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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Obesidade causa danos ao cérebro

Obesidade causa danos ao cérebro


Estudo revela que comer demais provoca inflamação cerebral - e pode deixar a pessoa neurologicamente incapaz de controlar seu apetite

Todo mundo conhece os riscos trazidos pela obesidade - diabetes, doenças cardiovasculares, menor expectativa de vida. Mas uma nova descoberta está surpreendendo a comunidade científica: a gordura também causa danos ao cérebro.

Pesquisadores da Universidade de Nova York estudaram o cérebro de 63 pessoas - 44 delas tinham sobrepeso ou obesidade e as demais eram magras.

A experiência constatou que, nos indivíduos obesos ou acima do peso, o cérebro apresentava duas alterações importantes: tinha níveis mais altos de fibrinogênio, uma proteína que causa inflamação, e menor córtex orbitofrontal - região cerebral que coordena a tomada de decisões.

Os cientistas ainda não sabem explicar exatamente como esse processo se desenrola. Mas apostam no seguinte: obesidade gera fibrinogênio, que gera inflamação, que gera danos ao córtex. E tudo isso gera consequências permanentes - e terríveis. "Essa inflamação, ao afetar a integridade do córtex orbitofrontal, pode reduzir o controle da pessoa sobre seus hábitos alimentares", afirma o estudo, coordenado pelo psiquiatra Antonio Convit. Ou seja: indivíduos acima do peso poderiam se tornar neurologicamente incapazes de comer menos. Escravos do próprio apetite.

E com dificuldade para se lembrar das coisas. Uma pesquisa recém-publicada nos EUA constatou que a obesidade afeta a capacidade de memorização. A diferença é que, nesse caso, a sequela não é permanente (perder peso reverte o efeito).

Fonte: Revista Super Interessante - por Texto Salvador Nogueira e Bruno Garattoni

Saúde e os seus porquês

Saúde e os seus porquês


Por que sinto mais fome no frio?

Chega o inverno e inúmeras guloseimas típicas da estação aparecem. Quando as temperaturas estão baixas, o organismo gasta muito mais energia para manter o calor do corpo. O fato é que toda essa energia só pode ser obtida por meio das calorias que estão presentes nos alimentos. Sendo assim, se uma pessoa está tentando emagrecer, não deveria entrar em uma sauna quente, e, sim, em uma câmera fria. Nessa situação, o corpo será forçado a gerar mais calor para manter a temperatura corpórea, consumindo dessa maneira as calorias extras. Quem responde: Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Por que acordo quando sonho que estou caindo?

Existem três respostas para essa pergunta. A primeira é a mioclonia hípnica, que ocorre no estágio de sono leve. Ela está associada ao cansaço físico e mental e ao estresse. Nesse caso, a pessoa sonha que está caindo, reage à sensação - sentando ou até mesmo se levantando - e acorda. Já quando a pessoa acorda, mas não consegue lembrar o motivo, pode ser um caso de epilepsia mioclônica. Se existem casos de epilepsia na família, é recomendada a investigação por um neurologista. No terceiro caso, ocorre o transtorno comportamental do sono chamado de REM. Ele acontece durante o sono pesado, em que a pessoa sonha profundamente e não deve se mexer.
Quem responde: Andrea Bacelar Rego, neurologista do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia.

Por que tenho cabelo branco ainda jovem?

A cor dos fios de cabelo, e também da pele, é determinada pela melanina. A quantidade de produção desse pigmento depende da genética, entretanto alguns fatores externos, como o estresse, podem antecipar o aparecimento dos fios brancos. Infelizmente, ainda não existe um tratamento médico comprovado que retarde ou impeça que eles apareçam- além da já conhecida tintura de cabelo. É preciso, também, atenção em casos de doenças que causam o sintoma, como o vitiligo. Nessas situações, recomenda-se consultar um dermatologista imediatamente, já que os fios brancos podem ser revertidos com o auxílio de um tratamento específico.
Quem responde: Francisco Le Voci, dermatologista especialista em cabelos da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Por que a visão fica ruim depois de usar o computador?

