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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Você sabe o que é a Síndrome do Manguito Rotador? Uma patologia que pode até não parecer, mas é muito comum no âmbito das inflamações e dos tendões é a síndrome do manguito rotador. Ela está associada a dor no ombro.

Você sabe o que é a Tendinopatia do Manguito Rotador?

Uma patologia que pode até não parecer, mas é muito comum no âmbito das inflamações e dos tendões é a tendinopatia do manguito rotador. Ela está associada a dor no ombro. Existem três tipos de lesões que afetam o manguito rotador, a tendinite, a síndrome do impacto e a ruptura do manguito rotador. Pode ocorrer pelo recente uso excessivo do ombro, causando dor. Atletas que participam de esportes de arremesso, por exemplo, podem ser acometidos por essas lesões. Existe também a possibilidade de haver uma história de trabalho pesado recente ou atividades que envolvam movimentos repetitivos do ombro.

Resumo

A tendinopatia do manguito rotador ocorre quando os tendões e músculos que ajudam a movimentar a articulação do ombro estão inflamados ou irritados.

Ela pode ocorrer geralmente em pessoas que praticam esportes que fazem repetidamente movimentos de extensão do braço.

A maioria das pessoas com tendinopatia do manguito rotador tem boa evolução, recuperando a funcionalidade e movimento do ombro sem qualquer dor após um tratamento conservador de reabilitação.






Um pouco da anatomia do ombro


O ombro é composto por três ossos, a clavícula, a escápula (omoplata) e o úmero (osso do braço). A escápula é um osso triangular que tem duas partes importantes para o ombro: o acrômio e o glenóide. Os três ossos na região dos ombros fazem parte de duas articulações principais, a articulação acromioclavicular que permanece entre o acrômio da escápula e da clavícula e a articulação glenoumeral que está entre a glenóide da escápula e do úmero.

O ombro é composto também por músculos, tendões e ligamentos em seu contorno. Os ligamentos são fibras que unem os ossos de uma articulação. Os tendões também são fibras que unem os músculos aos ossos.

O manguito rotador é formado por um grupo de quatro músculos que estão posicionados em torno da articulação do ombro. Os músculos são o supraespinhoso, o infraespinhoso, subescapular e o redondo menor que trabalham como uma unidade. Eles ajudam a estabilizar a articulação do ombro e também ajudam com o movimento da articulação do ombro.

Os quatro tendões dos músculos do manguito rotador se juntam para formar um tendão maior, chamado de tendão do manguito rotador. Este tendão atribui à cabeça do úmero (a superfície óssea na parte superior do osso do braço). Há um espaço debaixo do acrômio da escápula, o chamado espaço subacromial, local por onde passa o tendão do manguito rotador.


O manguito rotador atua para estabilizar dinamicamente, e equilibrar a cabeça do úmero em relação à cavidade glenóide. A ruptura e lesão do manguito rotador pode levar à perda de funcionalidade e movimentação importante do ombro, além de resultar em dor.


Rotura parcial x rotura completa
Quando um ou mais dos tendões do manguito rotador é lesado, o tendão já não se anexa totalmente à cabeça do úmero. A maioria das roturas ocorrem no músculo e tendão do supra-espinhal, mas outras partes do manguito rotador podem tambémestar envolvidas.

Em muitos casos, tendões rasgados começam por se desgastar. Com a progressão do dano, o tendão pode rasgar completamente, às vezes subitamente, como ao elevar um objeto pesado.

Existem diferentes tipos de roturas.


Rotura parcial. Este tipo de rotura danifica o tecido mole, mas não o rompe completamente


Rotura de espessura total. Este tipo de rotura também échamado de uma rotura completa. Divide o tecido mole em duas partes.

Em muitos casos, os tendões rasgam fora onde eles se inserem à cabeça doúmero. Com uma rotura da espessura completa, ocorre basicamente umburaco no tendão.


Causas da síndrome do manguito rotador


Podemos considerar que a lesão do manguito rotador é uma doença com diferentes causas. Imagine que o tendão é um tecido que não é tão forte como nossos ossos. Nem tão elástico quanto nossos músculos. Quando ocorre algum tipo de sobrecarga sobre o corpo, ele geralmente é o que mais sofre danos.

