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sexta-feira, 31 de julho de 2015

07 - O Uso Abusivo de Agrotóxicos na Produção de Alimentos no Brasil

Agrotóxicos


Agrotóxicos
Agrotóxicos
O Uso Abusivo de Agrotóxicos na Produção de Alimentos no Brasil
Os agrotóxicos, também denominados de pesticidas ou praguicidas , são atualmente responsáveis pelo comércio de bilhões de dólares em todo o mundo (STOPPELLI & MAGALHÃES, 2005). São substâncias que, apesar de serem cada vez mais utilizadas na agricultura, podem oferecer perigo para o homem, dependendo da toxicidade, do grau de contaminação e do tempo de exposição durante sua aplicação (CASTRO & CONFALONIERI, 2005.).
Nos últimos anos, houve grande crescimento na utilização de agrotóxicos no Brasil, o que tem sido associado ao aumento vertiginoso dos riscos de contaminação prejudiciais à saúde.
O descuido com os agrotóxicos pode ser fatal e causar agravos à saúde, tais como: irritações na pele e nos olhos, problemas respiratórios, câncer em vários órgãos e distúrbios sexuais, como a impotência e a esterilidade (ANVISA, 2008).
No meio ambiente, o uso abusivo de agrotóxicos têm trazido comprometimentos relativos à contaminação do ar, solo, água e dos seres vivos, determinando a extinção de espécies de menor amplitude ecológica (STOPPELLI & MAGALHÃES, 2005).
Com o objetivo de monitorar o cumprimento da legislação sobre o grau permitido de resíduos de agrotóxicos nos alimentos, quais produtos podem ser utilizados em cada colheita e garantir que produtos como frutas, verduras e legumes cheguem com qualidade e segurança à mesa dos brasileiros, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) desenvolveu em 2002 o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). Em 23 de abril de 2008, foi divulgado pela agência o último resultado do monitoramento de agrotóxicos em alimentos.
Nove produtos foram avaliados (alface, batata, morango, tomate, maçã, banana, mamão, cenoura e laranja). Durante o ano de 2007, o tomate, o morango e a alface foram os alimentos que apresentaram os maiores números de amostras irregulares referentes aos resíduos de agrotóxicos. Os dois problemas detectados na análise das amostras foram teores de resíduos acima do permitido e o uso deagrotóxicos não autorizados para estas culturas. Já a batata e a maçã tiveram redução no número de amostras com resíduos de agrotóxicos em relação ao resultado anterior (ANVISA, 2008).
De acordo com a ANVISA, o caso que mais chamou a atenção foi o do tomate, pois das 123 amostras analisadas, 55 apresentaram resultados insatisfatórios (44,72%). Nesta cultura, os técnicos encontraram a substância monocrotofós, ingrediente ativo que teve o uso proibido em novembro de 2006, em razão de sua alta toxicidade.
Embora os teores de resíduos encontrados não ultrapassassem os limites aceitáveis para a alimentação diária da população, foi detectada também a presença do metamidofós no tomate de mesa.
Este agrotóxico é autorizado apenas para a cultura de tomate industrial (plantio rasteiro), que permite aplicação por via área, trator ou pivô central, evitando assim a possibilidade de intoxicação do trabalhador rural. O metamidofós também foi encontrado no morango e na alface, culturas para as quais não é permitido o uso deste agrotóxico (ANVISA, 2008).
A batata, que em 2002, primeiro ano de monitoramento do Programa, apresentava índice de 22,2% de uso indevido de agrotóxicos, teve o nível reduzido para 1,36%. A maçã, que chegou a apresentar índice de 5,33% neste período, fechou 2007 com incidência de 2,9% (ANVISA, 2008).
Caso a utilização de agrotóxicos esteja acima dos limites permitidos pela ANVISA, os órgãos responsáveis pela áreas de agricultura e meio ambiente são acionados para rastrear e solucionar o problema. As medidas em relação aos produtores são de orientação para adoção de boas práticas agrícolas (ANVISA, 2008).
Em 2008, o PARA passará a acompanhar oito novas culturas.
Os produtos selecionados são: abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva. Devemos ficar atentos a publicação desses novos resultados para que possamos selecionar continuamente os produtos de maior e menor risco de consumo para a população em geral.
