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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Conheça a Rodovia da Serra do Rio do Rastro em Santa Catarina, uma das mais lindas do mundo, que leva você aos vinhos de altitude do Brasil

Conheça a Rodovia da Serra do Rio do Rastro em Santa Catarina, uma das mais lindas do mundo, que leva você aos vinhos de altitude do Brasil


Por Rogerio Ruschel (*)
Meu caro leitor ou leitora, São Joaquim, em Santa Catarina, é a cidade mais fria do Brasil (quase todos os anos cai neve no inverno) e conhecida por ser um dos maiores pólos produtores de maçã do país – a Festa Nacional da Maçã é no mes de outubro. Mas São Joaquim é também conhecida por pelo menos outros três aspectos que In Vino Viajas relembra e que justificam a sua visita: pela produção de vinhos de altitude, pelo turismo rural de alta qualidade e porque para chegar lá você pode usar a belíssima estrada da Serra do Rio do Rastro, uma das mais lindas do mundo, como você pode ver nesta reportagem.



Pois é: além das belas e badaladas praias no litoral, o turismo em Santa Catarina também tem atrações no interior do estado, como o turismo dedicado à gastronomia (alemã e italiana), o turismo com experiências de vida rural, e mais recentemente o turismo dedicado à cultura do vinho, e já é um importante pólo produtor de vinhos do Brasil, disputando com São Paulo e Paraná. E com um detalhe: Santa Catarina tem se destacado na produção de vinhos finos de altitude, uma especialidade exclusiva no Brasil. Veja abaixo um vinhedo catarinense congelado, como na Europa.



O estado tem pelo menos quatro regiões vinícolas: a Serra Catarinense, o Vale do Contestado, o Vale Europeu e a Encantos do Sul – veja o mapa abaixo - e duas delas estão melhor preparadas para o enoturismo: o Vale do Contestado, com o Roteiro Vale da Uva e do Vinho (municípios de Videira, Tangará e Pinheiro Preto), e a Serra Catarinense, especialmente em São Joaquim, Lages e Urubici.

Em São Joaquim estão localizadas pelo menos 15 vinícolas como a Leone di Venezia, a Sanjo, a Villaggio Conti, a Hiragami, a Villagio Bassetti, a Suzin e a Villa Francioni, a pioneira, mais conhecida de todas e que já coleciona premios internacionais para seus vinhos espumantes, brancos, tintos e rosés, além dos vinhos de sobremesa; eles tem um excelente Colheita Tardia.




São Joaquim é considerada a Capital do Vinho em Santa Catarina, mas a região, que tem 37 vinícolas segundo a Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude (Acavitis), precisa ser percorrida de carro, porque merece ser degustada. E supondo que você esteja saindo da capital Florianópolis (via Tubarão, Orleans, Lauro Muller. Bom Jardim da Serra), para chegar lá, você vai passar pela SC-390, a estrada da Serra do Rio do Rastro. Na foto abaixo a possibilidade de relaxar na Vinícola Villaggio Grando, em Caçador, no meio-oeste catarinense.


Localizada no Sul do Estado, a estrada é um dos cartões-postais de Santa Catarina – São Joaquim fica a cerca de 60 Km da Serra. Com 12 Km e uma altitude que chega 1460 metros, a rodovia SC-390 liga a região serrana ao litoral e foi aberta em 1870 pelos primeiros moradores que a utilizavam para levar mercadorias no lombo de mulas. Hoje o turista percorre suas 284 curvas com subidas íngremes, curvas fechadas e adornada pela Mata Atlântica em automóveis modernos e confortáveis, mas como você vai subir devagar por ser mais seguro, certamente vai poder registrar sua beleza. Mesmo de noite, como na foto abaixo, a rodovia impressiona.

A SC-390 coleciona elogios internacionais – e na “safra 2015” já foram dois. Em abril de 2015 o The Guardian Travel, suplemento de turismo do mais importante jornal dos britânicos, incluiu a Rodovia da Serra do Rio do Rastro entre as 10 mais belas do mundo. E recentemente o portal espanhol 20 Minutos fez uma votação entre seus eleitores para escolher as rodovias mais espetaculares do mundo – e adivinha só: a rodovia catarinense ganhou disparado, com 55.641 pontos, quase três vezes mais do que a segunda colocada, a Ponte de Storseisundet, na Rodovia do Atlântico, na Noruega – aliás, lindissima, veja abaixo.