Além de fatores mecânicos, existem fatores biológicos que fragilizam os tendões, como a degeneração óssea e articular natural do envelhecimento, alterações de vascularização regionais (comuns nos tabagistas) e as tendinites crônicas. Outras causas incluem fraturas, traumas, e subluxações e luxações no ombro, que podem gerar ou acabar por piorar pequenas lesões anteriores do paciente. Também existe a influência genética.

Dentre as três lesões que afetam o ombro, a tendinite é causada pela irritação e inflamação dos tendões dos músculos do manguito rotador. Ocorrer pelo recente uso excessivo do ombro, atividades repetitivas, trabalho pesado e prática de esportes de arremesso. Existe frequentemente uma lesão anterior específica. Os principais sintomas são um início agudo (súbito) de dor e movimento doloroso do ombro. A dor piora, quando as atividades são realizadas acima do nível do ombro. Isso significa que a dor pode afetar a capacidade de levantar o braço para cima.

Caso ocorra uma queda ou a pessoa levante um objeto muito pesado, isso pode causar problemas no grupo muscular dos ombros, causando consequentemente a inflamação dos tendões e a Síndrome do manguito rotador. Mas não são apenas essas situações factuais que podem fazer surgir o problema. Há outros fatores de riscos que levam ao desenvolvimento desse tipo de tendinite.

Ninguém valoriza muito o alongamento que devemos fazer diariamente, mas a falta dele pode sobrecarregar os tendões, incluindo o grupo muscular do ombro. Outro fator que aumenta muito o risco do problema é má postura. Pessoas que possuem ombros anteriorizados – aquele ombro que fica mais para frente dando a impressão de estar caído – precisam ficar atentas. Essa postura diminui o espaço que os tendões responsáveis pelos movimentos dos ombros têm para deslizar, o que causa atrito e lesão neles.

Quais são os fatores de risco?


Atualmente uma das maiores causas da Lesão do manguito rotador são os movimentos repetitivos. Isso ocorre porque cada vez mais as pessoas lidam com celulares, tablets e computadores, realizando uma movimentação frequente dos mesmos grupos musculares. E o grupo muscular dos ombros é um dos mais atingidos. O mesmo vale para quem pratica atividade física em excesso de forma errada ou com material inadequado.

Existem alguns esportes onde os especialistas apontam maiores riscos, como o tênis, a natação e arco e flecha, por exemplo. Profissões como pintor e carpinteiro também entram na lista de fatores de risco. Além disso, o estresse da vida moderna também causa contrações musculares e fadiga dos tendões, aumentando as chances de a síndrome surgir.

A idade também e considerado um fator de risco para a Síndrome do manguito rotador pois com o passar dos anos a circulação sanguínea do nosso organismo tende a diminuir causando deficiências no tendão. Há casos em que nosso corpo reconhece os tendões como “inimigos” e os atacam. Trata-se das doenças autoimunes que incentivam o problema de a tendinite aparecer.


Quais são os sintomas da Tendinopatia do Manguito Rotador?

Alguns sintomas são muito característicos da Tendinite do manguito rotador. É o caso da dor nos ombros que ocorre principalmente na parte da noite, o que leva a uma grande dificuldade de dormir. Sentir desconforto e uma certa sensibilidade ao tentar alcançar algo que está no alto ou nas costas também costuma ser comum.

Em geral, há certa dificuldade em realizar qualquer movimento que envolva os ombros e ocorre uma fraqueza progressiva na região. Também pode aparecer inchaço e vermelhidão no local, característicos de inflamações.

Como fazer o diagnóstico da Tendinopatia do Manguito Rotador?


Quando a pessoa sente alguns dos sintomas acima por muitos dias, o melhor a fazer é procurar por um médico, que pode ser um clínico geral ou um médico fisiatra ou ortopedista. Para facilitar, vá para a consulta já com uma lista dos sintomas que costuma sentir, outra com os medicamentos que já toma frequentemente ou que usou para esse problema específico.

Para um diagnóstico ideal, informar ao médico quando que os problemas com o ombro iniciaram se já teve alguma lesão específica e o que agravou o problema, são fundamentais para um bom tratamento. Além disso, ele deverá questionar se dói durante a noite a ponto de atrapalhar o sono, em quais atividades o desconforto é maior, se há outra dor associada. Além disso, também vai querer saber sobre os movimentos que você faz no seu dia-a-dia, principalmente no trabalho e em atividades esportivas.

Exames como mover o ombro em várias posições, raio-x, ultrassonografia e ressonância magnética normalmente são solicitados.

