um animal desses", disse Valdomiro, bastante abalado. "Mas eu não tinha essa instrução."

Responsável por 184 mortes no Brasil em 2017, o escorpião ultrapassou as serpentes no topo do ranking de animais peçonhentos que mais matam no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. No mesmo ano, foram registrados 105 casos de morte por veneno de cobra.

De 2013 para cá, aumentou em 163% o número de óbitos causados por esse artrópode; naquele ano, eram apenas 70. A proporção no aumento das mortes é muito maior do que a dos casos notificados de escorpionismo, ou seja, situações em que o escorpião injeta veneno em uma pessoa através do ferrão, sem necessariamente levá-la à morte. Eles somaram 125.156 no ano passado, diante de 78.363 em 2013, um aumento de quase 60%.

Os estados de São Paulo e Minas Gerais exibem a situação mais alarmante nas tabelas do Ministério da Saúde. Ambos registraram, respectivamente, 26 e 22 mortes por picada de escorpião em 2017.

'O caminhãozinho picou minha mão'
A mulher de Valdomiro, a dona de casa Camila de Oliveira Diniz, 28 anos, conta que, no dia em que seu caçula foi picado, o marido havia arrastado um armário para consertar uma das portas do móvel. Ela supõe que o escorpião, bicho que gosta de lugares escuros e úmidos, estivesse entocado ali atrás.

Assim que o menino reclamou que "o caminhãozinho tinha picado a mão", Valdomiro viu um escorpião amarelo de costas escuras subindo pela parede, perto do brinquedo. Matou o animal com um chinelo e o colocou num papel. Correu com o filho e o bicho para o pronto-socorro do município, a cerca de cinco minutos de carro da sua casa.

O pronto-socorro de Miguelópolis não tinha soro antiescorpiônico quando Felipe e seus pais chegaram ali, no dia 5 de junho, por volta das 15h. Eles foram então encaminhados em ambulância para Ituverava, a 35 quilômetros de distância, onde o menino foi medicado.

"Depois de tomar o soro, ele parecia bem, conversou, perguntou dos cachorros, a gente tinha certeza de que ia trazer ele pra casa", diz a mãe. Ela recorda que à noite, no entanto, ainda no hospital, o filho vomitou, começou a piorar. Ela logo percebeu que o estado de saúde dele se agravara por causa da movimentação da equipe médica. Felipe chegou a receber massagem cardíaca, mas seu corpo deixou de reagir à 1h da manhã. "Deus recolheu o Felipe", disse Camila.

O casal tem outros dois filhos, de 13 e 10 anos, e não se conforma com o fato de a cidade em que mora não dispor do antídoto. "Se o soro estivesse mais perto e mais à mão...", afirma a mãe. Lembrando que um rapaz, conhecido de Valdomiro, tinha tomado recentemente uma picada de escorpião na cabeça, completou: "Está cheio deles por aqui. Se eu posso dizer algo para os pais é que façam uma busca efetiva pela casa, dia sim, dia não, atrás dessa criatura."

Em entrevista à emissora EPTV no dia 6 de junho, a coordenadora de saúde do município de Miguelópolis, Adib Abrahão, reconheceu que há 15 anos a cidade não tem soro antiescorpiônico disponível para seus cidadãos, mas que estaria "vendo todo o protocolo" para adquirir o medicamento. A prefeitura não respondeu à BBC News Brasil para informar se providenciou o soro.

A população de Miguelópolis tem por prática colocar os escorpiões que mata em garrafas PET ou vidros com álcool. Suas coleções pessoais são arregimentadas no banheiro, na cozinha, na área de serviço, nas dobras de lençóis e mosquiteiros, no meio do lixo ou do material de construção estocado perto ou dentro de casa. A maioria dos casos é de picadas nos pés e nas mãos, seguidas de dor intensa no local, que costuma irradiar para os membros. Por vezes, aparecem vermelhidão, inchaço e/ou febre, sintomas ainda considerados leves.

