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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Hérnia de Disco: O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos...

Hérnia de Disco: O que é, causas, sintomas e tratamentos.


A hérnia de disco ocorre quando parte de um disco intervertebral sai de sua posição normal e comprime as raízes nervosas da coluna vertebral. A hérnia de disco é mais comum nas regiões lombar e cervical, por serem áreas que suportam mais carga e mais expostas ao movimento.


INTRODUÇÃO


Uma hérnia de disco (também chamado de deslocamento de disco ou ruptura do disco intervertebral) ocorre com mais frequência na parte baixa ou lombar das costas, ou na região da nuca (cervical). É uma das causas mais comuns de dor lombar e também de dor na perna (dor ciática ou ciatalgia).

Mais de 80% das pessoas irão ter um episódio de dor lombar em algum momento de suas vidas. Dentre estas pessoas, 10 a 30% podem ter dores lombares ou na perna causada por uma hérnia de disco.

A hérnia de disco pode ser dolorosa e incapacitante. No entanto, a maioria das pessoas evolui com melhora da lesão e dores após algumas semanas ou meses de tratamento não cirúrgico.

A coluna vertebral é formada por articulações compostas pelas vértebras e também pelos discos intervertebrais (que ficam entre as vértebras). Esses discos são formados por um anel fibroso e um núcleo gelatinoso conhecido como núcleo pulposo.

O disco intervertebral é um amortecedor, absorvendo os impactos que a coluna sofre diariamente. E que impactos são esses?

Quando você corre, por exemplo, todas as vezes que coloca os pés no chão a coluna sofre um impacto. Quando você pula, a mesma coisa. Ele é responsável pela sustentação do peso do próprio corpo e de todos os movimentos que você faz como inclinação e rotação da coluna.

Assim, a hérnia de disco consiste na projeção do material do disco intervertebral (núcleo pulposo ou ânulo fibroso) além do espaço intervertebral do disco. O diagnóstico pode ser confirmado por exames de imagem como a ressonância magnética.

No entanto, nem sempre os achados dos exames de imagem são acompanhados de sintomas clínicos.



Estudos de prevalência mostram que mais de 60% das hérnias de disco visualizadas em exames de imagem são assintomáticas. Ou seja, não há correlação clínica com a imagem.



O paciente pode apresentar lesão extrusa ou protrusa, e não sentir nada de dor ou formigamento!

Assim, é importante uma avaliação de um médico especialista caso você apresente dores lombares, para o diagnóstico correto e tratamento adequado.


60% DAS HÉRNIAS SÃO ASSINTOMÁTICAS


Até 60% das pessoas com mais de 40 anos têm uma hérnia de disco extrusa ou protrusa na ressonância magnética, porém são assintomáticos!


MENOS DE 10% IRÃO PRECISAR DE CIRURGIA


Até 90% das crises de hérnia de disco se resolvem em no máximo 6 semanas.

No entanto, 60% das pessoas podem apresentar uma nova crise em até 2 anos.



QUAIS SÃO AS CAUSAS DA HÉRNIA DE DISCO?


A hérnia de disco acontece por causa do aumento da força exercida no núcleo pulposo, com isso ele se desloca e rompe o anel fibroso. O anel vai em direção ao canal medular ou em direção aos espaços por onde as raízes nervosas passam gerando compressão destas estruturas.

Deu para entender?



Explicando mais simplificadamente, o material gelatinoso do núcleo vai para outros lugares e ocupa espaços de outras estruturas, e com isso acaba comprimindo-as, resultando em dor.



Algumas vezes o núcleo pulposo não se rompe, ele apenas se descola empurrando contra as estruturas ao redor. Quando isso acontece o problema ganha outro nome, o de protrusão discal.

Também existe hérnia no disco cervical, com a lesão do disco na altura das vértebras cervicais, podendo ocorrer dor e rigidez na nuca, ombros e braços. A pessoa também sente dificuldade de movimentação dos braços e tem sensação de formigamento.

Já falamos como a hérnia de disco acontece e que isso ocorre pelo seu uso repetitivo, mas o que causa a pressão você vai conferir agora.

Uma das causas da hérnia de disco é o desgaste pelo tempo. Com o passar do tempo, com toda a força e o uso excessivo o núcleo pode enfraquecer e se romper. Algumas vezes um acidente ou injúria podem causar o surgimento da hérnia de disco.