Os tratamentos incluem primeiramente descanso, parando com todas as atividades que agravam o problema. Analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia, injeções de esteroides também ajudam no quadro. Pode haver uma recuperação completa se a tendinite do manguito rotador for bem tratada com fisioterapia e tratamento convencional associado a terapias como acupuntura e infiltrações.

Uma ótima opção recente é o bloqueio do nervo supraescapular, feito com a infiltração próximo à escápula, com medicamento anestésico (como a lidocaína), resultando em um alívio de mais de 70% da dor imediatamente, de acordo com estudos na literatura.

Já na síndrome do impacto do manguito rotador o tendão da musculatura do manguito fica preso no espaço subacromial. O tendão é repetidamente raspado contra o ombro que pode eventualmente levar ao desgaste do tendão. Isto significa que o tendão enfraquece e é mais suscetível a rasgar. A síndrome do impacto pode ocorrer por causa do desgaste de longa duração. Também pode acontecer devido a problemas com o osso do acrômio, como a artrite e esporas ósseas (saliências). No caso da síndrome do impacto, o indivíduo pode sofrer mais tempo com a dor, sendo crônica. Também pode piorar durante a noite.

Estágios da lesão do Manguito Rotador

De acordo com o autor Charles Neer, a patologia e a gravidade das lesões do manguito rotador podem ser classificadas em 3 fases:


Estágio I: Edema, inflamação, hemorragia da bursa e dos tendões do manguito rotador. Ocorre principalmente em jovens.

Estágio II: Espessamento da bursa, fibrose dos tendões do manguito. Ocorre em adultos jovens, entre 25 e 40 anos.

Estágio III: Ruptura completa dos tendões do manguito rotador, geralmente associada a diversas alterações ósseas da cabeça do úmero e do acrômio. Ocorre em indivíduos com mais de 40 anos.

Exames clínicos e de imagem para o diagnóstico


Através de exames no ombro, o médico pode identificar a síndrome. Existe testes específicos que o médico fisiatra poderá fazer para avaliar a anatomia e os ligamentos do ombro. Um desses testes é chamado Teste de Neer. Durante o teste o médico solicita ao paciente que levante o braço para frente, mantendo a palma da mão voltada para o lado do corpo. Se este teste é doloroso, o resultado é positivo e a síndrome do impacto do manguito rotador comprovada. O tratamento consiste na combinação de repouso, acupuntura, analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia, injeções de esteroides, além de novas opções terapêuticas como a terapia por ondas de choque, e o bloqueio do nervo supraescapular, já ditos anteriormente.

Pode ocorrer uma ruptura do manguito rotador, normalmente como resultado de um trauma, devido a uma queda ou acidente. Também pode acontecer uma ruptura causada pela síndrome do impacto, conforme citado anteriormente. Quando ocorre a ruptura, a dor é o sintoma mais comum. Tende a ser ao longo da parte dianteira e exterior do ombro e piora quando o ombro é movido em determinadas posições. Ombro ou braço pode ficar fraco, com movimentos reduzidos.

Exames no ombro como o teste de queda de braço, podem identificar a ruptura do manguito rotador. O Teste consiste em ficar com o braço ao lado do corpo. O braço será levantado para fora, em direção a cabeça. Em seguida, o paciente tem que mover o braço para trás e para baixo lentamente, em direção ao seu lado. Diminuir o braço lentamente para 90 ° pode ser comum, mas quando ocorre uma ruptura, o braço cai rapidamente para o lado do corpo, pelo motivo do desgaste. Ocasionalmente o médico pode sugerir exames de raio-x, ultrassom ou ressonância magnética. Para o tratamento, analgésicos, anti-inflamatórios, compressas de gelo, fisioterapia, injeções de esteróides podem ser sugeridos pelo médico. Cirurgias são indicadas em casos mais graves.

A maioria das lesões causa dor. A dor é semelhante entre os casos, sendo maior na região do ombro e se irradiando para o braço. Piora com os movimentos do ombro para cima e durante a noite. A perda de movimentos não acontece em todos os casos de lesão do manguito, mas é uma patologia que deve ser levada a sério e tratada brevemente, para que não se torne crônico posteriormente.

O tratamento conservador das rupturas completas do manguito rotador pode ser bem sucedido em pacientes sedentários e/ou idosos. Porém, o reparo cirúrgico do manguito rotador, seja por via aberta ou artroscópica, é a melhor conduta para os indivíduos ativos ou nos casos de dor e fraqueza muscular persistente e evolutiva sem resposta ao tratamento conservador.