O computador em si não prejudica a visão, mas pode causar algum desconforto devido ao cansaço visual que provoca. Sintomas como olho seco, lacrimejamento e vermelhidão acontecem pela diminuição da lubrificação ocular, já que a pessoa pisca menos quando está em frente à máquina. Além disso, a musculatura ocular é mais requisitada para a leitura (visão de perto e intermediária), agravando esses sintomas. Para evitar o desconforto, é recomendada uma pausa a cada 40 minutos. Olhe para o horizonte, use colírio lubrificante (prescrito pelo oftalmologista) e fique atento à luz ambiente e à altura da tela - que devem ser ajustados de acordo com cada biótipo de usuário.
Quem responde: Leonardo Marculino e Marcela F. Tavares, oftalmologistas do Hospital CEMA

Fonte: Revista Viva Saúde

Farmácia Natural

Farmácia Natural


É possível cultivar, em casa, ervas medicinais que ajudam a aliviar sintomas e a tratar doenças, como gastrite, rinite alérgica, prisão de ventre e até hipertensão. Saiba o que plantar e como tirar proveito

As ervas medicinais foram a primeira opção terapêutica para tratar doenças em toda a história da humanidade. E o interessante é que hoje, com toda a evolução na indústria química e farmacêutica, os medicamentos fitoterápicos, extraídos das plantas, continuam em alta. Tanto que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução, em 2010, regulamentando a produção de drogas vegetais no Brasil. Essa norma traz uma lista de 66 ervas, para as quais foram padronizadas as formas de uso, posologia, ações terapêuticas, possíveis reações adversas e contraindicações. "A fitoterapia vem ganhando cada vez mais adeptos na classe médica porque hoje os medicamentos desse tipo são produzidos com muito mais rigor e com extratos padronizados", garante José Armando Jr., professor de Fitoterapia da Faculdade de Medicina do ABC (SP).

E o melhor da história é que, para aproveitar todos os benefícios que vêm das plantas, é perfeitamente possível criar o seu próprio canteiro de ervas medicinais, em casa. O único cuidado é comprar as mudas em um local onde você tenha garantia da procedência. "Muitas ervas de espécies diferentes recebem um mesmo nome popular, como acontece com o boldo, a ervacidreira e o capim-limão. O problema é que cada planta tem uma indicação e algumas podem até ser tóxicas", alerta Dulcinéia Furtado Teixeira, tecnologista de Saúde Pública do Departamento de Produtos Naturais da Farmanguinhos/Fiocruz (RJ).

Outra orientação importante é conversar com o médico antes de fazer uso de qualquer erva, mesmo em forma de chá. "Pacientes portadores de diabetes, insuficiência renal, hipertensão, entre outras, devem informar seu médico antes de usar um fitoterápico, uma vez que ele também pode interagir com as drogas sintéticas", complementa a clínica médica e nutróloga Fátima Christina Cardoso, membro do grupo de estudos em Fitoterapia e Medicina Ortomolecular do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.

Se usadas de forma correta, no entanto, as plantas medicinais ajudarão a tratar doenças de grande prevalência, como a gastrite, a hipertensão e o diabetes. Saiba qual é a erva que melhor atende às suas necessidades e comece a preparar o seu canteiro!

Problemas no estômago

Azia
Nome: Erva-cidreira (Lippia alba)
Parte usada: folhas
Indicação: alivia a sensação de queimação que é típica da azia, pois confere proteção extra à mucosa do estômago. Seus mecanismos de ação são desconhecidos.
Modo de preparo: coloque ½ colher (chá) de folhas de erva-cidreira fresca em
1 xícara (chá) de água fervente. Abafe por 5 a 10 minutos e coe.
Posologia: tome uma xícara do chá duas vezes ao dia.
Contraindicação: pessoas com pressão baixa devem evitar o uso.