É interessante saber que a hereditariedade é um grande fator nessa doença, provavelmente 99% das famílias vão ter uma ou mais pessoas que sofrem de hérnia de disco. Ou seja, a causa também pode estar ligada a hereditariedade.


Diagnósticos diferenciais


A dor resultante na região lombar ou pernas pode ser pela compressão do nervo ciático (ciatalgia).

Outros diagnósticos diferenciais importantes incluem a Síndrome Dolorosa Miofascial (que pode estar inclusive associada à dor da hérnia de disco), Espondilose, Osteoartrose e Síndrome do Piriforme.





FATORES DE RISCO DA DOENÇA


Você já sabe que a hérnia acontece pelo desgaste natural das cartilagens presentes nos discos invertebrais ou por sobrecargas nas costas. Mas, será que existem fatores de risco? Algumas pessoas possuem mais chance de desenvolver a doença do que outras?

Sim, diversas situações podem levar alguns indivíduos a aumentar suas chances de ter hérnia de disco. São elas:


Postura inadequada, movimentos inadequados


Excesso de peso (sobrepeso ou obesidade)


Atividades de grande esforço físico


Movimentos de repetição






Esses são as principais causas, mas existem outras, por isso é importante procurar um médico se a sua dor lombar persistir.

Muitas vezes, a dor lombar pode ser apenas um dos sintomas de uma doença mais grave. Então, o tratamento com um profissional não qualificado pode apenas mascarar os sintomas de alguma doença mais grave, como infecções ou tumores!




Um artigo publicado na Scielo com o nome “Diagnóstico e Tratamento das Lombalgias e Lombociatalgias” mostra que existem inúmeras circunstâncias que contribuem para o desencadeamento da dor lombar, como insatisfação laboral, obesidade, hábito de fumar, sedentarismo, síndromes depressivas, fatores genéticos e antropológicos, alterações climáticas, modificação na pressão atmosférica e outros.

As causas são muitas, e os tratamentos também

Algumas pessoas têm hérnia de disco e nem sabem disso. Em muitos casos, podemos encontrar protrusões discais ou pequenas hérnias em exames de imagem como a ressonância magnética, mas os pacientes são assintomáticos. A dor da hérnia de disco pode chegar a ser insuportável, e se irradiar na região lombar e cervical.


SINTOMAS DA HÉRNIA DE DISCO LOMBAR


Como já dissemos, a hérnia de disco é uma doença que causa bastante dor na região lombar ou cervical, através da compressão dos nervos pelos discos. Estas dores são insuportáveis, portanto é o sinal mais significativo do problema.

Confira abaixo outros sintomas da hérnia de disco lombar:


Dor irradiando para as pernas, quando o desgaste acontece na região lombar


Dor na região lombar, com piora à flexão da coluna vertebral (flexão anterior)


Sensação de formigamento, sensação de queimação irradiada (parestesias ou disestesias)


Sensação de fraqueza nas pernas, por atingir raízes dos nervos da musculatura das pernas


Dificuldade em elevar a parte anterior do pé (pé caído ou pé em gota)


Dor ao longo do trajeto do nervo ciático (coluna, nádega, coxa e perna)

SINTOMAS DA HÉRNIA DE DISCO CERVICAL


A hérnia de disco cervical pode causar uma variedade de sintomas na região do pescoço, ombros, braços, mãos e dedos. O padrão de dor irá depender principalmente da localização do disco herniado.

A região cervical consiste de 7 vértebras cervicais, também chamadas de C1 a C7, com a numeração aumentando de cima para baixo. O nervo que é afetado pela herniação de disco é o nervo que sai na altura da vértebra. Por exemplo, no nível entre C5-C6, a raiz afetada é o do nervo C6.


Dor nos braços ou ombros, quando o problema está na região da nuca (cervical)


Dor com padrão em choque, ou agulhada fina, na região cervical até os braços


Sensação de formigamento nos ombros, braços e mãos, dependendo da altura da hérnia


Sensação de fraqueza nos braços, por atingir raízes dos nervos do membro superior


Dor ao se mover o pescoço, como na flexão anterior ou rotação lateral do mesmo.


Sensações desagradáveis (disestesias) na região cervical ou membro superior



DIAGNÓSTICO DA HÉRNIA DE DISCO


É preciso responder com exatidão a todas as perguntas feitas pelo médico. Desta forma, ele compreenderá mais rapidamente o seu problema e encaminhará você a procedimentos que levarão à erradicação da doença. Portanto, dê respostas as mais completas possíveis.