Referências Bibliográficas
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Brasília, DF, [2008?]. Disponível em: http: // www.anvisa.org. br
STOPPELLI, I. M.B., MAGALHÃES, C. P. Saúde e segurança alimentar: a questão dos agrotóxicos. Ciência & Saúde Coletiva, v.10, p.91-100, 2005.
BOCHNER, R,. Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – SINITOX e as intoxicações humanas por agrotóxicos no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v.12, p.73-89, 2007
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CASTRO, J. S. M., CONFALONIERI, U., USO DE AGROTÓXICOS NO Município de Cachoeiras de Macau (RJ). Ciência & Saúde Coletiva, v.10, n2, Rio de Janeiro, junho 2005.
Fonte: www.rgnutri.com.br
Agrotóxicos
Os agrotóxicos, também denominados de pesticidas ou praguicidas, são atualmente responsáveis pelo comércio de bilhões de dólares em todo o mundo. São substâncias que, apesar de serem cada vez mais utilizadas na agricultura, podem oferecer perigo para o homem, dependendo da toxicidade, do grau de contaminação e do tempo de exposição durante sua aplicação.
Os agrotóxicos são produtos que podem ser de natureza biológica, física ou química. Eles são utilizados com a finalidade de exterminar pragas ou doenças que prejudicam o desenvolvimento da agricultura.
No Brasil, no início dos anos 50, a introdução de inseticidas fosforados para substituir o uso do DDT, veio acompanhada de um método cruel. Foi ensinado que para misturar o DDT, formulado como pó solúvel na água, o agricultor deveria usar o braço, com a mão aberta girando meia volta em um e outro sentido, para facilitar a mistura.
Como o DDT tem uma dose letal alta (demanda uma alta absorção do produto para provocar a morte), somente cerca de 15 anos depois os problemas de saúde apareciam. Contudo, quando o agricultor tentava repetir a técnica com o Parathion, primeiro fosforado introduzido no Brasil, caía morto, fulminado; fato que se repetiu em diversas regiões do país.
Os agrotóxicos chegaram ao sul do país junto com a monocultura da soja, trigo e arroz, associados à utilização obrigatória desses produtos para quem pretendesse usar o crédito rural. Hoje em dia, os agrotóxicos encontram-se disseminados na agricultura convencional, como uma solução de curto prazo para a infestação de pragas e doenças.
Existem três tipos de agrotóxicos. Os pesticidas ou praguicidas combatem os insetos em geral. Já os fungicidas têm o objetivo de atingir os fungos, enquanto os herbicidas matam as plantas daninhas ou invasoras de outras culturas. Eles podem ser orgânicos ou inorgânicos.
Os pesticidas agem sob os ovos (ovicidas), as larvas (larvicidas), sob os ácaros (acaricidas) ou formigas (formicidas). Os efeitos dosagrotóxicos decorrem da ingestão, quando a praga ingere o produto impregnado na planta, do desenvolvimento microbiano, quando o produto contém microorganismos que atacam a praga, ou pelo simples contato da praga com o produto..
Quando ingeridos pelo homem, os agrotóxicos causam problemas de saúde. Os inseticidas clorados, por exemplo, provocam lesões no fígado e nos rins, e, em doses mais altas podem levar à morte. Já os inseticidas fosforados provocam excesso de transpiração, salivação abundante, dores abdominais, vômito e diarréia.
Os inseticidas constituídos de carbono, usados na agricultura para matar pulgões, provocam a morte mesmo em quantidade mínima. Os inseticidas botânicos, usados em residências para matar mosquitos, são mais fracos e podem desencadear alergias e asma. Os herbicidas em doses pequenas são capazes de causar fibrose muscular e impossibilitar a respiração. Já os fungicidas podem provocar câncer.
Além de atingirem os órgãos, os agrotóxicos podem causar alterações nos aparelhos humanos, como o nervoso e o circulatório. Atualmente, existe a preocupação de alterações na quantidade de células, que resultariam em tumores. Outra grande questão é a da alteração molecular, ou seja, os agrotóxicos atuariam no interior das células humanas.