Gastrite
Nome: Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia)
Parte usada: folhas
Indicação: estudos realizados na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) demonstraram que a planta também é capaz de incrementar a barreira da mucosa do estômago, graças a uma substância chamada de friedenelol, presente em sua composição. A espinheira também é rica em flavonoides, o que justifica seu uso como anti-inflamatório e preventivo para a formação de úlceras. Esses flavonoides inibem a ação de determinadas enzimas, reduzindo a produção de ácidos e óxido nítrico no estômago.
Modo de preparo: coloque ½ colher (chá) de folhas de espinheira-santa em 1 xícara (chá) de água fervente. Abafe por 5 a 10 minutos e coe.
Posologia: tome uma xícara do chá três vezes ao dia.
Contraindicação: não deve ser usada por crianças menores de 10 anos, gestantes e lactentes.

Refluxo
Nome: Gengibre (Zingiber officinale)
Parte usada: caule
Indicação: rico em compostos fenólicos, como os gingeróis e os shogaois, age diretamente no trato digestivo, normalizando as contrações que causam o sintoma. Também alivia náuseas.
Modo de preparo: cozinhe por 10 minutos 1 colher (chá) de gengibre em 1 xícara (chá) de água. Abafe e coe.
Posologia: tome uma xícara de chá três vezes ao dia.
Contraindicação: quem sofre de pressão alta deve evitar o gengibre. Durante a gravidez, o ideal é tomar, no máximo, uma xícara do chá de gengibre por dia.

Controle das taxas

Diabetes
Nome: Pata-de-vaca (Bauhinia forficata)
Parte usada: folhas
Indicação: tem efeitos semelhantes à insulina, sem favorecer a hipoglicemia, graças aos flavonoides e aos polissacarídeos. Esses compostos estimulam o consumo de glicose periférica, ao mesmo tempo que inibem a reabsorção de glicose pelos rins.
Modo de preparo: coloque ½ colher (chá) de folhas em 1 xícara (chá) com água fervente. Abafe por 5 a 10 minutos e coe.
Posologia: tome uma xícara do chá duas vezes ao dia.
Contraindicação: gestantes devem evitá-lo.

Colesterol
Nome: Açafrão (Curcuma longa)
Parte usada: raiz
Indicação: o complexo fitoquímico da planta lhe confere atividade antioxidante e anti-inflamatória. Estudos indicam que ele age sobre o metabolismo lipídico, reduzindo o colesterol ruim e os triglicerídeos e favorecendo o aumento do HDL.
Modo de preparo: coloque ½ colher (chá) da raiz triturada em 1 xícara (chá) de água e ferva por 5 minutos. Abafe por 5 a 10 minutos e coe.
Posologia: tome 1 xícara do chá duas vezes ao dia.
Contraindicação: o uso não está indicado para as pessoas portadoras de cálculos ou obstrução biliar. Mulheres devem evitá-lo durante a gravidez e a lactação.

Hipertensão
Nome: Colônia (Alpinia speciosa)
Parte usada: folhas
Indicação: seu óleo essencial age diretamente sobre o músculo liso vascular, diminuindo a pressão nos vasos, o que justifica sua ação hipotensora. A erva tem efeito diurético, anti-inflamatório, analgésico e sedativo.
Modo de preparo: coloque ½ colher (chá) de folhas em 2 xícaras (chá) com água fervente. Abafe por 5 a 10 minutos e coe.
Posologia: procure tomar uma xícara do chá pelo menos três vezes ao dia.
Contraindicação: até agora não foram encontradas evidências de risco em seu uso.

Gripes e resfriados

Febre
Nome: Cebolinha (Allium fistulosum)
Parte usada: bulbo fresco
Indicação: contém diversos compostos antioxidantes, como os flavonoides e as saponinas, substâncias sulfuradas, como a alicina, além de vitaminas e sais minerais. Tem ação antimicrobiana, diurética e antitérmica, pois aumenta a sudorese.
Modo de preparo: coloque 1 colher (sopa) de cebolinha picada em 1 xícara (chá) de água e ferva por 5 minutos. Deixe esfriar e coe.
Posologia: tome uma xícara do chá três vezes ao dia.
Contraindicação: não há.