O médico irá avaliar o padrão, intensidade, e duração de sua dor lombar ou na perna. Irá também perguntar de acidentes prévios, outras doenças ou lesões que possa ter realizado na coluna, além de histórico cirúrgico ou de outros procedimentos já realizados na coluna.

Ao perceber a possibilidade do paciente estar com hérnia de disco, o médico irá fazer um exame físico, especialmente na região das costas. Ele também fará um exame neurológico, testando reflexos, força muscular, capacidade de andar e sensibilidade (ao toque, a agulhadas e também a vibrações).



Em muitos casos esta combinação de exames mais a conversa com o paciente são suficientes para diagnosticar ou descartar um caso de hérnia de disco.



Porém, se o profissional de saúde não tiver certeza, ele poderá solicitar a realização de exames, como os citados abaixo:




Eletroneuromiografia, que identifica a raiz do nervo em questão, e testes da velocidade de condução do nervo, para avaliar se há alguma radiculopatia ou compressão nervosa

Ressonância magnética ou tomografia computadorizada da coluna, para visualizar a lesão e a altura da compressão da raiz nervosa

Radiografia da coluna, para excluir outras doenças (como fraturas) que causam dor nas costas ou no pescoço. Somente este exame não é necessário para diagnosticar a hérnia, ele é apenas complementar.

Mielograma, exame invasivo que determina o tamanho e a localização da hérnia, em casos de dúvida diagnóstica após a ressonância magnética


Dor ciática (ciatalgia)

Ciática, ou ciatalgia, é a dor ao longo do curso do nervo ciático, geralmente resultado de comprometimento de raiz nervosa na coluna, mas pode ser também por compressão ou inflamação do próprio nervo.


MEDICAÇÃO UTILIZADA PARA TRATAMENTO DE HÉRNIA DE DISCO


Os medicamentos mais comuns para o tratamento de hérnia de disco consistem em medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, podendo-se também utilizar relaxantes musculares e medicamentos opióides.

Medicamentos adjuvantes para o tratamento de dores crônicas como alguns antidepressivos e anticonvulsivantes também são comumente receitados para o tratamento.

Porém, a pessoa deve evitar se automedicar por períodos prolongados, sendo obrigatória a procura de um médico, que fará o diagnóstico e indicará o melhor remédio para esta situação.

Todo medicamento pode ter consequências desagradáveis, e o profissional de saúde saberá explicar como ele deverá ser tomado, citando também os efeitos colaterais.

Automedicar-se é uma atitude que pode gerar problemas graves, piorando a doença e podendo provocar complicações. Exemplos comuns incluem lesões hepáticas e gástricas com o uso prolongado e indiscriminado de anti-inflamatórios não esteroidais e medicamentos corticóides, como a prednisona.



TRATAMENTO DA HÉRNIA DE DISCO


Depois de confirmado o diagnóstico de hérnia de disco, são receitados alguns cuidados ao paciente. Normalmente é prescrito repouso por um curto período de tempo, além de medicamentos para aliviar a dor e também sessões de acupuntura e fisioterapia, por último.

Geralmente, pode se obter completa recuperação do problema quando são seguidas estas orientações à risca. Uma pequena parcela dos pacientes precisa de procedimentos mais invasivos, como injeção de esteroides ou cirurgia.

Outros medicamentos e tratamentos também podem ser receitados para a hérnia de disco, dependendo da causa:


Para casos de levantamento excessivo de peso ou dores agudas e recentes, são receitados anti-inflamatórios e opióides, se apresentarem dores fortes nas costas ou nas pernas.

Para pacientes que se queixam de espasmos nas costas, recomendam-se relaxantes musculares. Casos mais raros pedem esteroides, via oral ou intravenosa.

A Acupuntura é uma ótima opção terapêutica, devido a seus efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxante muscular, ajudando no controle das crises de dor, e espaçamento das crises.

É um procedimento seguro, rápido, podendo-se obter já bons resultados após algumas sessões.

Uma nova opção de alívio analgésico é a Terapia por Ondas de Choque (ESWT).



Injeções de esteroides diretamente na espinha são eficazes para controlar a dor por meses, além de reduzir o inchaço causado pela hérnia de disco e aliviar os sintomas. Normalmente elas são aplicadas no consultório médico.