Nos últimos anos, houve grande crescimento na utilização de agrotóxicos no Brasil, o que tem sido associado ao aumento vertiginoso dos riscos de contaminação prejudiciais à saúde.
O descuido com os agrotóxicos pode ser fatal e causar agravos à saúde, tais como: irritações na pele e nos olhos, problemas respiratórios, câncer em vários órgãos e distúrbios sexuais, como a impotência e a esterilidade.
No meio ambiente, o uso abusivo de agrotóxicos têm trazido comprometimentos relativos à contaminação do ar, solo, água e dos seres vivos, determinando a extinção de espécies de menor amplitude ecológica.
Com o objetivo de monitorar o cumprimento da legislação sobre o grau permitido de resíduos de agrotóxicos nos alimentos, quais produtos podem ser utilizados em cada colheita e garantir que produtos como frutas, verduras e legumes cheguem com qualidade e segurança à mesa dos brasileiros.
Durante o ano de 2007, o tomate, o morango e a alface foram os alimentos que apresentaram os maiores números de amostras irregulares referentes aos resíduos de agrotóxicos. Os dois problemas detectados na análise das amostras foram teores de resíduos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas. Já a batata e a maçã tiveram redução no número de amostras com resíduos de agrotóxicos em relação ao resultado anterior.
Estudo transversal realizado em Nova Friburgo avaliou 102 agricultores, com os seguintes resultados:
70% não usavam EPIs regularmente; 42% já se sentiram mal após aplicar o agrotóxico; 12,8 % casos de neuropatia tardia; 28,5 % casos de distúrbios neuropsiquiátricos;
Estudo sobre avaliação neuropsiquiátrica (Salvi et al., 2003) detectou alterações compatíveis com parkinsonismo em 32% dos trabalhadores fumicultores expostos a organofosforados avaliados, sendo que a dosagem de acetilcolinesterase permaneceu normal.
– A OMS estima que 40.000 casos de câncer sejam causados por agrotóxicos a cada ano; – A exposição a agentes químicos, dentre eles os agrotóxicos, é uma das condições potencialmente associadas ao desenvolvimento de câncer, por sua possível atuação como iniciadores e/ou promotores tumorais.
Vários agrotóxicos fazem parte da Lista dos prováveis “Disruptores Endócrinos”, produtos capazes de desequilibrarem o sistema endócrino, causando alterações comportamentais, anomalias na função reprodutiva (criptorquidia, hipospádia, alteração qualidade do sêmen) e certos tipos de câncer que sofrem influência de hormônios.
Consiste em 100 bilhões de células, ou neurônios; com trilhões de conexões entre elas. Dos elos em rede, os bancos memoriais são criados e interligados. Na morte de cada neurônio, novas relações se formam entre os remanescentes.
Ler e praticar atividades variadas auxilia ao cérebro como exercício. Pesquisas indicam a delimitação de parte das perspectivas evolucionais do ponto de vista psicomaturacional da consciência humana. Foram observados 46 estágios de padrões comportamentais compreendidos em dez grandes redes sinápticas.
Cerca de 40% da produção agrícola se perde por causa de doenças, pragas e ervas daninha. As pragas são as que mais causam danos, pois seu combate pode ser contraproducente. A utilização de uma imensa variedade de agrotóxicos afeta mais as espécies de insetos e aves que as próprias pragas. Os agrotóxicos também podem ter efeitos muito graves na saúde dos agricultores encarregados de aplicá-los.
A contaminação das águas por agrotóxicos se dá por deriva de aplicações, pela lixiviação e erosão do solo, que podem carrear até 15% dos produtos para o sistema aquático, pela disposição inadequada das embalagens, pela lavagem dos equipamentos contaminados e pelos efluentes das indústrias de agrotóxicos.
Um levantamento realizado pela EPA nos EUA concluiu que 10,4% dos reservatórios comunitários de água e 4,2% dos poços domésticos da zona rural apresentavam níveis detectáveis de agrotóxicos.
Para eliminar o excesso de elementos tóxicos no organismo é aconselhável a ingestão diária de grande quantidade de água. A alimentação rica em fibras também ajuda a limpar o corpo dos resíduos nocivos à saúde.
Caroline Machado
Fonte: www.ceedo.com.br

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