Então agora você já sabe: quando você for para Santa Catarina relaxar, pesquisar e descobrir alguns dos vinhos mais interessantes do Brasil, vá com calma e tempo para ver as belezas naturais, gastronômicas e culturais da região e curtir a Serra do Rio do Rastro para tirar fotos que vão impressionar seus amigos brasileiros e estrangeiros. Eu brindo a isso.

(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas em São Paulo, Brasil, gosta de vinhos de altitude e se orgulha das belezas de seu país. As fotos da rodovia são de Guto Kurten.

Os ninhos de cegonha... NATUREZA


Os ninhos de cegonha foram colocados pela Liga da Proteção da Natureza – a mais antiga ONG de meio ambiente da Peninsula Ibérica – porque há 15 anos as aves corriam o risco de desaparecer. Elas vêm do Norte da Europa (Fino-Escandinávia) fugindo do frio, chegam à Península Ibérica no final de Outubro e se distribuem pela Andaluzia e Extremadura (na Espanha) e pelo interior do Alentejo, viajando até 3.500 Km. Em março e abril eles nidificam e em julho vão embora com um ou dois filhotes. No inverno de 2015/2016 foram contados 2.184 animais no Baixo Alentejo. 

Porque a cultura popular brasileira, tão rica no folclore, música, artes, literatura e culinária, continua invisível no turismo?

Porque a cultura popular brasileira, tão rica no folclore, música, artes, literatura e culinária, continua invisível no turismo?


Por Rogerio Ruschel (*)

Meu prezado leitor ou leitora, quero convidá-lo(a) a refletir um pouco sobre cultura popular, nosso patrimônio coletivo. Esta semana o Ministério do Turismo divulgou o desempenho do turismo brasileiro em termos internacionais em 2016: crescemos 5%, com 6.6 milhões de visitantes, o que é pouco, porque sediamos as Olimpíadas. Veja a série histórica abaixo.



Talvez pudéssemos melhorar nossa atratividade turística se valorizassemos coisas exclusivas do país que poderiam nos ajudar a competir com outros destinos. Por exemplo, um patrimônio cultural exclusivo - nossa rica e diversificada cultura popular - relacionada a um de nossos maiores patrimônios naturais, a água. Na foto de abertura, cena da lenda da Vitória-régia.



Pois sugeri isso recentemente em um evento internacional. Dia 5 de dezembro de 2016 fiz uma palestra no “1st International Forum on Tourism and Heritage - Water, Heritage and Sustainable Tourism – IFTH-16” organizado pela Univesidade Portucalense – UPT na cidade de Porto, Portugal – veja foto acima. O congesso reuniu palestrantes de universidades de 14 países com o objetivo de “chamar a atenção para a importância da preservação da água no turismo (e na vida em geral) que se esgota na natureza e que em muitos locais do planeta é já um grande problema”, nas palavras da Dra. Isabel Vaz de Freitas, diretora do Departamento de Turismo, Património e Cultura da UPT.



Minha palestra foi sobre “A Amazônia Azul – A influência do patrimônio tangível e intangível dos recursos hídricos do Brasil na construção da identidade social e cultural dos brasileiros e seu aproveitamento turístico”. Para quem não se lembra, “Amazônia Azul” é o nome que a Marinha Brasileira dá ao nosso mar territorial, um conceito que expandi para todos os recursos hídricos do país nesta palestra (na foto abaixo, Anavilhanas, Amazonia).


Para o trabalho pesquisei fontes como Câmara Cascudo, Darcy Ribeiro, Silvio Romero e o o Plano Nacional de Turismo 2013/2016 para identificar os mitos e lendas da Amazônia Azul trazido pelas três etnias fundamentais da nação brasileira (índios, portugueses e negros) na cultura brasileira em geral, no folclore, música, danças populares, poesia, artes, literatura, culinária, construcão naval, etc. Na sequência avaliei como estas várias dimensões do patrimônio cultural derviado das águas no Brasil são percebidas, reconhecidas e utilizadas turísticamente pelos brasileiros. Na foto abaixo a representação artistica de Tarsila do Amaral sobre as etnias dos operarios brasileiros,



Comprovei o que já sabia: nossa cultura popular é riquíssima, mas pouco valorizada e muito pouco explorada turísticamente. Grande parte de nossa cultura está ligada às águas; a própria Padroeira do Brasil (na foto abaixo, com o Papa Francisco), o maior pais católico do mundo, veio das águas, quando Nossa Senhora Aparecida foi “pescada” em 1717 no rio Paraiba do Sul.