A fisioterapia é uma reabilitação feita após o tratamento medicamentoso e o período de repouso. Os pacientes em tratamento serão orientados ao que fazer para minimizar as dores causadas pela hérnia de disco. Serão prescritos exercícios e posições adequadas, que causam alívio do sintoma.



Em último caso, quando todos os itens acima foram testados e não houve melhora, a cirurgia é o recurso. Ela se aplica a poucos casos, quanto os sintomas não desaparecem ao longo do tempo.



CONVIVENDO COM A HÉRNIA DE DISCO


Para se recuperar mais rapidamente de hérnia de disco, o paciente pode tomar algumas providências. Estas sim são seguras e agirão em benefício dele:

– tomar analgésicos recomendados pelo médico, seguindo suas instruções à risca;

– fazer compressas com água quente ou gelo, que aliviarão a dor e a inflamação local;

– movimentar-se de vez em quando, já que o repouso completo poderá gerar problemas nas articulações ou fraqueza muscular. Sempre que possível, se levante e dê uma pequena volta, mesmo que seja ao redor de sua residência.

– realizar alongamentos para relaxamento muscular, evitando contraturas e perpetuação da dor crônica da hérnia de disco.


Hérnia de Disco

A hérnia de disco ocorre quando parte de um disco intervertebral sai de sua posição normal e comprime as raízes nervosas vertebrais. Aprenda mais sobre ela, suas causas, sintomas e tratamentos.


COMPLICAÇÕES DA DOENÇA


Se não for tratada, ou o tratamento não for eficaz, a hérnia de disco pode gerar algumas complicações:

– dor nas costas a longo prazo e piora dos sintomas;

– perda de movimento ou de sensibilidade nas pernas ou nos pés;

– perda de funcionalidade do intestino e da bexiga;

– lesão permanente na medula, em raros casos.



PREVENÇÃO DA HÉRNIA DE DISCO


Será possível prevenir seu corpo contra hérnia de disco? Sim, confira diversas atitudes abaixo.

– Mantenha a postura alinhada. Posturas inadequadas sobrecarregam a coluna e aumentam a carga nos discos intervertebrais.

– Não abuse do salto. Apesar de não haver comprovação científica, usar sapato de salto muito alto aumenta a curvatura natural da região lombar. Assim, a musculatura local fica cansada e pode causar dores. Esta é uma predisposição para hérnia.

– Controle seu peso corporal. Excessos poderão sobrecarregar a coluna, já que os músculos da barriga e das costas protegem-na. Quanto mais peso a pessoa tiver, maior será a quantidade de gordura (e menos de músculos), diminuindo a proteção. Desta forma, todo o peso do corpo será equilibrado pela coluna.

– Não carregue peso excessivo. Se você precisar carregar vinte quilos em suas costas eventualmente, a sobrecarga provavelmente não acarretará danos. Porém, se esta atividade for frequente, como acontece em algumas funções de trabalho, poderão acontecer prejuízos aos discos invertebrais. O ideal é não carregar mais do que 10% do seu peso.

– Pare de fumar. As substâncias presentes no cigarro diminuem a quantidade de vasos sanguíneos responsáveis pela nutrição dos discos. Se não forem nutridos adequadamente, ficarão enfraquecidos e mais suscetíveis a lesões, como a hérnia de disco.

– Só faça exercícios físicos com orientação especializada. O não seguimento desta recomendação poderá sobrecarregar músculos e articulações, além de provar lesões na coluna. Sempre se alongue antes de começar uma atividade.

– Abaixe-se corretamente. Ao pegar objetos que estão no chão, abaixe-se totalmente. Você deve se levantar da cadeira e dobrar os dois joelhos, mantendo a coluna reta.

– Pratique ergonomia. Atente-se ao alinhamento correto de equipamentos eletrônicos e móveis. Coloque uma almofada no encosto da cadeira e levante-se a cada meia hora, fazendo pequenos alongamentos ao longo do dia.

São práticas saudáveis que levarão você a diminuir as chances de ter doenças, melhorando também sua qualidade de vida.


Mitos e Verdades sobre as Lombalgias

Aprenda um pouco mais sobre as lombalgias, e alguns de seus mitos e verdades sobre essa dor que afeta milhões de pessoas.


OUTRAS ATITUDES SIMPLES PARA EVITAR DORES NAS COSTAS

Algumas atitudes podem ser tomadas para evitar lombalgia. São todas elas simples e melhorarão sua qualidade de vida como um todo, mesmo quando não há dores nas costas.