Gripes e resfriados
Nome: Alho (Allium sativum)
Parte usada: bulbo fresco
Indicação: graças à aliina de sua composição, é um poderoso antimicrobiano. Atua como medicamento natural para aliviar todos os sintomas relacionados aos quadros de gripes e resfriados, acelerando a recuperação do organismo e restabelecendo a disposição para as atividades diárias.
Modo de preparo: coloque 1 colher (sopa) de alho picado em 1 xícara (chá) de água e ferva por 5 minutos. Deixe esfriar e coe.
Posologia: tome uma xícara do chá três vezes ao dia.
Contraindicação: não deve ser usado por quem já sofre com gastrites e úlceras. Também não é indicado para lactentes, pois altera o sabor do leite e aumenta o risco de cólicas no bebê.

Tosse e rouquidão
Nome: Poejo (Mentha pulegium)
Parte usada: folhas
Indicação: o óleo essencial da planta ajuda a fluidificar as secreções do aparelho respiratório, facilitando sua expectoração. Também é rica em taninos e flavonoides, substâncias que atuam como antissépticas e antimicrobianas.
Modo de preparo: coloque 1 colher (sopa) de folhas picadas em 1 xícara (chá) de água fervente. Abafe e coe.
Posologia: tome 1 xícara do chá de duas a três vezes ao dia.
Contraindicação: não deve ser usado por grávidas, lactentes ou crianças menores de dois anos. Não use prolongadamente.

Intestino

Prisão de ventre
Nome: Sene (Cassia occidentalis)
Parte usada: folhas.
Indicação: a erva possui substâncias chamadas de glicosídeos hidroxiantracênicos, que aumentam os fluidos líquidos no intestino, favorecendo a motilidade e, portanto, ajuda a regular a atividade do órgão.
Modo de preparo: coloque 1 colher (café) de folhas de sene em 1 xícara (chá) de água fervente. Esfrie e coe.
Posologia: tome uma xícara, à noite.
Contraindicação: o uso não é indicado para lactentes ou mulheres durante o período menstrual nem para os portadores de doenças intestinais inflamatórias. O uso contínuo, por mais de uma semana, também deve ser evitado.

Gases
Nome: Alecrim (Rosmarinus officinalis)
Parte usada: folhas
Indicação: facilita o processo digestivo, o que previne o acúmulo de gases. Auxilia na eliminação das gorduras.
Modo de preparo: coloque ½ colher (chá) de folhas de alecrim em 1 xícara (chá) com água fervente. Abafe por 5 a 10 minutos e coe.
Posologia: tome 1 xícara do chá duas vezes ao dia.
Contraindicação: não é recomendado para pessoas diabéticas, com doenças de próstata e gastrenterites.

Diarreia
Nome: Capim-Limão (Cymbopogon citratus)
Parte usada: folhas
Indicação: graças ao citral, é um antiespasmódico, o que significa que ele diminui as contrações do intestino, aliviando a diarreia e melhorando as cólicas e dores abdominais.
Modo de preparo: coloque 4 xícaras (café) de folhas picadas em 1 litro de água fervente. Deixe descansar por 10 minutos e coe.
Posologia: tome 3 colheres (sopa) após cada evacuação, enquanto estiver com diarreia.
Contraindicação: não há.

Alergias

Alergia na pele (dermatite)
Nome: Guaco ((Mikania glomerata)
Parte usada: folhas.
Indicação: para o tratamento da asma alérgica. Age como broncodilatador, graças às substâncias chamadas de cumarinas, que fazem parte de sua composição. Também tem atividade expectorante, anti-inflamatória e antimicrobiana.
Modo de preparo: coloque de 4 a 6 folhas de guaco em 1 xícara (chá) de água fervente. Abafe por 5 a 10 minutos e coe.
Posologia: tome uma xícara do chá de duas a três vezes ao dia.
Contraindicação: o chá não deve ser usado por quem sofre de doenças crônicas do fígado, pressão alta ou por pessoas que fazem tratamento com anticoagulantes.