Temos dezenas de lendas ligadas às aguas como a lenda da Boitatá (imagem abaixo), da Cobra-Grande, da Iara ou mãe-d'água e da Vitória-régia, mas elas raramente se transformam em tema de um produto turístico.



O Brasil tem uma construção naval muito rica; como Amyr Klink já havia demonstrado, nossa arquitetura naval popular reúne tradições ibéricas, mediterrânicas, norte-européias, africanas, asiáticas e americanas e o Projeto “Barcos do Brasil” associado ao Museu Nacional do Mar (estabelecido em 1993 na cidade de São Francisco, Santa Catarina, pólo de imigração açoriana) e a três embarcações (a canoa costeira Dinamar, o saveiro de vela Sombra da Lua e a canoa de pranchão Tradição), foi reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.



Na literatura, poesia e música temos a realização de danças folclóricas como o frevo (acima) e fandangos no litoral, mas a maior contribuição da cultural popular na música está mesmo com o samba. O samba nasceu no cais do porto do Rio de Janeiro (em Valongo, hoje local do Sambódromo, projetado por nosso talento de exportação Oscar Niemeyer) e creio que somos o único pais do mundo a ter uma canção popular utilizada como ferramenta de estratégia geopolítica: ”Esse mar é meu”, um samba de João Nogueira sobre as 200 milhas náuticas talvez incentivado pela ditadura militar no fim dos anos 60 para apoiar a decisão brasileira de aumentar seu mar territorial que “inimigos externos não queriam", e que virou tema da Escola de Samba Portela em 1981.



A importância das águas na música e na poesia inspirou talentos reconhecidos mundialmente como Dorival Caymmi, Vinicius de Moraes, João Marcelo Bôscoli, Tim Maia, Jorge Amado, Tom Jobim, Di Cavalcanti, Oswaldo Goeldi, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e muitos outros. Poucos eventos de fato valorizam isso com qualidade internacional, e um deles é a Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP (foto acima) que já conquistou o respeito internacional.



Realizamos centenas de eventos regonais e locais relacionados à água em todo o país - como as portuguesas procissões Marítimas de Nossa Senhora dos Navegantes e São Pedro, e as africanas as Festas de Iemanjá - mas temos poucos produtos turísticos de padrão internacional com foco na cultura popular. Entre estes destaco o Carnaval (que pode abordar temas relacionado à água), Círio de Nazaré e as Festas de São João – mas apenas um grande evento valoriza os mitos e lendas do reino das águas no Brasil em padrão global e de maneira permanente: o Festival Folclórico de Parintins, realizado no final de junho no coração da floresta amazônica. Para conhecer um pouco, acesse aqui: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2016/12/festival-folclorico-de-parintins.html



Pois é, meu caro leitor ou leitora, continuamos oferecendo ao turista estrangeiro sol&mar (como na foto acima), o que não está errado, mas isto ele encontra em dezenas de países. E o que só nós temos, uma cultura popular forte, distinta, diversa e encantadora permanece invisível no turismo brasileiro e não é utilizada de maneira formal e planejada como atração turística, tanto para brasileiros quanto para estrangeiros. Encerrei a palestra na cidade do Porto mostrando que mesmo negaivo isso pode ser visto de maneira positiva porque abre uma série de oportunidades para investidores, planejadores, gestores públicos e agentes de turismo no Brasil - veja abaixo. Podemos transformar essa cultura popular forte, rica e diversa de nosso país em Roteiros turísticos temáticos; Parques temáticos – ao lado de oceanários e parques de lazer; Festas regionais com maior valorização e conteúdo; Concursos e festivais gastronômicos; Competições náuticas temáticas; Museus especializados; Concursos literários tematizados e Festivais de música folclórica.


Eu acredito que um dia alguém vai perceber isso; apenas gostaria que fosse um investidor brasileiro.

(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas a partir de São Paulo, Brasil e gostou muito de todos que conheceu na Universidade Portucalense.

http://invinoviajas.blogspot.com/2017/01/porque-cultura-popular-brasileira-tao.html

Os Vikings, Cristovão Colombo e o descobrimento da América: reescrevendo a história do Novo Mundo com a ajuda do vinho...