– Alinhe sua postura: sentar ou deitar de forma ereta evita dores, especialmente crônicas;

– Quando fizer exercícios com peso, proteja suas costas. Deite-se ou sente com um apoio para elas;

– Evite carregar peso excessivo;

– Não permaneça curvado por muito tempo;

– Ao se abaixar, dobre os joelhos e mantenha a coluna reta;

– Cuidado com o colchão que você dorme: ele não pode ser mole ou duro demais;

– O travesseiro ideal é aquele nem muito mole, nem muito duro. Também não deve ser muito alto ou muito baixo, pois pode provocar dores nas costas, já que a coluna não fica alinhada.

– Mantenha seu peso em forma. Pessoas acima ou abaixo do peso têm mais chances de ter lombalgia. Os gordinhos ou obesos possuem menos flexibilidade da coluna, além de menor resistência das articulações e menos força muscular. A gordura da região abdominal desloca a coluna para frente, sobrecarregando os músculos das costas. Já os magros podem ter problemas alimentares, como a deficiência de cálcio. Se faltar esta substância, a pessoa pode ter osteoporose e desenvolver fraturas nos ossos.

– Assista TV sentado, com a cabeça alinhada ao tronco e as costas apoiadas no sofá. É recomendável não deitar de barriga para cima, pois você terá que se virar para assistir e isso pode provocar dores. Ficar de bruços também não é o ideal, pois aumenta a curvatura da coluna e corre-se o risco de torções no pescoço. Jamais se deite com a cabeça no braço do sofá. Esta posição favorece dores no pescoço, semelhantes ao torcicolo.

– Faça atividades físicas pelo menos três vezes por semana. Ser sedentário prejudica o organismo por diminuir a flexibilidade, além da fraqueza muscular nas costas, no quadril e nas coxas. Tudo isso contribui para a diminuição do movimento das articulações, inclusive nas tarefas cotidianas. Porém, estas atividades precisam ser supervisionadas por um profissional de academia, já que, feitas de maneira errada, também podem provocar lombalgia.

– Deixe o monitor do computador na altura dos seus olhos. Abaixar-se para olhar a tela provoca dor no pescoço. O teclado deve ficar em um ângulo de noventa graus com os cotovelos e os punhos precisam estar na mesma linha que o teclado. Nossa cabeça pesa em torno de cinco quilos. Se você se abaixar para olhar o monitor, todo o peso dela ficará a cargo da coluna, gerando um peso aproximado de treze quilos.

– Não fique muito tempo sentado, pois esta posição pode provocar dores nas costas. A cada meia hora levante-se e faça rápidos alongamentos, para relaxar os músculos.

– Nesta posição, é possível manter a ergonomia e melhorar a postura com algumas atitudes. Não cruze as pernas, deixe-as alinhadas e ligeiramente afastadas, com os pés firmemente apoiados no chão. A altura da cadeira deve ter a mesma distância entre seu joelho e o chão. Sente-se sobre o osso do bumbum, com seu quadril levemente para frente. Mantenha-se ereto, com os ombros suavemente inclinados para trás. Os braços devem pender ao lado do corpo, sendo que os antebraços ficam apoiados na mesa de trabalho.

– Procure não viver sob estresse constante, ele pode levar à tensão lombar. Combata estas situações com alongamentos e exercícios, além de respirar fundo. Mexa os ombros com movimentos circulares e abra e feche as mãos. Outras opções são ioga e exercícios aeróbicos, como corrida.





ALGUMAS SOLUÇÕES SIMPLES PARA TRATAR DORES NAS COSTAS


Você pode tentar aliviar a sua dor nas costas com algumas maneiras simples.



– Faça uso de analgésicos ou anti-inflamatórios. Procure um médico para que ele possa orientar você quanto ao modo correto de uso, especialmente porque talvez seja necessário também um medicamento que protege o estômago dos danos causados por estes remédios. Exemplos: paracetamol, ibuprofeno ou nimesulida. Relaxantes musculares, como a ciclobenzaprina (Miosan, Mitrul), também podem ser eficazes.

– Se necessário, o profissional de saúde também poderá receitar injeções de anti-inflamatórios ou pomadas anti-inflamatórias.

