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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Atividades que estimulam a noção espacial




Primeiramente se faz necessário falar sobre essa função, pois como se sabe para vivermos em sociedade a estruturação espacial é essencial, é através dos espaços e das relações espaciais que nos situamos no meio em que vivemos, em que estabelecemos relações entre os objetos, os quais observamos, comparamos, combinamos, vemos as diferenças e as igualdades entre eles.
As percepções sensoriais de visão, tato, audição, olfato e gustação, nos levam, a saber, as propriedades dos diversos objetos e nos permitem uma classificação e agrupamento destes, tendo assim uma maior organização do espaço. Se a criança não tem uma boa orientação espacial, muitas dificuldades podem surgir, como:


* Limitação de seu desenvolvimento mental e psicomotor; 
* Dificuldade para manipular objetos ao seu redor;
* Prejuízos na noção do esquema corporal, dificultando o processo de interiorização e assimilação da lateralidade; 
* Dificuldade de interiorização de diversos conceitos, entre outros prejuízos.


É importante saber que intimamente ligada à noção espacial está à noção temporal, pois uma pessoa só se movimenta em um espaço em um tempo determinado.
Cabe ressaltar que a estruturação espacial não nasce com o ser humano, ela é elaborada mentalmente a partir de experiências corporais em relação ao meio e consigo mesmo.
Por volta do terceiro mês de vida a imagem do corpo começa ser elaborada e entre o sexto e nono mês a criança tem as primeiras sensações entre seu corpo e o ambiente.
Aos três anos a criança começa uma vivência corporal e passa a explorar e manipular o espaço, como ela utiliza seu corpo como referência só irá perceber a posição dos objetos a sua volta se tiver uma boa imagem corporal e lateralidade bem definidas, as quais vão se estabelecer por volta de seis anos de idade.
Conforme a criança vai vivenciando situações corporais ela também consegue diferenciar os dois lados do corpo e assimilar conceitos de direita e esquerda, dentro e fora, em cima e em baixo, longe e perto, grosso e fino, grande, pequeno, estreito elargo, em pé e deitado, empurrar e puxar, estender e dobrar, subir e descer, circulo, quadrado e triângulo, cheio e vazio, pouco e muito, inteiro e metade, liso e áspero, entre outros.
Como vimos à noção espacial é essencial para a construção de conceitos muito utilizados em nosso cotidiano, bem com saber diferenciar na alfabetização o “p” do “q” o “b” do “d” o “n” do 
“u” o “12” do “21” o “ou” do “on”, dessa forma o professor deve estimular essa noção ainda no pré e nas fases seguintes através do brincar, fazendo com que a criança tenha a oportunidade de explorar o meio e os objetos através do seu corpo primeiramente, só depois que esse conceito se interiorizar é que o professor deve treinar essa noção no papel.
É importante ressaltar que só após o aprendizado da criança em relação à orientação dos objetos, é que ela passará a organiza – los de acordo com suas orientações e não mais terá seu corpo como referência, desenvolvendo assim a memória espacial, que nada mais do que a capacidade de organização e representação do espaço mentalmente.
Por esses motivos fica aqui a proposta de dinâmicas que estimulam a noção espacial em qualquer fase da vida.


Dinâmica do Tubarão
Desenvolvimento: Dar um jornal para cada participante, pedindo que coloquem no chão e que imaginem que o jornal é um barco, tudo que estiver em volta será o mar. Avisar que quando o coordenador parar a música e gritar “olha o tubarão”, todos tem que subir no jornal.
Na medida em que as músicas vão tocando, o coordenador vai tirando aos poucos os jornais, para que as pessoas ao subir no “barco” tenham que ficar juntas, no final dependendo da quantidade de pessoas deixar só dois jornais.




Dinâmica do Nó
Desenvolvimento: Os participantes em pé, formam um círculo e dão as mãos. Pedir para que não se esqueçam de quem está a seu lado esquerdo e direito.
Após esta observação, o grupo deverá caminhar livremente. Ao sinal do animador o grupo deve parar de caminhar e cada um deve permanecer no lugar exato que está. Então cada participante deverá dar a mão à pessoa que estava a seu lado (sem sair do lugar, ou seja, de onde estiver) mão direita para quem segurava a mão direita e mão esquerda para quem segurava a mão esquerda. (como no início).
Com certeza, ficará um pouco difícil devido à distância entre aqueles que estavam próximos no início, mas o animador tem que motivar para que ninguém mude ou saia do lugar ou troque o companheiro com o qual estava de mãos dadas. Assim que todos estiverem ligados aos mesmos companheiros, o animador pede que voltem para a posição natural, porém sem soltarem as mãos e em silêncio. (O grupo deverá desamarrar o nó feito e voltar ao círculo inicial, movimentando-se silenciosamente). Se após algum tempo não conseguirem voltar a posição inicial, o animador libera a comunicação. Enfim, partilha-se a experiência vivenciada. 
(destacar as dificuldades).