Asma
Nome: Guaco (Mikania glomerata)
Parte usada: folhas
Indicação: para o tratamento da asma alérgica. Age como broncodilatador, graças às substâncias chamadas de cumarinas, que fazem parte de sua composição. Também tem atividade expectorante, anti-inflamatória e antimicrobiana.
Modo de preparo: coloque de 4 a 6 folhas de guaco em 1 xícara (chá) de água fervente. Abafe por 5 a 10 minutos e coe.
Posologia: tome uma xícara do chá de duas a três vezes ao dia.
Contraindicação: o chá não deve ser usado por quem sofre de doenças crônicas do fígado, pressão alta ou por pessoas que fazem tratamento com anticoagulantes.

Rinite alérgica
Nome: Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra)
Parte usada: raiz
Indicação: funciona bem no combate à rinite alérgica, já que possui compostos chamados de polissacarídeos e saponinas, conhecidos por aumentar a atividade das células do sistema imunológico. Essas substâncias também lhe conferem um potencial anti-inflamatório.
Modo de preparo: cozinhe por 5 minutos ½ colher (chá) de raiz de alcaçuz triturada em 1 xícara (chá) de água. Abafe e coe.
Posologia: tome uma xícara três vezes ao dia, após as refeições.
Contraindicação: não é indicado às pessoas com diabetes, insuficiência renal, cirrose hepática e baixa de potássio no sangue. Grávidas e lactentes também devem evitá-lo.

Consultoria: Fátima Christina cardoso, médi ca e nutróloga, membro do grupo de estudos em fitoterapia e medicina ortomolecular do conselho regional de medicina do Rio de Janeiro, Yara Lucia Oliveira de Britto, bióloga e tecnologista do instituto de pesquisas do jardim botânico do rio de janeiro, subcuradora da coleção temática de plantas medicinais.

Fonte: Revista Viva Saúde - Por Rita Trevisan e Louise Vernier / Foto Danilo Tanaka

Pequenas atividades ao longo do dia melhoram a saúde

Pequenas atividades ao longo do dia melhoram a saúde


A duração e a intensidade de atividades incidentais – pequenas atividades que não podem ser consideradas exercícios físicos – podem levar a uma melhor aptidão cardiorrespiratória. De acordo com Ashlee McGuire, da Queen’s University (Canadá), ações como limpar a casa, subir escadas e caminhar distâncias curtas são benéficas por aumentarem a atividade física do corpo de forma fácil, sem tomar muito tempo.

“É encorajador saber que se nós aumentamos um pouco a nossa atividade incidental – mexer um pouco mais na casa, ou andar até o final do corredor para falar com um colega de trabalho ao invés de mandar um email – nós podemos realmente beneficiar nossa saúde a longo prazo”, ela completa.

Fonte: Blog da Saúde

Álcool em excesso danifica cérebro

Álcool em excesso danifica cérebro


O cérebro humano não está inteiramente desenvolvido até os 25 anos de idade. Assim, jovens que consumem bebidas alcoólicas em excesso podem estar causando danos ao seu sistema nervoso.

Pesquisadores da Universidade de Cincinnati (EUA) analisaram os cérebros de 29 pessoas, entre 18 e 25 anos, que abusavam de álcool nos finais de semana – quatro ou mais doses para mulheres e cinco ou mais doses para homens. A análise mostrou que esse hábito estava causando danos ao córtex pré-frontal. Essa área do cérebro está relacionada a atividades como o controle de impulsos, processamento de emoções, planejamentos e decisões.

O pesquisador Tim McQueeny explica que esse efeito nocivo pode ocorrer porque “o álcool pode ser neurotóxico para os neurônios, ou, já que o cérebro está se desenvolvendo aos 20 anos, ele poderia estar interagindo com fatores desenvolvimentistas e possivelmente alterando a forma com que o cérebro cresce”.