Estes medicamentos aliviam a dor e o inchaço, porém a lombalgia deve ser investigada para que a causa desta dor possa ser tratada. Se não for, pode se tornar uma situação crônica, inclusive incapacitando a pessoa.

– Converse com o médico sobre a necessidade de fisioterapia. As sessões aliviarão a dor e a inflamação, contribuindo com os efeitos esperados pelos medicamentos. Além disso, também podem-se fazer alongamentos na clínica ou em sua residência, conforme orientação do profissional.

– Tanto o fisioterapeuta quanto o médico podem indicar ao paciente alguns exercícios para aliviar a dor nas costas. Eles serão capazes de definir as modalidades adequadas, respeitando as limitações do indivíduo e seus gostos. Até mesmo uma caminhada por ser bastante eficaz.

– Faça compressas quentes. Elas deverão agir no local por quinze minutos e trarão alívio imediato. Sua função é melhorar a corrente sanguínea e relaxar os músculos, o que provoca diminuição da dor.

– Faça massagens locais para lombalgia. Use óleo de lavanda e massageie a região de duas a três vezes ao dia, sem forçar demais os músculos.

– A acupuntura também pode tratar dor nas costas, porém o tratamento deve ser feito por profissionais de qualidade. A acupuntura tem ação local analgésica, anti-inflamatória, e relaxante muscular, podendo ajudar em poucas sessões com melhora na contratura muscular, nas dores. Outros efeitos benéficos secundários da acupuntura seriam o auxílio na melhora do sono, e tratamento de outros fatores concomitantes comuns como stress e ansiedade.

O médico fisiatra poderá também realizar o bloqueio (ou infiltração) paraespinhosa nos casos de lombalgia músculo-esquelética, devido à cronificação da dor e sensibilização central.





ACUPUNTURA NO TRATAMENTO DE LOMBALGIA


Como já dito anteriormente, a Acupuntura apresenta efeitos analgésicos, relaxante muscular e anti-inflamatórios, auxiliando no tratamento de lombalgias.

A acupuntura ajuda a tratar a síndrome dolorosa miofascial, com a inativação dos pontos gatilhos dolorosos e melhora das bandas tensas, que muitas vezes cronificam e pioram a dor lombar sentida pelo paciente.

Em casos de lombalgias por hérnia de disco, a grande maioria dos pacientes terá alívio das dores pois a dor acaba sendo mista, com componente muscular e componente neuropático.



Várias pesquisas científicas demonstram o benefício da acupuntura no tratamento de dores lombares. Veja a seguir algumas delas



Os resultados de um estudo recente publicado no Clinical Journal of Pain demonstraram a eficácia da acupuntura no alívio das dores, e que a acupuntura foi também um procedimento seguro e eficaz. O alívio da dor e outros sintomas pôde ser mantido por até 6 meses após o término das sessões. Os pacientes também não relataram efeitos adversos da terapia, o que geralmente não ocorre com o uso crônico de medicamentos para o tratamento de dor convencionais.

Outro estudo sobre a acupuntura no tratamento de lombalgias comparou a acupuntura com a eletroacupuntura e um tratamento placebo. O estudo foi realizado por pesquisadores do Lund University Hospital na Suécia, com 50 pacientes. Os pacientes preencheram um diário da dor para que os pesquisadores analisassem como reagiam ao tratamento. A análise desse diário revelou diferenças significativas entre o tratamento por acupuntura e placebo após um, três e seis meses de tratamento, com a acupuntura apresentando efeitos melhores que o placebo em todos esses intervalos.

Os pacientes submetidos ao tratamento com acupuntura real também apresentaram menor quantidade de episódios de alterações do sono, se comparados ao grupo placebo.


Outros estudos inclusive encontraram que a acupuntura real ou sham poderia ser mais eficaz que o tratamento convencional com medicamentos e fisioterapia.

Os últimos guidelines da Sociedade Americana de Dor e o Colégio Médico Americano orientam que os médicos considerem recomendar a seus pacientes o uso da acupuntura no tratamento de lombalgia crônica que não apresentou melhora com o tratamento convencional.

Mas como a acupuntura funcionaria no tratamento dessas dores? O tema ainda é controverso, e o mecanismo não é totalmente estabelecido.

Pesquisas em modelos animais indicam que o efeito da acupuntura pode ser pelo estímulo no sistema nervoso central. O agulhamento estimularia a liberação de hormônios e neurotransmissores nos músculos, medula espinhal e cérebro.