Obs: Sempre é possível desatar o nó completamente, mas quanto maior for o grupo, mais difícil fica. Sugerimos que se o grupo passar de 30, os demais ficam apenas participando de fora.




Dinâmica do cabo de guerra cooperativo
Desenvolvimento: colocar dentro de uma sacola uma bala para cada participante, a qual terá em cada alça um barbante de dois metros ou mais amarrado, no centro do local que será realizada a brincadeira colocar um barbante em formato de circulo, no qual terá que cair todas as balas, em seguida dividir o grupo em dois e dar a seguinte orientação:
Como é uma brincadeira cooperativa os grupos devem ter forças iguais e fazer com que a sacola rasgue no meio do círculo, dessa forma eles só poderão pegar as balas que caírem dentro do círculo e as que caírem fora serão do professor, como as crianças estão acostumadas com a competição dificilmente vai seguir o comando, se cair bala fora o professor deve repartir só as que ficaram dentro do circulo e conversar com os alunos a respeito do que ocorreu, depois de um tempo aplicar a dinâmica novamente para ver se algo mudou.




Dinâmica da Jabuticaba e do Jacaré
Desenvolvimento: Contar a história da jabuticaba e do jacaré e dar o seguinte comando: cada vez que a palavra jabuticaba for falada pedir que sentem e quando falar jacaré que se levantem. A história é a seguinte: João ia à casa do seu tio Juca pegar jacas, mas bem no meio do caminho tinha um rio grande e que não tinha ponte e era preciso atravessar de canoa, porém nesse rio tinha muitos jacarés ferozes.
Diante disso João pensou: Como eu quero as jacas vou enfrentar os jacarés, João então chegou perto da beira do rio e viu muitos jacarés e pensou: pego as jacas ou enfrento os jacarés? 
Decidiu enfrentar os jacarés, entrou na canoa e começou a remar contra os jacarés, remou, lutou, lutou, mas sempre sem se esquecer de suas jacas, depois de remar muito chegou à margem do rio.
João pensou: Ufa!!! Esses jacarés me cansaram, porém estou mais perto das minhas jacas.
João andou, andou e viu o pé de jaca, apanhou cinco jacas e lembrou que dali um tempo ia enfrentar os jacarés, mas voltou contente com as jacas até a margem do rio, ele colocou as jacas na canoa e começou a luta, salvar as jacas e bater nos jacarés, bater nos jacarés e salvar as jacas, até que ele jogou uma jaca para os jacarés e eles deixaram Manoel seguir em paz. Quando João chegou do outro lado do rio desceu da canoa e comeu todas as jabuticabas.




Tempestade
Desenvolvimento: Todos sentados em círculo e cada vez que o professor falar a palavra direita todos mudam pra cadeira da direita, quando o professor falar a palavra esquerda todos mudam pra cadeira da esquerda e quando a palavra for tempestade todos trocam de lugar.
O texto é o seguinte: 
Vamos fazer uma viagem pelas águas de um lindo rio, chegando à margem a gente vai entrar em uma canoa, o dia está lindo, ao olhar o horizonte a gente sente o vento soprar levemente pra direita.
Nesse momento estamos muito contentes, olhamos ao redor, avistamos a cidade e observamos também as árvores que estão próximas da margem à esquerda.
Nesse momento estamos nos aproximando de uma grande pedra à direita, mas a gente se pergunta: Será que aquelas nuvens é sinal de tempestade? É melhor não pensar no pior.
Continuando a nossa viagem, iremos apreciar os lindos pássaros e outras árvores que estão bem longe, à direita.
A fome apertou e quando a gente levanta para lanchar, caímos a direita do barco, com isso a gente percebe que o sol começa a baixar e ficamos pensando : Será que é tempestade? 
Mesmo assim continuamos a brincar.
Como tudo estava tranquilo, resolvemos pescar e jogar os anzóis, um jogou para a direita e o outro jogou para a esquerda. Depois de pescar, o sol desapareceu e o fim da tarde chegou de repente o rio começou a jogar a canoa para a esquerda, foi quando vimos um raio lá no horizonte e gritamos: Tempestade!!!
Ficamos preocupados e olhamos para a direita, olhamos para a esquerda, e falamos novamente: será que é tempestade?
Bem mais perto da margem ficamos aliviados por que íamos pegar a tempestade em terra firme.


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