Fonte: Blog da Saúde

7 Mitos e 5 verdades sobre o diabetes

7 Mitos e 5 verdades sobre o diabetes


Especialistas esclarecem dúvidas e revelam os verdadeiros perigos para os diabéticos

No Brasil, cerca de sete milhões de pessoas, acima de 18 anos, têm a doença. Um estudo recente da Sociedade Brasileira de Diabetes, aponta que mais de 60% deles não sabem que têm a doença. Disfunção metabólica crônica decorrente de uma deficiência de insulina - hormônio produzido pelo pâncreas - que pode ser causada por fatores genéticos ou em decorrência de maus hábitos de vida como sedentarismo e uma dieta desequilibrada, recheada, principalmente de açúcar.

O problema pode trazer perda ou aumento de peso, é fator de risco para problemas cardiovasculares e, nos casos mais graves, provocar falência de órgãos (rins, olhos) e até a morte. Apesar dos perigos, é completamente controlável.

"É uma doença crônica e deve ser tratada como tal, mas com informação e mudança de hábitos, dá para ser controlada e ter qualidade de vida", explica a nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Hospital Bandeirantes. Pensando nisso, o MinhaVida conversou com especialistas para descobrir os mitos e verdades do diabetes para facilitar a vida de quem convive com a doença.

1.Diabetes é contagioso

Mito: o diabetes não passa de pessoa para pessoa. É preciso acabar com essa discriminação de que o diabético não pode ter emprego, amigos e vida social. O que acontece é que, em especial no tipo 1, há uma propensão genética para se ter a doença e não uma transmissão comum. "Temos exemplos de mães diabéticas que tem filhos totalmente saudáveis", explica a nutricionista.

2.Canela ajuda a controlar o diabetes

Mito: não tem nenhum estudo científico que comprove isso. Existem alguns estudos em relação à canela, porém são estudos preliminares, que merecem mais esclarecimentos para provar esse efeito satisfatório. "É melhor não seguir nada que não seja comprovado, afinal, trata-se de um problema crônico e qualquer descuido pode piorar a situação", diz a nutri.

3.Diabético pode consumir mel, açúcar mascavo e caldo de cana sem problemas

Mito: apesar de naturais, estes alimentos tem açúcar do tipo sacarose, maior vilã dos diabéticos. "Hoje, os padrões internacionais já liberam que 10% dos carboidratos ingeridos podem ser sacarose, mas sem o controle e a compensação, os níveis de glicose podem subir e desencadear uma crise", explica Patrícia. "O diabético até pode consumir, mas ele deve ter noção de que não pode abusar e compensar com equilíbrio na dieta", continua.

4.Alguns alimentos ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue auxiliando o tratamento do diabetes

Verdade: Sim. Isso por conta do Índice Glicêmico (IG) dos alimentos. Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose pelo sangue e, portanto estabiliza a doença. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. "Alimentos integrais, iogurtes sem açúcar, maçã, pera, feijão, lentilha e manga, podem ser considerados indutores deste controle, por isso ajudam a amenizar os sintomas da doença, já os de alto índice, como batata e demais carboidratos, aumentam o problema", continua

5.A aplicação de insulina causa dependência química

Mito: a aplicação de insulina não promove qualquer tipo de dependência química ou psíquica. O hormônio é importante para permitir a entrada de glicose na célula, tornando-se fonte de energia. "No caso dos pacientes com diabetes tipo 1, não tem jeito eles são insulino-dependentes, e não porque ela cause esta dependência, mas pelo fato de sua deficiência ser crônica desde o nascimento", explica Patrícia.

"Não se trata de dependência química e sim de necessidade vital. Você precisa da insulina para sobreviver, mas não é um viciado na substância", explica o endocrinologista e presidente da Associação Nacional de Apoio ao Diabético (Anad), Fadlo Farige.

6.Deve-se substituir o açúcar dos alimentos por adoçante

Verdade: os adoçantes foram feitos exatamente para os diabéticos ou para quem está de dieta, porém, para pessoas que não têm nenhuma disfunção, existe um limite para seu uso. "O valor diário recomendado de aspartame, por exemplo, é 40 mg por kg, já no ciclamato, este número é bem menor, 11 mg", explica a nutricionista.