Essas substâncias poderiam então modular a experiência da dor, ou produzir alterações no corpo que promovem a sensação de bem estar.


EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS DA ACUPUNTURA


Uma revisão sistemática recente de 22 estudos de acupuntura também encontrou que a acupuntura resultou em alívios significativos na lombalgia crônica, se comparados ao placebo ou tratamento sham.


OUTRAS TEORIAS SUGEREM QUE A ACUPUNTURA FUNCIONA POR


– Acelerar a transmissão de sinais eletromagnéticos dos neurônios. Isso poderia acelerar a liberação de analgésicos do nosso próprio organismo, como as endorfinas. Ou poderia então acelerar a liberação de células do sistema imune no corpo.

– Liberar opióides endógenos (naturais) de nosso próprio organismo. Essas substâncias, ao atuarem no cérebro poderiam diminuir a sensação dolorosa ou promover a melhora na qualidade do sono e relaxamento.

– Alterar a neuroquímica cerebral por modular a liberação de neurotransmissores e hormônios neurais. Os neurotransmissores estimulados pela acupuntura poderiam então estimular ou modular os impulsos nervosos. Os neurohormônios poderiam afetar a função ou atividade de algum órgão em nosso organismo.



PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE DOR LOMBAR


O que é hérnia de disco?

A hérnia de disco ocorre quando um disco (um dos “amortecedores” da coluna) desenvolve uma rachadura ou fissura na sua casca exterior (anel fibroso), o que permite que o fluido interno do disco interna (o núcleo pulposo) possa escapar e comprimir a raiz de um nervo, resultando em dor.

O que faz com que os discos herniem?

A maioria das hérnias de disco são causadas por alterações degenerativas que ocorrem na coluna vertebral, como parte do processo natural de envelhecimento. Após facilitarem o movimento e suportarem o peso do corpo por anos, os discos podem tornar-se menos flexíveis, perder o conteúdo de água e endurecerem (degeneração discal), tornando-os propensos a herniarem.

Quais são os sintomas de uma hérnia de disco?

Surpreendentemente, alguns pacientes com hérnia de disco não apresentam sintomas.

Enquanto o rompimento no anel fibroso pode causar dor localizada e inflamação, sintomas graves normalmente só ocorrem quando o núcleo pulposo entra no canal espinhal e comprime um nervo espinhal, raiz do nervo ou a própria medula espinhal. Quando isso ocorre, os sintomas podem incluir dor, dormência, formigamento e fraqueza muscular que irradia para os membros.



Por que é importante avaliar com cuidado a irradiação da dor?

A dor lombar simples geralmente não irradia, mas quando ela irradia é importante analisar. quando ele vai até o joelho pode estar relacionada com estruturas da própria coluna, já quando irradia abaixo do joelho é radicular.

Analisando o trajeto da dor é possível diagnosticar a raiz da dor. Por isso é importante avaliar com cuidado a irradiação.



Por que a lombalgia mecânica comum pode virar crônica?

É possível uma dor lombar mecânica torna-se crônica em alguns casos, mas os estudos ainda não estão totalmente esclarecidos.

Não é possível identificar com certeza a causa de evolução, mas sabemos que os fatores de risco para dor lombar crônica são diferente dos fatores de risco da lombalgia aguda e mecânica.



É comum médicos errarem no diagnóstico? Qual a principal causa do erro?

Muitos pacientes com lombalgia não sabem definir exatamente onde está sua dor, além disso existe uma super valorização dos exames de imagens.

Essa é a principal fonte de erro nos diagnósticos, o exame de imagem é importante para verificar infecções e neoplasias, mas vários aspectos da coluna são inespecíficos nesse exame. Alguns médicos também deixam de fazer exame físico e anamnese que são importantes para definir um diagnóstico correto.



Quais os principais aspectos da anamnese?

Apenas com a anamnese é possível diagnosticar de forma precisa, claro que exames precisam ser feitos, mas a anamnese é muito importante e você deve cobrar do seu médico. Com ele o médico avalia vários aspectos como a evolução da dor, o ritmo, a presença de outros sinais como febre, perda de peso e má resposta terapêutica. Ele também deve avaliar a irradiação da dor os fatores que ajudam a melhorar ou que pioram a dor, quando iniciou a dor, entre outras coisas.

http://www.hong.com.br/hernia-de-disco-o-que-e-causas-sintomas-e-tratamentos/

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