Em casos mais graves, porém, o quadro pode evoluir para náuseas, vômitos, dor abdominal, sudorese excessiva, taquicardia, salivação fora do normal, agitação ou prostração, perda do controle cognitivo, insuficiência cardíaca, edema pulmonar e choque. "O veneno do escorpião tem uma ação neurotóxica, afetando o sistema nervoso central", diz a bióloga Gabriela Cavalcanti, que trabalhou com escorpiões durante toda a sua graduação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A recomendação, em caso de ferroada, é procurar o serviço de saúde mais próximo. Limpar o local da picada com água e sabão pode ser uma medida auxiliar, desde que não atrase a ida da pessoa ao posto de atendimento. Não se deve fazer torniquete, aplicar qualquer substância no ponto da picada nem fechá-lo com curativo, para não favorecer infecções.

Pernambuco, onde mora Cavalcanti, é o terceiro estado com maior número de mortes por picada de escorpião. No ano passado foram 9 delas, segundo relatório epidemiológico do Ministério da Saúde.

Onde tem barata, tem escorpião
Em janeiro de 2018, um menino, também de 3 anos, teria sido vítima do animal peçonhento enquanto assistia à televisão sentado no sofá de casa, em Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife. A mãe não entendeu, de imediato, o porquê do choro da criança. Só quando um dos dedinhos do garoto passou a ficar roxo ela o levou para o hospital. Moradores do bairro em que mora a família do garoto, Cajueiro Seco, afirmaram ser comum flagrar o bicho nas residências, onde também se multiplicam baratas, para as quais pouco se dá bola.

"Mas onde prolifera barata, tem escorpião", afirma a infectologista Fan Hui Wen, gestora responsável pelo Laboratório de Artrópodes e pelo Núcleo Estratégico de Venenos e Antivenenos do Instituto Butantan, em São Paulo. Baratas são um dos alimentos preferidos dos escorpiões.

Com especialização em saúde pública, a médica cansou de ver casos em que houve demora no diagnóstico por problemas de comunicação com crianças pequenas – que ainda não conseguem verbalizar o que teria causado o incômodo que sentem. Só quando começam a vomitar, por exemplo, é que os pais procuram o pronto atendimento.

A velocidade de ação do veneno varia de pessoa para pessoa, mas a vítima pode morrer duas horas depois de picada. "Um dos motivos pelos quais o óbito por animal peçonhento choca muito é por ser abrupto", diz Wen. "A pessoa está bem, brincando ou trabalhando, e de uma hora para outra entra num quadro agudo."

Crianças abaixo de 7 anos e idosos com saúde debilitada são os que exigem mais atenção, por apresentarem maior risco de alterações sistêmicas. Trabalhadores da construção civil, de madeireiras e de distribuidoras de hortifrutigranjeiros também estão mais vulneráveis ao ataque porque manuseiam objetos e alimentos nos quais o escorpião pode se alojar.

Compra de doses
O Ministério da Saúde informa que foram firmados contratos com os Institutos Butantan e Vital Brazil para o fornecimento de 62 mil frascos do soro antiescorpiônico para todo o país neste ano. O Butantan, em São Paulo, responderia por 44 mil frascos (70,97% do total) e o Vital Brazil, com sede em Niterói, pelos 18 mil restantes. Segundo a pasta, o ministério passa os frascos para os governos, que os repassam aos municípios.

A médica Wen destaca, ainda, que o Butantan recebeu a encomenda ministerial de 35 mil frascos de soro antiaracnídico, um combinado que neutraliza picadas de escorpião e de duas aranhas venenosas, a marrom (Loxosceles) e a armadeira (Phoneutria). Uma pessoa picada por escorpião pode tanto receber o antiescorpiônico quanto o antiaracnídico, mas o inverso não funciona. "Nesse caso, a prioridade do antiaracnídico é para as picadas de aranhas", atesta. Em 2017, segundo dados do Ministério da Saúde, foram notificados 32.859 casos de acidentes com aranhas, culminando em 30 mortes.

Wen insiste que nem todos os casos de escorpionismo evoluirão para um quadro sistêmico. Cerca de 15% precisarão do soro, justamente por apresentarem os sintomas mais graves. Quando isso se manifesta, recomenda-se usar três frascos por paciente.

