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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Será que eu estou com mau hálito?

Você já entrou em um cômodo recém-pintado? Inicialmente, nosso nariz fica incomodado. Alguns minutos depois, mesmo que a tinta ainda esteja fresca, o odor vai ficando imperceptível. Esse é também o motivo pelo qual o mau hálito é tão traiçoeiro: o olfato acostuma-se com a condição, transformando-a em um inimigo oculto. É a chamada fadiga olfativa. Conversamos com especialistas no assunto, que explicam os principais sinais da halitose e o que fazer diante dessa suspeita.


Amigos para sempre


De acordo com o Dr. Carlos Alberto Muzilli (CRO SP – 32829), presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-dentistas (APCD) – Regional Sorocaba, uma das formas mais eficientes de se detectar a halitose é a percepção de pessoas próximas e de confiança. A dra. Letícia Boos (CRO-RS -9889), presidente da Associação Brasileira de Odontologia – Regional Novo Hamburgo, orienta que esse amigo ou parente cheque seu hálito algumas vezes ao dia, em diferentes horários.


Espelho, espelho meu


Uma das causas do mau hálito é a presença da saburra lingual. Com a ajuda de um espelho, coloque a língua o máximo possível para fora e verifique se ela apresenta uma camada esbranquiçada ou amarelada no fundo. Esse pode ser um indício de halitose. A dra. Letícia reforça que experiências como a de raspar o fundo da língua com uma gaze, ou lamber o dorso da mão e esperar alguns minutos para verificar o odor, não são recomendadas. “Nem sempre encontramos alguém disposto a dizer: você está com mau hálito. Por isso, a palavra final é do cirurgião-dentista. Hoje, já existem até aparelhos específicos para detectar o problema”, pondera a especialista.


Causa e consequência


A avaliação profissional é fundamental também para definição da causa. Entre os fatores que favorecem o mau hálito, estão:


– presença de saburra lingual;


– gengivite e sangramentos;


– placa bacteriana;


– redução de saliva ou boca seca;


– hábitos alimentares;


– uso de alguns medicamentos;


– estresse;


– tabagismo;


– doenças como amidalites, faringites, sinusites, deficiências renais ou hepáticas e diabetes, além de inflamações bucais e dentárias.


Carlos Muzilli lembra que, embora 90% dos fatores tenham origem na boca, há uma variedade muito grande entre eles. “Para cada causa, um tratamento”, define o especialista.


Invista em você


Para evitar o problema, não é necessário milagre, e sim, mudança de hábitos. Usar o fio dental, fazer bochechos e limpar a língua conforme orientação do dentista; ter uma dieta balanceada, evitando excesso de gorduras, frituras e café; beber pelo menos dois litros de água por dia; controlar o estresse e abandonar o cigarro são medidas que podem trazer de volta a boa convivência e a autoestima que o mau hálito roubou. Invista na sua qualidade de vida!



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