Os Vikings, Cristovão Colombo e o descobrimento da América: reescrevendo a história do Novo Mundo com a ajuda do vinho



Por Rogerio Ruschel (*)
Meu prezado leitor, vamos esclarecer duas mentiras históricas. A primeira é que não foi Cristovão Colombo quem descobriu a América em 1492, e sim, viajantes vikings, quase 500 anos antes. A segunda é que a uva não foi introduzida na América por padres como se diz (em 1769 nos Estados Unidos, em 1550 no Chile, em 1556 na Argentina, em 1546 no Brasil e assim por diante) porque num mapa viking a região onde hoje é a Groenlandia (Canadá) é chamada de Vinland! Veja o mapa das viagens abaixo e a placa turística acima.

Pois é: como In Vino Viajas é cultura, vamos mostrar como e porque o vinho sempre esteve por trás dos navegadores e aventureiros que alargaram os horizontes da Humanidade – como por exemplo, a dura existência de Hagar, o Horrivel, o simpático personagem de Chris Browne, como mostra o desenho abaixo.


Quer outra prova, e esta mais concreta? Veja a escultura de pedra da foto abaixo que é parte de uma lápide do século III DC (ano 280) encontrada na Alemanha, e que representa um navio que transporta barris de vinho.


Segundo as sagas vikings "Saga de Érico, o Vermelho” e a "Saga dos groenlandeses", estes povos nórdicos (noruegueses, finlandeses, suecos e dinamarqueses) iniciaram a exploração da parte do mundo que hoje é conhecida como América do Norte pelo oeste da Groenlândia. Bjarni Herjólfsson, um mercador noruegues, teria perdido o rumo e chegou lá no século XI, cerca de 500 anos antes de Cristóvão Colombo “descobrir” a América. Este território seria explorado mais tarde por Leif Eriksson que fundou, onde hoje é o Labrador, no Canadá, um assentamento chamado “Leibfundir” quer quer dizer “baía das águas-vivas” e que ficou conhecido por seu nome francês L'Anse-aux-Méduses. Veja na foto abaixo este sitio arqueológico.



Mas o que interressa é que estas sagas descrevem três áreas descobertas durante essa exploração: Helluland, a "terra de pedras planas", hoje Balin Island; Markland, o "território coberto por bosques", hoje o Labrador; e Vinland a "terra dos vinhedos", hoje Newfoundland, que foi onde se estabeleceu o assentamento L'Anse aux Meadows - atualmente um sitio declarado Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco - como comprovado em 1960 por arqueólogos dinamarqueses – veja o mapa publicado acima e a comunidade L'Anse aux Meadows reconstruída na foto abaixo.


A localização de Vinland, a terra dos vinhedos, na atualmente chamada Ilha Newfoundland, foi apresentada pelo famoso Mapa Vinland (foto abaixo), que teve datação de Carbono 14 como produzido em torno do ano 1.000 DC- e que, apenas por curiosidade, já indicava a existência do Brasil.


Assim não há dúvida de duas coisas: 1) os vikings descobriram a America do Norte muito antes dos espanhóis e 2) quando lá chegaram encontraram uvas nativas, com as quais os indígenas faziam uma bebida que teve seu nome grafado como vin, como mostra a ilustração abaixo. Quais uvas? In Vino Viajas é cultura, meu caro leitor ou leitora, mas vou ficar devendo esta resposta…


O vinho de Cristóvão Colombo era de Huelva ou da Galícia?
O navegador e explorador italiano Cristóvão Colombo (foto abaixo) é considerado o descobridor da América por ter chegado à ilha de São Salvador e a costa dos Estados Unidos em 12 de outubro de 1492. Não me chame de fofoqueiro, mas dizem que Colombo tinha um cópia do mapa do sábio Paulo Toscanelli no qual já figuravam a China e o Japão e se demonstrava que seria possivel chegar às Indias seguindo em direção oeste, porque já se sabia que a Terra era redonda.

Com este mapa Colombo conseguiu o apoio de Fernando e Isabel, os Reis Católicos da Espanha, para pesquisar esta nova rota para as Indias e descobriu o Novo Mundo. Veja abaixo o mapa das rotas de Colombo. Esta é uma versão histórica mentirosa, como vimos na história dos vikings acima, mas o que interessa agora é outra coisa: qual era o vinho que Colombo levava a bordo?