"Tem de ser de uma vez só. Não adianta neutralizar metade e, daqui a três horas, aplicar o soro novamente, porque o restante do veneno que ficou circulando no corpo vai continuar agindo." Por ser uma medicação intravenosa, é necessário que seja ministrado em ambiente hospitalar, cuja equipe precisa avaliar se, além do soro, é recomendável um cuidado adicional.

O soro é produzido a partir do veneno do próprio escorpião. No Butantan, a fonte são cerca de 15 mil desses aracnídeos, todos alimentados em cativeiro. A imensa maioria, 99% deles, pertence à espécie Tityus serrulatus, a mais comum no Sudeste, exatamente a que teria atacado Felipe. Mas o soro funcionaria também para o Tityus stigmurus, que predomina no Nordeste do país. Ambos têm uma carapaça amarelada.

Proliferação urbana
Gabriela Cavalcanti explica que um dos motivos da multiplicação acelerada do serrulatus e do stigmurus é que eles podem se reproduzir tanto pela forma sexuada quanto por partenogênese, isto é, quando a fêmea não necessita do macho para originar filhotes. A segunda maneira, segundo a bióloga, é a preferencial dos animais nos centros urbanos pela eficácia no ambiente.

"A prole nasce idêntica à mãe, são portanto todas fêmeas, e com a mesma capacidade de se reproduzirem sozinhas", diz a bióloga. Um exemplar dessas espécies vive, em média, quatro anos. Cada fêmea pode gestar três a quatro vezes ao ano, e cada prole de serrulatus chega até a 20 filhotes. A taxa de natalidade do stigmurus é mais baixa: de 8 a 14 filhotes.

Para os especialistas, o motivo principal da disseminação desses animais no país é a ocupação irregular e desordenada das cidades, agregada a um saneamento básico precário e as toneladas de lixo que se alastram pelo meio urbano.

A preservação de inimigos naturais dos escorpiões, como corujas, lagartos, sapos e galinhas, está no rol das prevenções efetivas apontadas pelos especialistas. Já os inseticidas, por outro lado, são condenados. Borrifá-los pela casa não só pode afetar cachorros e gatos, como desalojar os escorpiões de seus esconderijos e aumentar o número de acidentes.

Fonte: BBC Brasil

Bebendo sem culpa: por que você deve abandonar os canudos de plástico...

Bebendo sem culpa: por que você deve abandonar os canudos de plástico

Depois das sacolas, chegou a vez dos canudos de plástico se tornarem o inimigo número um dos ambientalistas, e países como Reino Unido e gigantes como a rede de fast-food McDonald's já consideram banir seu uso. Por aqui, o Rio de Janeiro é a primeira cidade a abolir o uso desses canudos descartáveis em bares, quiosques e restaurantes.

O projeto, fruto da pressão popular via a ONG Meu Rio, acaba de ser sancionado pelo prefeito Marcelo Crivella e virou lei (ainda sem prazo para entrar em vigor). Enquanto isso, a Câmara Municipal de São Paulo também discute proibir a distribuição dos canudinhos em território paulistano.

Segundo um estudo da revista americana "Science", oito milhões de toneladas de restos plásticos são jogados todos os anos nos mares e oceanos, o equivalente a 250 quilos por segundo. "O plástico representa mais de 90% do lixo encontrado dentro das tartarugas, que são os animais mais afetados por ele. E a gente notou um aumento nessa quantidade com o passar dos anos", conta Rosane Farah, bióloga responsável e gerente da base de reabilitação do Instituto Gremar, de resgate de animais marinhos.

De acordo com o Instituto Akatu, quase 700 espécies, incluindo as ameaçadas, têm sido impactadas pelo material. E defensores do meio ambiente no mundo todo não se cansam de divulgar imagens chocantes do nocivo impacto dos canudos sobre a fauna marinha. Em um vídeo postado nas redes sociais, por exemplo, dois biólogos levam vários minutos para retirar canudos do nariz de uma tartaruga-marinha na Costa Rica.

E parece que a pressão tem feito efeito e levado o assunto para as redes sociais. No tuíte abaixo, a autora conta o seguinte: "Meu garçom perguntou 'Agora, nós queremos canudos ou queremos salvar as tartarugas?' e honestamente nós todos merecemos essa paranóia da culpa ambiental".

