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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Sexo: as 5 mais estranhas razões pelas quais transamos (de acordo com a ciência)

Desde que Charles Darwin criou sua teoria da evolução, todos nós presumimos que tudo o que fazemos – o que comemos, o que bebemos, os companheiros que escolhemos etc – é em última instância voltado a um objetivo: perpetuar a espécie.

Mas chegar de A a Bebê não é tão intuitivo quanto imaginamos. Os cientistas não conseguiram até agora descobrir por que fazemos sexo. As teorias por trás de nossos comportamentos sexuais são muitas. Abaixo, você pode conferir algumas, mas tenha em mente que elas são apenas palpites que ainda não foram confirmados. Se forem verdadeiras, no entanto, o sexo é ainda mais estranho do que pensávamos.

5. O ato de beijar evoluiu como uma proteção contra vírus

Praticamente todas as culturas humanas se beijam, e alguns outros animais fazem isso também. Por quê?

Pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, criaram uma hipótese de que o beijo evoluiu como uma forma das mulheres se exporem a uma infecção chamada citomegalovírus.

Ela é da mesma família que o vírus do herpes. E não temos como saber se o nosso parceiro a possui até que seja tarde demais.

Isso é uma má notícia para a espécie – se uma mulher desenvolve citomegalovírus ativo durante a gravidez, há uma chance de 50% de um aborto natural. Mas, se ela ficar exposta a “pedacinhos” do vírus nos meses que antecedem a gravidez, pode ser inoculada de uma infecção primária perigosa.

A maneira mais fácil de transmitir o vírus é através da troca de saliva. Logo, a teoria é de que, ao invés de partir direto para a relação sexual (que poderia deixar uma mulher imediatamente grávida, dar-lhe “mega herpes” e talvez matar seu filho), criou-se esse período pré-sexo dos beijos.

Essa é uma teoria melhor e menos nojenta do que uma outra que sugeriu que beijar evoluiu como um resultado natural de mães pré-mastigando alimentos para os seus filhos (e amantes).

4. As mulheres têm seios fartos para seus bebês não sufocarem

Os seios humanos são únicos. Os animais não possuem seios fartos, a menos que estiverem lactando. Apenas mulheres humanas não voltam a ter seios planos quando não estão mais amamentando.

Por quê? Uma hipótese acredita que os seios humanos foram projetados para que os bebês não sufoquem e morram durante a amamentação.

A diferença entre a cara de um bebê e de outros animais é geralmente o nariz. A maioria dos mamíferos tem focinhos protuberantes. Humanos, não. Se eles tentassem sugar leite de uma superfície plana, seus narizes seriam esmagados e provavelmente cortariam seu suprimento de ar.

Assim, a teoria é de que, à medida que os seres humanos evoluíram rostos planos para compensar seus enormes cérebros durante o trabalho de parto, as mulheres desenvolveram peitos maiores para alcançar as pequenas bocas de seus bebês.

Sorte para a humanidade que as mulheres odeiam quando seus bebês sufocam.

3. O ato de gemer é um convite para sexo grupal

A frequência, a intensidade e o tipo de ruídos sexuais que as pessoas fazem variam de cultura para cultura. Não temos muitos estudos sobre isso em humanos, a não ser observações casuais.

No entanto, no que se trata dos animais, sabemos que fêmeas primatas fazem bastante barulho durante o sexo (especialmente bonobos). Também sabemos que pelo menos alguns desses ruídos não têm nada a ver com orgasmos.

Os pesquisadores Cacilda Jetha e Christopher Ryan pensam que tem a ver com promiscuidade. Em seu livro de 2010, “Sex at Dawn”, Jetha e Ryan falam sobre uma surpreendente teoria de que os seres humanos não deviam ser monogâmicos, porque não foram feitos para isso. Entre as justificativas para sua teoria, Jetha e Ryan citam ruídos copulatórios femininos.

