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segunda-feira, 19 de março de 2018

O QUE SEMEAR...


O QUE SEMEAR...



É bastante comum professores reclamarem das dificuldades
em sala de aula, com crianças e jovens mal-educados e agressivos.



Alguns chegam a se tomar de tristeza, admitindo que, por mais
que invistam nos alunos, eles parecem permanecer exatamente
do mesmo tamanho.Talvez fosse esse também o pensamento
daquela cansada professora. Dava graças a Deus por estar
aposentada.Com a perna esquerda a lhe doer, de forma quase
constante, problemas com pressão arterial e tonteiras, pensava:

Não tenho mais energia para ensinar, hoje em dia.

Dirigindo-se para a fila do caixa do supermercado, ela não
pôde deixar de olhar para o casal à sua frente.

A mulher estava grávida e quatro crianças a rodeavam. O que
chamou a atenção da professora foi a tatuagem no pescoço
do rapaz.

Ele esteve preso, pensou.Observando-o um tanto mais, viu
as calças largas, a camiseta branca e o cabelo raspado.

Deve fazer parte de uma gangue, disse para si mesma.Então,
ele se voltou para ela. Sorriu e insistiu para que ela passasse
à frente.

- Não, disse a professora. Vocês estão com crianças.

- Devemos respeitar os mais velhos, defendeu-se o homem.E fez
um gesto largo, indicando o caminho para ela.

Um sorriso meio desajeitado chegou aos lábios dela. Era bom
encontrar um cavalheiro, afinal.

E dizer que pensara tão mal dele. Julgara-o pela aparência.
Intrigada, virou-se para ele, enquanto os itens de sua compra
eram registrados pela atendente e perguntou:

- Diga-me uma coisa, rapaz: quem lhe ensinou boas maneiras?

O rapaz abriu um sorriso, olhou-a nos olhos e afirmou:

- A senhora, Sra. Simpson, na terceira série

.A toda semeadura existe uma colheita. Quem semeia vento,
colhe tempestades, diz o ditado popular.

E Jesus, enaltecendo a semeadura, narra a Parábola do
Semeador que saiu a semear. Isso nos diz que importante
se faz a semeadura. A semeadura dos bons exemplos, do
bom ensino. Mesmo quando se possa pensar que a semente
caiu sobre pedregulhos, ou terreno inculto, existe esperança.
Porque, às vezes, é equivocada a nossa observação.
Quando as crianças parecem estar alheias a todo ensino,
ainda assim absorvem as sementes. Logo mais ou em
tempo distante, rebentarão em grãos e frutos. Por isso,
não nos cansemos de semear, de falar o bem,
ensinar o correto. Mais que tudo, exemplifiquemos sempre.
Porque, em síntese, todos somos educadores, mesmo sem
atentarmos para isso. A nossa delicadeza agradecendo
ao atendente no comércio, a gentileza cedendo o lugar
ao outro, o sorriso e um pedido de desculpas por esbarrão
involuntário, tudo está sendo visto por alguém. E servirá
de exemplo. Exemplo que contagia. Assim, em qualquer lugar,
ensinemos sempre. Aos nossos filhos, aos nossos alunos, aos
colegas de repartição, aos amigos.Em meio à pressa de
que o Mundo parece estar pleno, pare para ajudar alguém.
Ceda sua vez no trânsito, espere com paciência, não
aumente o rol dos reclamantes e resmungões. Seja
você o que semeia tranquilidade em meio à confusão.
O que emita uma palavra de serenidade, quando os outros
se apresentam inquietos. Onde quer que vá, espalhe
as suas sementes de paz, de delicadeza, de gentileza.
Muito antes que você possa imaginar, perceberá no campo
verdejante da sua comunidade, as flores aparecerem e os
frutos se apresentarem.

Acredite nisso! 
 
http://sillovinho.blogspot.com.br/2012/10/o-que-semear.html

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