A gente precisa deles?
"Os canudos são servidos automaticamente com os copos nos bares. E eles são muito pequenos para serem reciclados. Eles passam por todos os filtros", explica Yasmine El-Kotni, cofundadora da ONG francesa Bas les Pailles (Abaixo os Canudos), que lançou um abaixo-assinado online para pedir sua proibição na França.

Segundo a ONU, 80% de todo o lixo presente nos oceanos é feito de plástico. Mais de 8 milhões de toneladas desse material são despejados nos mares todos os anos, traduzidos em US$ 8 bilhões em danos aos ecossistemas marinhos. Isso porque são consumidos por animais de todos os tamanhos, desde os microscópicos até as baleias.

A Comlurb, Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio, percebeu essa dominação crescente do lixo plástico na cidade. Se antes ele era pouco usado até os anos 1980, hoje ele superou o papel e o vidro no lixo das casas cariocas. 

Agente invisível: o microplástico
"A gente vê quando tem sofá boiando, uma sacola ou um saco de salgadinho e acha um absurdo. Mas o maior problema a gente não está vendo", alerta Gabriel Monteiro, biólogo e mestre em oceanografia pelo Instituto Oceanográfico da USP. Monteiro explica como o plástico se quebra com a luz solar e o impacto das águas e se fragmenta em pequenas partículas, ingeridas acidentalmente pela fauna marina. Isso inclui pequenos filtradores como o zooplâncton, por exemplo, na base da cadeia alimentar.

Além disso, o microplástico é capaz de absorver pesticidas e herbicidas que chegam ao mar. Esse veneno, assim como o óleo, não se mistura com a água, mas quando encontra um plástico, gruda nele. "É como um tupperware com a gordura do molho de tomate: é difícil de lavar. O microplástico acumula agrotóxico e leva isso para dentro dos organismos marinhos. A gente come agrotóxico na salada e em tudo que vem do mar. A tartaruga engasgada com saco plástico é só a ponta do iceberg", explica o biólogo.

Alternativas
A rede McDonald's testa desde meados de junho duas alternativas aos canudos de plástico: canudos biodegradáveis, ou copos com fecho integrado. Já a rede de hotéis Hilton anunciou o fim de cinco milhões de canudos e 20 milhões de garrafas de plástico servidas a cada ano em suas 650 unidades.

Alternativas existem e já estão sendo usadas: inox, canudos de macarrão cru, de bambu, ou comestíveis de diferentes sabores - não faltam ideias de substitutos. No Frank Bar, em São Paulo, desde setembro de 2017, os drinques e bebidas chegam aos clientes sem canudo algum. Se alguém pedir, aí sim é dado um de papel. "Se cada um fizer sua parte, certamente ajudaremos o meio ambiente e também a conscientizar quem estiver próximo ou atrelado ao nosso negócio, incluindo clientes", diz Spencer Amereno, head bartender do local.

"Fiquei muito chocada quando vi, há quatro anos, uma foto de um golfinho morto engasgado com canudinhos de plástico", diz Zazá Piereck, do carioca Zazá Bistrô, onde só dois drinques vêm com canudo de vidro. Todos os outros da carta o dispensam desde 2014. Ela também adotou outras posturas conscientes no estabelecimento, como não vender água em garrafas plásticas e fazer a logística reversa das de vidro -- devolvê-las ao fabricante para a reutilização.

Há mais de um ano, o Empório Jardim, também no Rio, acabou com os canudinhos plásticos e investiu nos de papel. Ainda assim, os copos saem da cozinha sem eles para não incentivar o consumo e evitar a "mecanização" do uso. Com essa atitude, o estabelecimento notou uma diminuição na demanda por parte dos clientes e até do lixo produzido no restaurante.

"Além de charmosos, os canudos biodegradáveis são sustentáveis. Queremos conscientizar a população sobre a necessidade de reduzir o consumo de canudos plásticos, que aparentemente são inofensivos, mas viram uma praga ambiental", explica Marcus Vinicius Barreto, dono do Pesqueiro, especializado em culinária caiçara e mediterrânea no Rio, que trocou os canudos de plástico pelos biodegradáveis no verão deste ano. 

Fonte: UOL