Lembra dos bonobos? Eles são parentes muito próximos dos seres humanos, assim como os chimpanzés. Durante o sexo, fazem muitas das mesmas coisas que nós, como troca de beijos, sexo oral e relações sexuais cara a cara.

Eles também não são monogâmicos. Quando as fêmeas estão no rala-e-rola, elas fazem muitos ruídos, não para demonstrar que estão se divertindo, mas para que outros machos nas vizinhanças as ouçam. É uma chamada de acasalamento, um convite.

Dada a semelhança entre os bonobos e a nossa espécie, fica a dúvida: será que os gemidos e barulhos sexuais humanos nasceram da mesma tendência?

2. Fazemos sexo para combater parasitas

Há grandes desvantagens para as relações sexuais, como a oportunidade de contrair e transmitir doenças, ou toda a energia e recursos que são gastos com o cortejo e o namoro.

Compare isso com as maneiras como outros animais se reproduzem. Por exemplo, os afídeos não precisam de machos – as fêmeas fazem clones de si mesmas a cada 10 minutos. Algumas estrelas do mar conseguem utilizar um de seus membros para fazer um bebê.

Então, por que a humanidade tomou uma direção diferente? Por que não apenas clonamos a nós mesmos? Por que não perdemos um braço e ganhamos um bebê?

A resposta é que o sexo – do tipo “mistura de fluidos” – resulta em adaptação constante. Cada criança carrega o melhor de sua mãe, seu pai, seus avós e seus amantes. Cada um de nós é uma bagunça de material genético. E isso é bom, porque a mudança é o que nos mantém em vantagem quando se trata de nossos inimigos biológicos.

Os seres humanos estão em uma espécie de corrida armamentista com todas as outras espécies, especialmente as que mais importam para nós: os parasitas.

Animais que se reproduzem assexuadamente nunca têm a chance de misturar genes para chegar a novas e melhores combinações para a próxima geração. Isso os torna mais vulneráveis quando um parasita cruza seu caminho.

Os cientistas já provaram essa teoria em laboratório. Eles usaram uma determinada bactéria e seu parasita viral. Algumas bactérias ficaram isoladas de seu parceiro parasita. Outras coevoluíram ao seu lado, como fariam na natureza. O segundo grupo evoluiu duas vezes mais rápido que o primeiro, com mais mutações e diversidade. Em seguida, os pesquisadores infectaram as bactérias isoladas com o vírus. Elas foram aniquiladas.

Em resumo: se não fizéssemos sexo, essa bactéria seria nós toda vez que nos deparássemos com uma gripe.

1. O orgasmo feminino pode ser um acidente

O orgasmo masculino faz sentido. Tudo sobre o processo de ejaculação é voltado para a criação de seres humanos. Precisamos dele se queremos continuar como uma espécie.

Já o orgasmo feminino não tem um propósito (aparentemente). Embora existam algumas teorias que especulam sobre sua utilidade, tem uma sugestão que parece mais interessante: ele é um acidente feliz.

Há dois tipos de orgasmos femininos. O tipo raro é o vaginal. O tipo regular é clitorial. O termo “ponto G” se refere a orgasmos vaginais (interiores). Entre 70 e 80% das mulheres têm orgasmos via clitóris (exteriores).

De acordo com a professora de biologia Elisabeth A. Lloyd, pode ser que o clitóris seja um resquício do que teria sido um pênis.
Todos nós começamos como “girinos” sem sexo no ventre de nossas mães. Antes que meninos se tornem meninos e meninas se tornem meninas, os bebês começam a desenvolver nervos nos mesmos lugares.

Logo, a ideia é de que essa ordem – nervos primeiro, genitais depois – é a razão pela qual as mulheres compartilham a bondade dos orgasmos. Talvez também seja a razão pela qual o clitóris se pareça da forma que é.

http://hypescience.com/as-5-mais-estranhas-razoes-pelas-quais-fazemos-sexo/

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