Alguns pesquisadores acreditam que os navios espanhóis que partiram de Palos de la Frontera (Huelva) em 3 de Agosto de 1492 para “descobrir uma nova rota para as Índias” tinham em suas adegas um vinho cultivado nas planícies do baixo Guadalquivir, no Condado de Huelva, região de Sevilha, Espanha, terra de vinhos doces e Pedro Ximenez. Estes vinhos, então denominados “Condado de Huelva” tiveram seu momento de glória no século XIV, sendo exportados para todo o mundo conhecido até serem substituídos pelos Jerez. Na foto abaixo réplicas turísticas das caravelas no Porto de Huelva,


Outra teoria sugere que, de acordo com documentos recentemente descobertos no Arquivo Nacional de Simancas, o vinho da primeira expedição para o novo continente seria um chamado de “Ribeiro”, oriundo da Galícia. Estes documentos datam de 1500 e neles há um parágrafo que mostra que um padre que acompanhava a expedição pediu para aumentar sua ração do "bom vinho de Ribadavia", uma pequena cidade da Galícia, perto de Vigo e do norte de Portugal, região dos vinhos Alvariño. Veja abaixo uma foto de Ribadavia.

De qualquer maneira o que importa é saber que estes viajantes globais da Idade Média sonhavam com novos horizontes e eram movidos por razões econômicas e geo-estratégicas como os atuais viajantes globais, e que o vinho estava sempre com eles – especialmente vinhos mais perfumados, com mais álcool, que aguentavam mais tempo em travessias oceânicas. Brindemos a isso: tim-tim!

(*) Rogerio Ruschel é jornalista e edita In Vino Viajas em São Paulo, Brasil. Ainda não conhece a Vinland da Groenlândia, mas conhece várias outras vinlands.
 
http://invinoviajas.blogspot.com/2015/05/os-vikings-cristovao-colombo-e-o.html

* QUE TIPO DE MULHER VOCÊ É?

* QUE TIPO DE MULHER VOCÊ É?

http://professoracleides.blogspot.com/2014/03/que-tipi-de-mulher-voce-e.html

* POEMA -- O GATO





O Gato

Com um lindo salto
Leve e seguro
O gato passa
Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pisa e passa
Cuidadoso, de mansinho
Pega e corre, silencioso
Atrás de um pobre passarinho
E logo para
Como assombrado
Depois dispara
Pula de lado
Se num novelo
Fica enroscado
Ouriça o pelo, mal humorado
Um preguiçoso é o que ele é
E gosta muito de cafuné


Com um lindo salto
Leve e seguro
O gato passa
Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pisa e passa
Cuidadoso, de mansinho
Pega e corre, silencioso
Atrás de um pobre passarinho
E logo pára
Como assombrado
Depois dispara
Pula de lado
E quando à noite vem a fadiga
Toma seu banho
Passando a língua pela barriga


Vinicius de Moraes

*POEMA A ROSA

Rosa,rosa
Rosa cor de rosa
Rosa toda prosa
Rosa que faz rima
Com a palavra dengosa.

Rosa dos invernais
Dos dias mais atuais
Rosa colorida
Enrolada em jornais.

Rosa majestosa
Rosa de todas cores,
No bouquet,
Rosa manhosa

Rosa dos namorados
Rosa da paixão
Rosa inescrupulosa
Rosa vermelha
Rosa de sedução

Rosa de todos os jardins
Rosa de meus amores
Rosa plantada para mim.

Então somente tu rosa
Perfuma meus amores
Embeleza nossas vidas
Com teus perfumes
Com tuas cores.
Delonir
Fonte:Luso poemas

* LEITURA

* CARTILHA SOBRE ORIENTAÇÃO AO CONSUMIDOR

* CARTILHA SOBRE ORIENTAÇÃO AO CONSUMIDOR

Encontrei essa cartilha sobre orientação ao  consumidor e achei interessante compartilhar com vocês.

* SER FELIZ!

* SER FELIZ!

SER FELIZ NÃO É...
Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Ser feliz não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si e ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz, é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
É beijar os filhos, curtir os pais!
É ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar: “Eu errei”.
É ter ousadia para dizer: “Me perdoe!”
É ter sensibilidade para expressar: “Eu preciso de você”.
É ter capacidade de dizer “Eu te amo”.
E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo. Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida. E descobrirá que...
Ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
 
 
(Augusto Cury)

* MEDICAMENTOS NATURAIS...

* MEDICAMENTOS NATURAIS

http://professoracleides.blogspot.com/2014/04/medicamentos-naturais.html