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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Será que utilizamos apenas 10 por cento da capacidade do nosso cérebro?

Será que utilizamos apenas 10 por cento da capacidade do nosso cérebro?


Conheça as funções cerebrais e espante de vez esse mito

Muitos de nós já fomos surpreendidos com a informação de que utilizamos apenas 10% de toda capacidade de nosso cérebro e os outros 90% permanecem adormecidos durante toda a vida. No entanto, a maioria dos cientistas nega a veracidade dessa história. Embora a tecnolgia atual ainda não permita mensurar de forma precisa a capacidade cerebral utilizada por uma pessoa, os testes realizados com os equipamentos existentes permitem afirmar que o cérebro é totalmente utilizado, independente do grau de inteligência do indivíduo.

A polêmica surgiu com o psicólogo americano William James (1842-1910), que escreveu: “Estamos fazendo uso de apenas uma pequena parte de nossos recursos físicos e mentais”. Mais tarde, Albert Einstein perpetuou o mito ao usar uma figura de linguagem parecida ao discutir sobre as distâncias intelectuais entre um gênio e uma pessoa comum, atribuindo apenas 1% de diferença no uso do cérebro. Mas o consenso científico atual é de que utilizamos todas as áreas do cérebro, de forma interconectada. Entretanto, algumas partes podem funcionar mais do que outras num dado momento, dependendo da atividade executada.

Segundo o Dr. Renato Sabbatini, se não explorássemos toda nossa capacidade cerebral, assim como tudo que não é utilizado em nosso corpo, a parte não usada se atrofiaria e eventualmente morreria. Como exemplo, o cientista cita as células da retina que, se não forem estimuladas na primeira infância, se atrofiam causando cegueira permanente e irreversível. Com o cérebro, a pressão evolutiva para reduzi-lo, em caso de falta de uso, seria ainda maior, uma vez que é o órgão que consome mais energia para funcionar.

“Afirmar que utilizamos apenas 10% de todo o cérebro é um grande erro. Antigamente as pessoas pensavam assim porque os métodos de aferição utilizados eram eletrofisiológicos e bem rudimentares, o que levou ao surgimento conclusões erradas”, esclarece Dr. Alexandre Meluzzi, neurocirurgião do Instituto de Neurocirurgia Minimamente Invasiva de São Paulo.

Fonte: Revista Medicando - Por Fernanda Brandão

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