7.Dá para evitar a insulina se você não ingere carboidratos

Mito: neste caso, depende. O carboidrato eleva a glicemia com mais rapidez, por isso sua ingestão deve ser controlada. "No diabetes Tipo 1, é necessária a aplicação de insulina diariamente, já que o pâncreas não produz este hormônio. Portanto, mesmo que não coma carboidratos, precisará aplicar insulina. No caso do diabetes Tipo2, a ingestão da insulina vai depender do nível de glicemia. Se estiver controlado, pode-se parar o uso, porém, só um médico poderá fazer esta avaliação", explica Patrícia.

8.Não é permitido ingerir bebidas alcoólicas

Verdade: "o consumo é permitido, mas com alguns cuidados: de forma moderada e sempre junto a uma refeição, pois o consumo isolado pode levar a hipoglicemia (baixa nas taxas de glicose sanguínea) ou dificultar a recuperação de uma crise hipoglicêmica, já que o uso de insulina e de outros medicamentos para controlar o diabetes é feito para baixar a glicemia, e o álcool tende a diminuir ainda mais estas taxas, o que pode levar a um quadro crônico", explica a nutricionista.

Também é importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas alcoólicas. Para Fadlo Fraige, apenas as bebidas destiladas são permitidas (e com muita moderação), pois, segundo ele, não são feitas à base de carboidratos e o álcool tem baixo índice glicêmico. Já sobre as fermentadas, à base de glicose, o endocrinologista recomenda: "Cuidado com cervejas e bebidas doces ou à base de carboidratos. Elas têm alto índice glicêmico e podem trazer problemas. Ao contrário do que se imagina, as bebidas sem álcool são piores, pois, têm o carboidrato e não têm o álcool que ajuda a baixar a glicemia", explica o presidente da Anad.

9.Bebida alcoólica pode porque o remédio para diabetes tem álcool e não faz mal

Mito: A taxa de álcool presente nos remédios são mínimas e, por isso, não dá para fazer esta comparação. "Bebidas alcoólicas são permitidas com restrições", diz a nutricionista.

10.Quem tem diabetes deve fazer somente exercícios leves

Verdade: diabéticos devem ser estimulados a fazer atividades físicas, respeitando contra-indicações, se houver. "De uma forma geral, os exercícios melhoram os níveis glicêmicos, porém, quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino, pode haver um quadro de hipoglicemia, por isso, deve-se fazer um monitoramento", diz a nutricionista.

11.Estresse ajuda a descontrolar o diabetes

Verdade: quando uma pessoa fica nervosa, a sua taxa de glicose sanguínea sobe. "Mas isso não acontece só com diabéticos", diz Patrícia.

12.Diabéticos podem usar sauna e fazer escalda pés

Mito: Por ser uma disfunção metabólica o diabetes altera a circulação e compromete os vasos sanguíneos, dificultando o processo de cicatrização e pode causar problemas em diversas outras funções como problemas renais e o comprometimento da visão. "Em função desta alteração circulatória, os riscos de exposição à altas temperaturas e aos choques térmicos podem agravar ou desencadear quadros de angiopatias e outros problemas cardíacos", finaliza a Patrícia.

Fonte: Minha Vida - UOL - Por Natalia do Vale

Uso indiscriminado de analgésicos pode prejudicar o coração

Uso indiscriminado de analgésicos pode prejudicar o coração


Eles também podem causar perda gradual da audição

O uso indiscriminado de analgésicos antiinflamatórios pode aumentar o risco de fibrilação atrial, um tipo comum de arritmia associado a infartos e paradas cardíacas, diz um estudo feito por médicos da Denmark's Aarhus University, na Dinamarca.

Participaram da pesquisa 32 mil pacientes dinamarqueses diagnosticados com fibrilação atrial no período entre 1999 e 2008. Cada um deles foi comparado com outros 10 pacientes que não tinham o problema cardíaco. Os autores do estudo descobriram que as pessoas que usavam em grandes quantidades dois tipos de drogas, os antiinflamatórios não-esteróides (AINEs) e inibidores Cox-2, tinham respectivamente 45% e 71% mais chances de ter fibrilação atrial do que as pessoas que não usavam - ou usavam pouco -esses analgésicos.