Tratamento do manguito rotador

Resumindo o que já foi dito anteriormente, vale a pena você conversar com seu médico quanto a possíveis tratamentos. A fisioterapia e acupuntura geralmente apresentam ótimos resultados na melhora das dores, com alívio analgésico e também melhora na amplitude de movimento dos ombros, fazendo com o que o paciente retorne às suas atividades do dia-a-dia o mais brevemente possível.

O tratamento da Síndrome do manguito rotador é realizado em duas etapas. Na primeira, o objetivo principal é aliviar a dor e desconforto que o paciente está sentindo. O primeiro passo é colocar o tendão afetado em repouso. Para isso, o médico pode sugerir o uso de tipoia para o ombro, tala para o punho e outros acessórios. O tempo de uso também será determinado por ele, já que períodos prolongados sem ser usado também podem prejudicar o problema, causando atrofia muscular e aderências. É importante respeitar e cumprir toda orientação médica.

Geralmente também é realizada a aplicação de gelo para diminuir a inflamação e em alguns casos, há a prescrição de anti-inflamatórios. Os medicamentos mais usados são o Cetaprofeno e o Diclofenaco Dietilamônio. É importante respeitar a dosagem prescrita pelo médico assim como o tempo que você deve se medicar. Esquecer muitas doses ou parar o tratamento antes do recomendado pode até piorar a situação fazendo o problema voltar.

O médico fisiatra ou especialista em dor poderá se valer de outros procedimentos para o alívio mais imediato da dor, como a infiltração de pontos gatilhos para pacientes com Síndrome Dolorosa Miofascial associada, além de mesoterapia (que consiste na injeção de uma combinação de remédios anestésicos, analgésicos e anti-inflamatórios na derme para efeito prolongado), e o bloqueio do nervo supraescapular.

A fisioterapia pode ajudar a aliviar o desconforto, com o uso de laser, ultrassom, massagem miofacial, por exemplo. E atualmente, os especialistas também aconselham a Acupuntura, que cada vez mais se mostra eficaz no tratamento e no alívio da dor da Síndrome do manguito rotador.

O segundo passo tem como objetivo evitar que a dor reapareça. Para isso, o médico vai avaliar o seu cotidiano e sugerir melhoras em sua postura e correção da ergonomia no trabalho, por exemplo. Essas mudanças são muito importantes pois provavelmente envolvem modificar o que causou o problema originalmente. Também vai ensinar exercícios para alongar os músculos do grupo responsável pelo ombro e de fortalecimento. E todos os especialistas são unânimes: respeite o aviso de dor. Assim que surgir o desconforto, procure novamente o médico.

Em alguns casos todas as medidas já aqui faladas podem falhar e não resolver o problema ou aliviar o desconforto. Quando isso ocorre, o médico pode sugerir um procedimento cirúrgico. Isso é raro mas pode ocorrer dependendo da razão que fez surgir a Síndrome do manguito rotador. O objetivo da cirurgia é principalmente descomprimir o tendão que está apertado. O cirurgião também vai limpar as aderências e as inflamações que estão ao redor do tendão. Ele pode ressecar calcificações e fibroses que encontrar dentro do tendão e suturá-lo caso seja necessário.

Convivendo com a Tendinopatia do Manguito Rotador

Quem é diagnosticado com a Síndrome do manguito rotador terá de fazer mudanças no seu estilo de vida. Isso será importante não só para ajudar no tratamento da tendinite como também para prevenir que ele apareça novamente. É fundamental descobrir a causa do problema para não repetir o erro. Também é eficaz avaliar os movimentos que costuma fazer no dia-a-dia, seja no trabalho ou em atividades esportivas, para corrigi-los e adaptá-los. O objetivo é aprender a se movimentar de uma forma que seja menos agressiva para os tendões. Isso se torna ainda mais importante para quem tem atividades que envolvam muito os ombros, como carpinteiros, pintores e quem pratica alguns tipos de esporte como o tênis.

Se no início do tratamento é importante isolar a região afetada e coloca-la em repouso até usando tipoias e talas, depois é necessário voltar a movimentá-la. Um período muito longo sem movimentos pode fazer com que os tendões atrofiem, o que não resolverá o problema – pode até aumenta-lo. Por isso, respeite a prescrição médica sobre a quantidade de dias que ficará em repouso e quando se iniciará o tratamento para fortalecimento do músculo, procurando realizar todos os exercícios de forma correta e aprendendo a adaptar o seu dia-a-dia com movimentos corretos para sua situação.

