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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Mandioca: alimento típico do Brasil apresenta muitas vantagens nutricionais...

Além disso, ela também pode ser usada para criar embalagens biodegradáveis
Por Amada44 (Own work) [GFDL or CC BY 3.0], via Wikimedia Commons

Alimento típico do Brasil, a mandioca é um importante constituinte da alimentação de muitas pessoas, principalmente das que vivem em regiões rurais, além de fazer parte do folclore de nosso país. A lenda conta que a mandioca tem origem na morte precoce de Mani, neta de Tuxaua (líder da tribo), que foi enterrada na oca em que morava. Após passar o tempo, uma planta nasceu no lugar onde o corpo fora enterrado, certa vez a terra se abriu aos pés da planta e os índios visualizaram uma raiz branca e deram o nome de Manioca (casa de Mani); à planta, deram o nome de Maniva. No Brasil, a mandioca possui uma estreita relação com a formação socioeconômica do país, estando presente em vários momentos de nossa historia - é considerada uma ”herança indígena” em todo o território brasileiro.
Tipos

Os cultivares da mandioca podem ser divididos em dois grupos. O primeiro é o mais popular, que tem diversas denominações: mandioca doce, mandioca de mesa, aipim, macaxeira e mandioca mansa - esse tipo de mandioca é utilizado para consumo fresco humano ou animal. O segundo grupo é denominado de mandioca amarga ou brava (imprópria para consumo fresco), geralmente utilizada na indústria de alimentos para produção de farinha ou fécula, por exemplo.

A grande diferença entre os dois grupos é a concentração de ácido cianídrico presente na raiz, sendo que, no primeiro grupo, a concentração é inferior a 100 partes por milhão (ppm) ou 100 mg de ácido cianídrico por quilograma de raiz. O ácido cianídrico é um composto tóxico para os seres, e estima-se que a dose letal de ácido cianídrico oscile entre 50 a 60 mg/Kg de peso, dessa forma, o processamento da mandioca do segundo grupo é imprescindível para evitar-se a ocorrência de intoxicação alimentar. Um caso de intoxicação pelo consumo da mandioca brava ocorreu na cidade de Limeira, em São Paulo, no ano de 2003, levando um paciente a óbito. O diagnóstico ocorreu após a internação de mais dois pacientes que relataram o consumo de mandioca com gosto amargo.

Produtos e fonte de renda

Os principais produtos do aipim (mandioca mansa) são os minimamente processados: ou seja, mandiocas que são vendidas na feira descascadas; ou os processados, como mandioca pré-cozida congelada, sem contar os “chips” feitos com o alimento. Já os produtos derivados da mandioca brava são a farinha seca, farinha d’água, fécula ou polvilho doce e polvilho azedo - o processamento da mandioca ocorre em fecularias, sendo o principal produto a fécula ou amido da mandioca, servindo de matéria-prima para as indústrias de papel, têxtil e alimentícia, e também como lubrificante nas indústria de petróleo. Atualmente, a fécula da mandioca vem ganhando espaço na industria de embalagens como matéria-prima de embalagens biodegradáveis, representando um grande avanço para a questão dos resíduos sólidos que são despejados no meio ambiente.

O cultivo da mandioca, e seu beneficiamento, representam a principal fonte de renda de varias regiões brasileiras, sendo que as pequenas agroindústrias que beneficiam a mandioca desempenham um papel fundamental para o desenvolvimento do país. Segundo a Associação Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober), as casas de farinha, locais onde se beneficia a mandioca, garantem emprego e renda para produtores, familiares e demais agentes envolvidos, movimentando a economia das localidades onde estão inseridas. Esta atividade, além de ser utilizada para a subsistência, apresenta-se como uma opção promissora de agronegócio, pois a mandioca beneficiada pode gerar vários produtos de alto valor agregado, tanto para a utilização humana quanto para alimentação animal.
Alternativa para quem não come glúten

A mandioca é uma planta da família Eufhobiacea, que produz raízes com alto teor de amido e também é fonte de fibras e carotenoides. É o principal substituto alimentar de pessoas celíacas, pois não apresenta em sua constituição o glúten. Porém, as folhas da mandioca também podem exercer um grande papel na nutrição humana, uma vez que são fonte de proteínas, mas sua digestibilidade é baixa. Pesquisas realizadas indicam que os teores de proteínas nas folhas de mandioca variam entre 20,77 g e 35,9 g/100 g de massa seca, sendo comparado ao teor de proteína presente em hortaliças, como a couve (30,84 g/100g de massa seca). Além de ser fonte proteica, as folhas da mandioca também apresentam teor considerável de minerais, como zinco, ferro, manganês e magnésio, de vitamina C e de betacaroteno. Entretanto, as folhas da mandioca também apresentam altos teor de ácido cianídrico, sendo necessária a cocção, maceração ou desidratação das folhas antes de seu consumo.

Muito utilizada na culinária brasileira, a mandioca é o principal ingrediente de bolos, tapioca, escondidinho, e pode substituir a batata na preparação de massas; no caso do polvilho, é o ingrediente base de produtos como o pão de queijo e biscoito de polvilho. Opções para saborear a "rainha do Brasil" não faltam, inove seus hábitos alimentares utilizando a mandioca em suas preparações culinárias diárias, e dê preferência aos produtos in natura ou minimamente processados.

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