De acordo com os cientistas que realizaram o estudo, remédios com esses dois tipos de substâncias não devem ser consumidos por pessoas que já passaram por problemas cardíacos ou que possuem falência nos rins e também devem ser evitados por pessoas com mais de 60 anos de idade. Eles também lembram que, antes de tomar ou deixar de ingerir qualquer tipo de medicamento, um médico deve ser consultado para dar maiores explicações sobre o produto.

Perda de audição

Um outro estudo, publicado no American Journal of Medicine, concluiu que o uso regular de alguns tipos de analgésicos, como a aspirina e o acetaminofen (substância que compõe analgésicos como o Tylenol) também pode provocar a perda parcial e, em casos extremos, total da audição em homens, especialmente naqueles com idade inferior a 60 anos.

Para investigar a relação entre uso de analgésicos e a perda auditiva, os pesquisadores definiram como uso regular o hábito de tomar medicamentos pelo menos duas vezes por semana. As conclusões foram que em relação à aspirina, o risco de perder a audição é 33% maior em homens com menos de 59 anos de idade. Entretanto, o mesmo risco não foi observado nos homens acima de 60 anos.

O consumo regular do medicamento ibuprofeno aumentou em 61% o risco de perda auditiva nos homens com menos de 50 anos, em 32% para aqueles com até 59 anos e 16% para aqueles com mais de 60. Estudos anteriores relacionavam essa substância ao aumento da possibilidade de problemas cardíacos em pacientes mais graves. Já o acetaminofen (substância que compõe analgésicos como o Tylenol) seria capaz de aumentar em 99% o risco de perda auditiva em homens com menos de 50 anos e em 38% daqueles entre 50 e 59 (acima de 60 anos, o risco cai para 16%).

Fonte: Minha Vida - UOL

Falta de higiene bucal pode afetar fertilidade

Falta de higiene bucal pode afetar fertilidade


Demora para engravidar

Um estudo realizado na Austrália sugere que problemas de saúde bucal podem afetar a fertilidade feminina.

A pesquisa da Universidade do Oeste da Austrália sugere que uma higiene bucal precária é tão ruim para a fertilidade de uma mulher quanto a obesidade, fazendo com que elas demorem em média dois meses a mais para engravidar.

Segundo os pesquisadores, mulheres com gengivas doentes precisaram de sete meses para conceber, comparados com o prazo considerado normal, de cinco meses.

Doença periodontal

De acordo com os pesquisadores, a causa pode estar ligada à doença periodontal, caracterizada por inflamação na gengiva. Se esta não for tratada, poderá desencadear uma série de reações capazes de prejudicar o funcionamento normal do corpo.

A doença periodontal, também conhecida como periodontite, já foi ligada à doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e aborto, além de baixa qualidade do esperma em homens.

"Até agora não existiam estudos publicados que investigavam se a doença nas gengivas pode afetar as chances de uma mulher conceber, então este é o primeiro relatório que sugere que a doença na gengiva pode ser um dos vários fatores que podem ser modificados para mulher melhorar as chances de uma gravidez", afirmou Roger Hart, professor líder da pesquisa.

Inflamação nas gengivas

O estudo da Universidade do Oeste da Austrália contou com a participação de mais de 3,5 mil mulheres.

Aquelas com problemas de gengiva apresentaram níveis elevados de marcadores para inflamação no sangue.

De acordo com o líder da pesquisa, Roger Hart, mulheres que estão tentando ter um filho agora precisam passar antes no dentista além de parar de fumar, beber, manter um peso saudável e tomar suplementos de ácido fólico.

"É bom senso aconselhar a mulher a ter certeza de que está saudável se ela quer tentar ter um filho", disse o especialista em fertilidade britânico Allan Pacey.

Fonte: Diário da Saúde - Com informações da BBC