Prevenindo a Tendinopatia do Manguito Rotador

Quem já foi diagnosticado com a Síndrome do manguito rotador deve ficar atento aos seus movimentos. Para prevenir que o problema volte é necessária uma extensa mudança no seu dia-a-dia, adaptando os movimentos diários para a nova situação. Será necessário reaprender certas atitudes, principalmente as que envolvem movimentos com os ombros.

Enquanto algumas pessoas terão mais facilidade, outras, quando estão em atividades que utilizam muito a região, poderão levar mais tempo até conseguir fazer todas as modificações. O importante é estar atento ao próprio corpo. Atividades físicas são boas para todas as pessoas e quando feitos de forma séria, geralmente envolvem exercícios que tem como objetivo fortalecer os músculos do ombro, o que é uma ótima medida para prevenir a Síndrome do manguito rotador.

No infográfico abaixo, você encontrará alguns exercícios simples que pode realizar em casa para o alongamento e ganho de amplitude de movimento da musculatura do ombro.


Aprofundando um pouco mais sobre dor no ombro: capsulite adesiva e o bloqueio do nervo supraescapular

Ombro congelado, ou Capsulite Adesiva, é um problema comum em prática geral, apresentado como dor que pode ser severa, e como uma progressiva perda de movimentos, resultando na perda de função. É frequentemente considerada uma doença autolimitada, mas a atual evidência não confirma isso. Apesar de estar aumentando a compreensão sobre esta patologia obscura, ainda há confusão sobre qual é o tratamento mais efetivo.

A fisioterapia pode ajudar em estágios iniciais, mas quando a dor no ombro de origem sinovial estiver estabelecida, demonstrou-se ter pouco benefício. Outro tratamento frequentemente usado, são os analgésicos anti-inflamatórios não-esteroides, injeções intra-articulares, e manipulação sob anestesia. Remédios anti-inflamatórios orais proporcionam algum benefício analgésico, mas fazem pouco para resolver a condição. Injeções intra-articulares são normalmente uma combinação de anestesia local e esteroide, e frequentemente têm que ser reaplicadas. Enquanto a maioria dos médicos irão repetir estas injeções (Cyriax é sugerido por oito vezes), outros estressam o risco de artropatia esteroide, bem como a infecção iatrogênica.

A falta de evidência para apoiar a efetividade de esteroides intra-articulares podem ser usadas para justificar o uso de manipulação sob anestesia; contudo, isso também está associado a riscos. Foi sugerido que o bloqueio do nervo supraescapular pode ter um tratamento alternativo mais efetivo. Esta técnica, que foi descoberta em 1941, visa bloquear os nervos para a junta glenohumeral enquanto ramifica-se para a fissura do nervo supraescapular, e é usado para reduzir a dor no ombro causada por diversas patologias.

Na técnica clássica, a agulha é apontada, perpendicularmente à pele, em direção da região da fissura escapular. Se forem reportadas complicações, incluindo pneumotórax e perigo de para o nervo supraescapular e vasos, deve-se limitar o uso. A técnica modificada descrita pelo D’angoisse et al, elimina o risco e pode ser utilizado como primeiros cuidados.

Os estudos médicos aparentam demonstrar que o bloqueio do nervo escapular apresenta melhor resultado do que os métodos tradicionais. Não é claro como o bloqueio do nervo atua para solucionar os sintomas. Como a ação direta de Bupivacaína ou outros anestésicos não ultrapassa algumas horas ou dias, deve haver um efeito na misteriosa patologia, o que é devido em parte à habilidade do paciente de produzir um programa adequado de exercícios.

A Triancinolona incluída na injeção pode ter efeito anti-inflamatório sistêmica, mas deve ser o mesmo nos dois grupos. Um estudo mais definitivo pode também ter um terceiro grupo de pacientes tratados pelo bloqueio do nervo sem esteroides.

Como o bloqueio do nervo produz resultados rápidos, a difusão de seu uso pode produzir economia no tempo médico e maior benefícios econômicos se pacientes estiverem aptos para retornar para o trabalho o quanto antes. Estes fatores podem ser melhor medidos em estudos futuros.
http://www.hong.com.br/dor-no-ombro-pode-ser-sindrome-do-manguito-rotador/

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